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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Bridget trying to survive in Africa ou como NÃO conduzir pela esquerda




A ideia nunca foi eu conduzir em África. As estradas são uma confusão, o volante era à direita, a condução à esquerda, tal como o manípulo das mudanças, o meu namorado já não gosta da minha condução em Portugal, quanto mais com tudo ao contrário e eu, não fazia mesmo questão nenhuma de jogar à pista de obstáculos, qual jogo da playstation, mais difícil de sempre. T.I.A.

No entanto, os táxis tinham preços absurdos e nós somos de passear portanto, resolvemos, naquele domingo, logo à chegada do aeroporto, alugar o carro mais barato que lá tivessem e fazer-nos ao caminho.
 
So far so good. O meu namorado apesar de ser um bocado distraído, o que não convém nada, principalmente naquelas estradas, lá se foi desviando das crianças que se atravessavam, dos cães que tinham elegido a estrada como the place to be, dos carros estacionados na faixa de rodagem, das valas de 1 metro de profundidade nas bermas, nas quais me visualizei a cair vezes sem conta. Com o coração na boca lá fui, tentando manter o silêncio e rezando a todos os deuses locais para que chegássemos vivos ao destino. E ao fim de uma hora de curva e contra curva conseguimos. Julgava eu que o pior já tinha passado. Mas não.

Passado dois dias fomos a Port Louis sendo que a viagem de ida, comparada com a anterior, foi um passeio no parque. As estradas para Norte eram relativamente melhores passando por muito menos povoações e apenas quando chegámos à cidade é que nos infiltrámos no caos instalado, durante uns 20 minutos, até percebermos que tínhamos chegado ao nosso destino e arranjarmos um parque onde estacionar. O regresso foi um pouco pior... À noite, sem iluminação, foi bastante mais difícil reconhecer o caminho de volta sendo que só tínhamos um mapa turístico como companhia, onde a maior parte das estradas e localidades não tinham lugar. Tentámos orientarmo-nos pelas estrelas e pela geografia das montanhas até que com a ajuda de algum sentido de orientação (graças a Deus que andei 12 anos nos escuteiros) e de sorte, reconhecemos um monumento Hindu que já fazia parte do meu portefólio de fotografias da paisagem, desde essa manhã. Mais uma vez, o alívio da chegada era atroz.

Porém, tudo estava prestes a mudar. Quinta-feira decidimos ir conhecer as Tamarin Falls, uma série de sete cascatas localizadas no sudoeste da ilha, junto a Le Morne, paisagem considerada património mundial pela Unesco. Depois de atravessarmos a ilha de um ponta à outra chegámos ao cume da montanha de onde a água caía e encontramos um senhor que nos perguntou se queríamos ver as cascatas. Quando respondemos que sim aquele limitou-se a dizer follow me com uma pronúncia afrancesada e nós limitámo-nos a segui-lo.

Nisto, começámos a descer pela selva, assentado os pés entre rochas e raízes cobertas de lama e agarrando todas as lianas ou ramos que pudessem abrandar a nossa descida. Começava a ser picada por insectos e indagava que a aventura poderia acabar com o nosso suposto guia a raptar-nos para nos vender em partes. Até que chegámos à primeira cascata. Uma vista de cortar a respiração, especialmente para quem se debruçou naquele parapeito natural que me fazia tremer os joelhos só de imaginar. Ainda assim, mantendo-me uns passos atrás, a uma distância segura, respirei fundo aqueles segundos de felicidade. Depois, esta sensação repetiu-se quatro vezes mais nas cascatas seguintes até que me apercebi as horas que eram e decidimos fazer o caminho de volta.

De volta ao terceiro patamar, informámos o guia que gostávamos de tomar banho nas cascatas ao que este assentiu e disse que aquele era um bom lugar para fazê-lo. O meu namorado que queria mergulhar, perguntou ao guia se era seguro saltar para a água ao que ele respondeu que sim. Só depois de ver a cara com que o meu namorado emergiu da cascata é que concluímos com toda a certeza, que o guia não percebia uma palavra do que lhe tínhamos dito. Ele estava cheio de dores, algo se tinha passado..

Saiu da água e o pé, apesar de a água estar gelada, já estava o dobro do tamanho. Vestimo-nos a correr e ele começou a escalada que ainda era longa até ao topo da montanha onde tínhamos estacionado o carro, antes que a adrenalina se fosse e as dores se instalassem. Eu fiquei para trás à espera do guia, que resolveu entrar na água com todos os cuidados e banhar-se. Finalmente chegámos ao carro e ele, mesmo cheio de dores, insistiu em conduzir em direcção ao hospital mais próximo. Pequeno pormenor, não fazíamos ideia onde é que era, mas isso não é nada relevante.

Ao fim de uma hora e meia, a noite tinha caído, eram seis da tarde e chagávamos ao hospital público de Rose Belle, zona indiana, que nos tinha sido indicado como o melhor. Apesar das dores, o medo era ainda maior e o meu namorado tinha conduzido até ao hospital, sem sequer se queixar. Entrámos no hospital, eu a fazer papel de moleta e o meu namorado de sassi perere. Ele foi levado imediatamente de cadeira de rodas, eu fiquei a fazer o check in, e quando me juntei a ele na sala de triagem, já tínhamos cinco médicos à nossa volta a tentar fazer o diagnóstico. Éramos os únicos caucasianos no hospital, sendo que os únicos caucasianos na ilha eram turistas e normalmente não saiam do resort. Depois de termos contado como é que aquilo tinha acontecido, e de termos causado o momento de diversão da semana da equipa médica, resolveram, dado que iríamos fazer um voo de 12 horas em 2 dias, colocar gesso no pé abatatado, não fosse o diabo tecê-las. Durante esse processo perguntaram de onde vínhamos. O meu namorado, homem de pouca fé disse Europe, na certeza de que nas Maurícias nunca tinham ouvido falar de Portugal, mas eu, concretizei, We're from Portugal, e eis o nosso espanto quando os médicos, para além do típico Cristiano Ronaldo, disseram que tínhamos um óptimo Inglês para Portugueses. Para além disso tivemos direito a uma aula de história, as Maurícias foram descobertas por Portugueses. Porém, não tendo dado a importância devida àquele paraíso, deixamos os créditos e ocupação, aos holandeses.

Meia hora depois, já com a receita aviada, e sem pagar um único tostão, saímos felizes do hospital dada a simpatia e profissionalismo nada expectável num hospital de terceiro mundo. Mas o grande problema surgia agora. Nem pensar que o meu namorado ia conduzir com gesso e por isso, cabia-me a tarefa hercúlea de nos fazer chegar sãos e salvos ao hotel, a cerca de uma hora de distância.

Problema número dois: sou míope e não levei óculos para férias, não ia propriamente precisar deles, pensava eu. Problema número três: iluminação pública nas ruas e estradas não existe. Não ia ser nada fácil mas não havia outra opção. Liguei o carro, com a mão esquerda encaixei a primeira e com a mão direita tentei ligar o pisca, sendo que, em vez disso liguei o limpa pára-brisas. Espectáculo.

Lá seguimos então, pela esquerda, o meu namorado a ver-se dentro da berma com o carro capotado, e eu a visualizar a mesma imagem cada vez que ele gritava olha a berma!!. Tensa como nunca estive, as dores nas costas e no pescoço instalada, e eu não via nada à frente. Pior que conduzir na escuridão, só mesmo conduzir na escuridão a ser encandeada pelos carros que vinham em sentido contrário. Fuck!! Fazer rotundas ao contrário até foi divertido até perceber que as prioridades era todas ao contrário. Já tinha passado uma hora e ainda devíamos estar a meio do percurso. Saímos da estrada principal e virámos para o caminho que nos levaria ao hotel, caminho esse onde as aldeias de beira de estrada se repetiam, tal como todos os perigos que elas traziam: crianças, cães, pessoas, carros parados, ultrapassagens violentas (porque ninguém tinha paciência de conduzir atrás do nosso carro por mais de 1 minuto). As lombas nível 8 na escala de Isaltino também não facilitavam. Para além de tudo, quando me apercebia que vinha um carro na direcção contrária e que em breve deixaria de ver, parava o carro - antes isso do que me capotar o carro no meio do nada ,julgava eu. Mas cada vez que parava o carro, a certeza no meu namorado de que eu não conseguia ver um elefante à minha frente (o que era verdade!), crescia, na mesma medida que o seu pânico se instalava, tal como o meu.

Ao fim de duas horas, a cerca de dez minutos do hotel, passei por um carro que vinha da esquerda que me buzinou. Pois é, ele é que tinha prioridade, mas tudo bem. O meu namorado pediu encarecidamente que eu parasse o carro porque preferia ir ao pé-coxinho. Se não estivesse tão nervosa ter-me-ia rido mas não o fiz. Depois de convencê-lo que chamar um táxi no meio do nada não seria uma boa ideia, lá voltou para o carro e dez minutos depois chegámos ao hotel.

Esta experiência vai definitivamente entrar para as coisas mais "diferentes" que já fiz na vida: conduzir pela esquerda de olhos vendados! - check! Mas a moral da história que retirámos daqui é essencialmente esta: não acreditar nos guias que nos dizem que é seguro saltar para a água antes dos próprios o fazerem e nunca, mas nunca, ir para lado nenhum sem óculos!




 
 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Itsy Bitsy Spider or another Bridget Moment




Deixar a capota do carro aberta durante uma tarde inteira quando se vai ao campo não é uma boa ideia. Sábado passado, deixei a capota aberta, mas fechei-a antes de anoitecer por causa da humidade. No entanto, algo bem pior aconteceu durante a tarde...

Hoje de manhã fui à bomba de gasolina abastecer e no momento em que estava quase a parar o carro no sítio certo (isto é, perto o suficiente da mangueira - já me aconteceu por duas vezes não conseguir chegar com aquela ao depósito), aparece calmamente, a passear ao longo do volante uma ARANHA!!! Não gosto particularmente de aranhas, se preferirem eufemismos.

O pior de tudo é que não era um daqueles aranhiços escanzelados, que dão sorte ou trazem dinheiro ou lá o que é. Nada disso. Era uma aranha daquelas gordas, aquelas com pelos e listas castanhas e pretas, do tamanho da vossa unha do polegar. Sim, desse tamanho! Pode não parecer muito assustador ver um exemplar daqueles a vários metros de distância mas a 4,5 com da nossa mão... bem, não é a melhor sensação do mundo.

E assim, saí eu disparada do carro, a tentar manter a compostura, que estou farta de fazer figuras tristes em bombas de gasolina. Peguei numa folha de papel que tinha na carteira, que retirei calmamente do carro pela porta do passageiro, e tentei que aquilo subisse para a folha e saísse do meu carro de uma vez por todas. Como é óbvio, nada disso aconteceu. É claro que ela caiu da folha de papel para lugar incerto. Pior é que o referido lugar incerto ainda era dentro do carro. Respirei fundo e pensei dar-lhe dois ou três minutos para aparecer. Fui fazer o pré-pagamento e abasteci.

Nisto, tinha um senhor dentro de um carro atrás do meu que coitado, já devia estar farto de esperar. Ainda pensei ir explicar ao senhor que tinha uma aranha dentro do carro, sabe-se lá onde, e que ainda ia demorar e por isso devia ir para outra fila. Hesitei.. Olhei mais uma vez.. Não a via em lado nenhum. Então, num rasgo de coragem, respirei fundo, entrei e liguei o carro, e entre arrepios e comichões andei 10 metros até ao sítio do ar / água e voltei a sair disparada, a sacudir-me toda não fosse ela ter apanhado boleia na minha saia ou coisa do género.

Eu tinha duas hipóteses: ou encontrava a merda da aranha ou deixava ali o carro e ia de táxi.
Então, do lado de fora do carro, mantendo uma distância de segurança, retomei as buscas. Fui descobrir a sacaninha entre o meu banco e a porta mas não tinha como a tirar, e já tinha visto que a folha de papel não dava resultado. Acendi um cigarro e olhei em volta. Encontrei umas folhas de palmeira seca. Peguei numa e empurrei-a daquele sitio debaixo do banco e ela subiu para a folha. Mantive a calma suficiente para não largar a folha e desatar a correr. Deixei-a a um metro e meio do carro, após ter desfeito a teia grossíssima que a estúpida da aranha tinha deixado ligada ao carro. Entrei no carro, e arranquei entre comichões e arrepios para mais um dia de trabalho.E fui a pensar na minha sorte e a imaginar o que teria acontecido se a sacana me tivesse aparecido enquanto conduzia na auto-estrada, ou coisa assim.

Há duas coisas verdadeiramente assustadoras nesta história toda:
1. Andei desde domingo com aquela coisa nojenta ao pé de mim;
2. Podem ter entrado muito mais aranhas enquanto deixei a capota aberta!..itsy bitsy spider...

Wish me luck!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Perspectivas - Física e Metafísica da Miopia


"Os olhos olham e por verem tão pouco procuram o que deve estar faltando e não encontram."

Quando li esta frase pela primeira vez, na minha primeira incursão por José Saramago, perdida no meio de frases com comprimento digno de um capítulo, parei, imediatamente, para a reler. Tinha 15 anos e estava a ler a Jangada de Pedra, e tudo daquela frase, naquele momento, fazia sentido. Provavelmente, será a frase mais pequena que José Saramago escreveu. E para mim é, sem dúvida, a melhor. Sempre a perspectivei no sentido metafísico da coisa, como o retrato de um busca incansável, apenas movida pela fé e pelo instinto, que se vai repetindo no tempo sem desistência, com a curiosidade de se querer saber o que raio se procura. Ou então, como representação daquelas pessoas que vivem com palas nos olhos e que de tão tacanhas nunca encontrarão a verdade.

Hoje, olho para esta frase num sentido físico, tout court. A minha miopia chegou a um nível impossível de suportar sem auxilio externo. Pareço uma toupeira, mal consigo conduzir à noite, power-points em apresentações nem vê-los, cães pretos à noite no jardim, onde é que eles estão?, e as rugas à volta dos olhos e na testa já começam a aparecer pelo esforço facial que faço para tentar ver melhor. Não dá mais!

Hoje, esta frase representa para mim a evidência de que tenho de ir tratar disto, porque sei que com estes olhos posso olhar o que quiser que  não vou encontrar coisíssima nenhuma. Depois de 9 anos de aparelho, queria estar mais uns tempos sem qualquer apetrecho mas parece que não vai dar. Daqui a duas semanas, o meu nome é caixa-de-óculos. O que vale é que o look Geek está na moda. Já não era sem tempo... 8)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Momento Bridget ou tentativa falhada de interrupção de cópula canina


(Fotografia de há um ano atrás. Que o meu Zé não é pedófilo)

Era mais uma sexta feira, daquelas sextas feiras com tanto trabalho que desejamos que fosse quinta. Tinha acordado mais cedo para chegar mais cedo ao escritório que no dia anterior tinha saído de lá às onze e não estava com vontade de repetir. Assim, dei água aos cães, dei-lhes comida, tomei banho rapidamente, vesti-me, sequei o cabelo e até me maquilhei. Eram nove da manhã e estava pronta para sair de casa.

De repente, ouvi o rugido da Concha, seguido de um ganir assustado, que me fez olhar para trás. Era o Zé a tentar (julgava eu) fazer meninos, como tem tentado, sem sucesso, desde há muito tempo. Chamei-o, para ver se ele parava com aquilo, mas desta vez ele não parou. Então, dirige-me a ele para o "educar", mas ele continuou. Decidi passar à acção. Enquanto puxava o Zé, por um lado, tentava afastar a Concha com um dos meus pés, por outro. Mas sem resultado. Comecei aos berros na esperança que os meus guinchos histéricos surtissem efeito. Mas nada. O único efeito foi o namorado, que saiu da casa de banho para saber quem estava a matar quem.

Quando chegou ao pé de mim a indagar o porquê da histeria expliquei-lhe que não conseguia separá-los e pedi-lhe ajuda. Ao que ele respondeu qualquer coisa como "mas ele já conseguiu?" ao que eu respondi sem certeza, "penso que sim". "Então não há nada a fazer" retorquiu ele, "prepara-te para ter cachorrinhos". "Como assim não há nada a fazer?" perguntei eu incrédula.

E aí começou a aula de biologia canina. Diz que o órgão sexual dos cães incha a um ponto, que faz com que fiquem acoplados durante bastante tempo. E não há nada a fazer senão esperar que passe para os desacoplar. Eu que vejo National Geographic repetidamente, já conhecia esta prática, utilizada em várias espécies, mas nunca me passou pela cabeça que os canídeos fizessem parte desse grupo. Esta decorrência biológica do órgão masculino canídeo permite que, (i) se tenha a certeza (ou quase a certeza - ainda tenho alguma réstia de esperança) que a fêmea é fertilizada; e (ii) se tenha a certeza que os pequenos são dele. Isto é, enquanto ele está lá preso, impede outro macho de tentar fecundar a fêmea. 

Existe uma forma de provocar o desacoplamento: água. Tipo um balde de água ou mangueirada permitiria que o dito órgão desinchasse e que a minha querida cadela se conseguisse soltar. Porém, como estávamos no meio da sala, achei que não era a melhor das ideias.

Por isso a única solução era ficar à espera, impávida e serena, e presenciar a violação da minha ursinha, prepertada pelo meu querido cão. E enquanto ela olhava para mim com um ar de quem diz "por favor, tira-me daqui" e tentava fugir, o Zé seguia-a e continuava tudo na mesma. Na minha impotência fui tirar um café. E a cadela continuava a queixar-se de dores, já que já estavam virados rabo-com-rabo. O único acto de amor ali era o facto de as caudas estarem entrelaçadas. O resto era apenas dor e aflição. E nisto passou-se cerca de meia hora, durante a qual fiz o que pude para acalmar a malta. Cada vez que me movia, a Concha vinha atrás de mim, com o Zé a reboque. Portanto, ali fiquei, à espera que passasse.

Eis que não quando, a empregada entra em casa, e os cães desatam em histeria, como de costume, para a irem cumprimentar. Pareciam siameses unidos pelo rabo a tentarem ambos irem pelo mesmo lado. Nisto a Concha vira-se para o mesmo lado que o Zé, o que provocou um uivo de dor ao cão, que a atirou ao chão para que a dor parasse, mas a dor só piorou, à medida em que se entrelaçavam ainda mais. Até que, num esticão mais violento, desacoplaram-se finalmente.

Pormenores sórdidos à parte, separei os cães, expliquei o sucedido à empregada em pânico e saí de casa às dez para as dez a pensar o que irei fazer à ninhada que possivelmente nascerá em 60 dias. Conclusão, vou ser avó em dois meses, isto tudo porque me distraí por dois segundos. Há manhãs assim.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Momento Bridget ou a minha vida dava um filme de Woody Allen




"Death doesn't really worry me that much, I'm not frightened about it... I just don't want to be there when it happens"

A semana passada foi um tanto ao quanto banal, com imenso trabalho, nada a assinalar. No entanto, a minha sexta-feira foi tirada de um filme de Woody Allen. Saí da cama ainda a dormir e fui alimentar os "meus" cães. Para mim, esse é um momento importante do dia dado que é a única altura em que eles dependem de mim para alguma coisa, porque nas outras alturas eu bem posso dizer senta cem vezes, e puxar a trela e dizer junto, que eles não estão nem aí. Dizem que é porque não sou o macho alfa da família. No entanto, nada que eu faça, desde falar com voz grossa a largar a depilação adianta. Até acho que os cães se riem de mim. Mas não era sobre o facto de não impor respeito aos meus cães que vinha aqui falar, apesar de eles serem o motor de muitos momentos Bridget assinaláveis.

Onde é que eu ía.. ah, fui a dormir dar de comida aos cães. Ora, a comida está guardada na dispensa, no fundo da dispensa, onde o tecto é significativamente mais baixo. Porém, na sexta-feira, bati com a cabeça na parte da parede que desce, com toda a força, como se a parede nunca tivesse estado lá. Pura e simplesmente, não me baixei o suficiente. Normalmente, isto acontece-me quando estou de saltos, na medida em que a variação drástica de alturas não me permite aferir ao certo a distância das coisas ou quanto é que me tenho de baixar. Ser uma toupeira e precisar de mudar de óculos também não ajuda, eu sei. Mas desta vez, não tive desculpa. Estava mesmo só a dormir.

Ao bater com a cabeça, soltei um grito que assustou os meus cães que deram três passos para trás com medo de mim. Parece que só consigo ser o alfa quando grito de dor. A cabeça ganhou automaticamente um alto gigantesco. E pensei: ainda bem que não foi no occipital!

Resumindo, fiquei o dia inteiro cheia de dores, a avisar toda a gente o que me tinha acontecido, para poderem avisar o INEM do que se tinha passado, caso caísse inanimada no chão. E de hora a hora, nasciam-me sintomas, que apesar de saber serem psicosomáticos, não havia maneira de passarem. Desde náuseas a tonturas, tive tudo.

Quando finalmente o galo já cantava baixinho, ao ponto de já não ouvir mais do que um pequeno murmurar, cheguei a casa ao fim do dia, cheia de fome e comecei a fazer o jantar. Decidi fazer o meu risotto de limão. Comecei por raspar a casca do limão, espremê-lo, e depois de vários processos a explicar num blog à parte, provei o risotto, para poder acertar os temperos. O risotto estava amargo!! Não sei se do tipo de limão ou do facto de ter juntado limão a mais, estava amargo ao ponto do quase insuportável. Resolvi juntar açúcar e mais sal e pimenta. E umas ervas. Continuava amargo. Voltei a juntar açúcar, uma e outra vez. Transformei o risotto em qualquer coisa indescritível. Não comemos o risotto de tão mau que estava e eu estou proibida de fazer risotto de limão até para o ano. O meu querido risotto de limão, acompanhamento perfeito de vieiras saltadas em cama de legumes ou mesmo de uns simples rissóis de camarão. Tive vontade de chorar.

E assim, apesar de ser uma semana sem nada de especial a assinalar, a minha banal sexta-feira teve todos os pormenores de uma Bridget, num filme de Woody Allen, à excepção de não se passar em Nove Iorque. Teria tido muito mais graça. Há dias assim...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A alegria de uma criança





Já vos disse que gosto muito do Natal, right? Especialmente porque esta época tem o condão de trazer ainda mais ao de cima a criança que há em mim.. Ou talvez, porque nesta época não se note tanto os meus surtos de alegria, daquelas que só as crianças sabem ter.


É uma das minhas características mais importantes: Sou criança e gosto! Haverá coisa melhor do que:
  • patinar no gelo e tentar não cair;
  • ficar embevecida com as luzes e cores;
  • sorrir com os olhos;
  • fazer "V's" de vitória (ou de peace and love) para as fotografias;
  • fazer casas de gengibre e montar a árvore de Natal;
  • cantar músicas de Natal em uníssono;
  • manter a esperança num mundo melhor;
  • partilhar a alegria de passar pelo security check do aeroporto e não apitar com o segurança;
  • comer gomas e algodão doce;
  • andar de carrossel;
  • a alegria sincera de partilhar o que temos?

Não há, digo-vos, honestamente. Passamos a infância a querer ser crescidos para poder fazer imensas coisas que nos esquecemos de fazer quando, finalmente, chegamos a adultos e já não precisamos de autorização. Temos de ser adultos tantas horas por dia que, com o que nos sobra, temos de aproveitar e voltar à simplicidade das coisas boas.

Isto tudo para justificar a minha compra do Domingo passado. Fui à Decathlon e comprei um arco de Hula hoop, que sempre quis ter. Em miúda, lembro-me de ficar na escola, horas a fio, com o arco a rodar à minha volta sem cair. E nesta memória peguei no arco ali mesmo e tentei. Inexplicavelmente, o arco rodopiou brevemente (cerca de duas vezes e meia já a contar com a volta que deu nas pernas) e caiu. Não pode ser.. As crianças não têm ancas, agora devia ser mais fácil. E tentei mais uma vez.. E voltou a cair. Pronto, a decisão fora tomada: Tinha de levar o arco para casa. Fui treinando no caminho até à caixa e quando cheguei já conseguia aguentar três voltas e meia. A senhora da caixa sorriu e disse:

É tão bom ter a capacidade de se ser criança! Pois é, respondi com um sorriso, iniciando mais uma tentativa falhada. Em suma, acabei de encontrar a minha primeira resolução para 2012: ficar croma a hula hoop! Garanto-vos que entre tentativa e erro, aquele arco faz melhor do que ir ao ginásio.

E com a alegria de uma criança, saí com o arco na mão, e fui brincar às casinhas com o meu namorado. =)


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mulheres e carros ou à procura de um buraco onde me enfiar

Tudo começou num momento Bridget há uns tempos atrás, quando parada no sinal fechado, o condutor do carro vizinho começou a tentar meter conversa, o que ignorei olimpicamente, como qualquer senhora de bom tom. Porém, o senhor queria apenas avisar-me que tinha os pneus da frente bastante vazios. Agradeci a insistência, envergonhada por tê-lo ignorado durante tantos segundos. Desse momento Bridget para o momento de hoje passaram-se cerca de dois meses, mas dado que tenho de fazer uma viagem grande nos próximos tempos, resolvi encher os pneus.

No que respeita a carros, nem me costumo incluir no estereótipo de mulher que nem pôr gasolina sabe, mas obviamente que chamo a assistência se for preciso mudar um pneu. Mas sei o que é um relanti, um alternador, um disco, entre outros. Nada como ter conduzido um clássico (ou chaço para os amigos) durante 5 anos. E sempre que não sei, pergunto. Mesmo no outro dia disse ao meu namorado que o carburador estava a fazer um barulho estranho, tal como o meu carro antigo fazia. Porém, o meu carro novo é a gasóleo. Shame on me! (para as mulheres e homens que não perceberam fica a informação que os carros a gasóleo não têm carburador!)

Mas não era isto que vinha aqui contar. Ora bem, encher os pneus... Não tem nada que saber:

  • Abre-se a tampinha do depósito, onde aparece a informação sobre a pressão dos pneus [2.3 nos da frente e 2.1 nos de trás, tendo em conta que o carro vai meio cheio]: Check!
  • Marcar a referida pressão na maquineta: Check!
  • Tirar a tampinha do pipo (pareço uma deficiente a falar, credo) dos pneus e sujar as mãos todas porque não nos apercebemos no facto de existirem luvas fornecidas para o desempenho desta tarefa: Check!
  • Pegar num dos tubos à disposição colocá-lo no pipo: Check!!

E eis que não quando, o ar não sai! Volto a olhar para a maquineta que continua impávida e serena, espeto melhor o tubo e não acontece nada!! E antes de ter tempo de poder formular qualquer raciocínio que me levasse a uma conclusão sobre o que é que se estava a passar, aproxima-se de mim, mais uma alma caridosa desta vida que me diz com muita calma: Não é esse tubo..ãh.. isso é o tubo da água... a mangueira..

Atrapalhada lá agradeci e desempenhei a tarefa de olhos no chão (à procura de um lugar para me esconder), e de cócoras em cima dos saltos e de vestido tigresse, desempenhei a tarefa o mais rápido que pude e saí dali. Não sei se a figura mais triste que fiz foi enfiar a mangueira no pipo ou foi ter ataques de riso (daqueles em que até se chora) em espasmos, no caminho de volta ao escritório, sozinha no carro.

Os agradecimentos àquela alma caridosa nunca são de mais, principalmente, porque a alma caridosa era um homem, que não rolou no chão a rir enquanto me dava a informação preciosa sobre a troca dos tubos. Sim, é possível.. Saravá alminha da bomba da Galp de Queijas.

Os espasmos continuam, e ainda tenho resquícios de óleo nas mãos.. Vou-me lembrar desta durante muito tempo...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Momento McGyver ou porque é que eu sou tão estúpida

Cheguei a casa com dois rolos de relva acabados de regar, comprados no Horto do Campo Grande imediatamente a seguir a ter saído do escritório. Mais uma vez, a minha querida Concha tinha desfeito em pedacinhos parte da relva do pateo e mais uma vez teríamos de a substituir. Como o homem estava ainda no escritório e eu até sou feminista e defendo que não há trabalho que um homem faça que uma mulher não possa fazer, resolvi por mãos à obra.

Depois de arrastar os dois rolos (porque cada um devia pesar cerca de 20 quilos) e de ter espalhado poças de lama pela casa toda, posei a carteira e peguei na National Geographic, enrolando-a na minha mão, preparada para "educá-los" mais uma vez. Por isso, entrei no pateo de revista em riste e fechei a porta de correr para ter a certeza que não fugiam quando percebessem o que os esperava.

Após a minha sessão educativa, preparada para os pôr de castigo e não os deixar entrar em casa, eis que não quando, olho para a porta que estava, completamente, fechada. Não pode ser!!! Estúpida não me lembrei que a porta não abre por fora se completamente fechada. E ali estava eu, de castigo com os dois cães, sem telemóvel, sem cigarros e com muitas horas pela frente porque o homem da casa ainda ia demorar. Só tinha comigo a merda da National Geografic, mas nem isqueiro tinha para poder fumá-la ou fazer sinais de fumo.

E foi aí que me armei em McGyver e com o único objecto que tinha, comecei a forçar a porta, abrindo uma pequena fresta, e tornando-a maior e maior e maior, até que fosse possível caberem os meus dedinhos tortos por natureza e evadir-me daquela prisão improvisada. E de tanto forçar a revista caiu para dentro de casa, no meu último esforço e a porta abriu uma nesga suficientemente grande para poder fugir. Foram dos dez minutos mais estúpidos da minha vida e perdi toda a credibilidade, que ainda me restava perante, os meus cães, que me viram a fazer aquelas figuras. I'm such a Bridget...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Diários de Motocicleta

Tal como gosto da estética da aviação do inicio do século passado, também gosto muito da estética do motociclismo (excluindo aquela dos motards das concentrações, como é óbvio). Talvez a questão seja mesmo gostar da estética do século passado, independentemente do meio de transporte, sei lá...

No entanto, apesar de gostar muito de andar de avião (à excepção do facto de não me deixarem fumar), tenho um medo completamente irracional de andar de mota. Aliás, não tenho medo de andar, a se, tenho medo de cair. Tanto que, não cheguei a experimentar andar na mota de corrida xpto que esteve estacionada à nossa porta durante mais de seis meses.

No entanto, essa mota foi trocada pela mota de sonho de qualquer viajante, uma aventureira amarela, muito mais segura, muito mais confortável e linda de morrer. Só não bate a Triumph, pelo que dizem os entendidos. Então, como prova do imenso amor que tenho pelo motoqueiro de serviço que, juntamente com a mota de sonho me comprou um capacete, obriguei-me a experimentar ser pendura em algumas trajectos das nossas férias.

Tudo começou numa noite, em que íamos à vila jantar. Caso não fosse de mota, teríamos de levar dois carros, e nos meio do pânico alicercei-me nas minha convicções ambientais intermitentes e disse que sim. Coloquei o capacete de uma forma bastante patética e subi. A viagem começava com uma descida, a pior coisa que me podem fazer e, por isso, respirei fundo e fechei os olhos e seja o que Deus quiser.

Como mantra repetia, és uma mochila, és uma mochila, como menina bem ensinada que sou. Dizem que o truque para ser um bom pendura e não provocar quedas desnecessárias é ser uma mochila, não fazer absolutamente nada, não contrariar nem reforçar as inclinações nas curvas, nada de nada, apenas e só, deixarmo-nos levar pelo condutor como se fossemos a sua mochila. Escusado será dizer qual é a minha nova alcunha. Para a minha tentativa de materialização e renúncia à mania de controlar tudo, ter os olhos fechados era totalmente imprescindível. Se não vir que vou entrar numa curva, mais facilmente perco o instinto imediato de me inclinar ou retrair.

E cortando o ar em curva e contra-curva, num abraço fechado em que quase me fundi com o condutor, mantinha a cabeça enrolada para a direita, como se fosse carapaça de uma tartaruga centenária ou mesmo um Koala on steroids. E à volta, na aceleração da recta, a caminho da bomba de gasolina onde abasteceríamos o nosso stock de Marlboro, olhei para o asfalto e a nossa sombra passava por nós, vezes e vezes sem conta, rapidamente, fugia e voltava, à medida que passávamos da luz de um candeeiro para o outro. Nesse momento, a nossa sombra era uma só. Sorri.

No dia seguinte, subimos pela costa e visitámos todas as praias, miradouros, penhascos, aldeias de beira de estrada, numa profusão de descidas íngremes e curvas fechadas e trânsito parado, tudo o que me poderia assustar. E de olhos fechados continuei, no abraço forte, confiando que me levassem a casa, sã e salva. E por fim, parámos à beira mar a comer farturas. Sorri.

Ainda estou longe de ser a pendura perfeita e de perder o medo de cair entre o asfalto e trezentos quilos de metal e acessórios, mas pelo menos já sei descer da mota e, de vez em quando, ainda consigo ver uns frames da paisagem. E sorrir.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Crónica fútil ou O momento mais embaraçoso da minha vida

Disclaimer: Prometo que este blog não vai passar a dispôr de artigos sobre o kit que tenho vestido (olhem que gira que eu sou), nem sobre a roupa que comprei, vou comprar, ou quero comprar, como acontece actualmente nos blogs da moda (diga-se, nos blogs com mais visitantes do nosso país). Não vou vender a minha alma em troco de audiências! Mas esta tenho mesmo de contar. Aqui vai:

Como tinha a sensação que não ia ganhar o Euro Milhões dirigi-me, ontem à noite, aos arrabaldes de Lisboa, em busca de uns saldos catitas. Não tinha muito tempo e por isso decidi concentrar-me nas lojas low cost.

Comecei pela Modalfa, que adoro por ser portuguesa, barata e, principalmente, por ter roupa e calçado espectacularmente confortável e giro, não descurando nas tendências. Muito bem, depois de 2 vestidos, 3 tops, 2 pares de sandálias e, inacreditavelmente, apenas, 80 e poucos euros mais tarde, saí toda contente com as minha novas aquisições, e dirigi-me à Primark, pois ouvi dizer que estavam a dar roupa.

Saldos na Primark é das coisas mais inacreditáveis que pode haver. Umas calças de ganga que no começo de época custavam €8 (um balúrdio) em saldos passam a custar €3. Estavam mesmo a dar roupa. Mas é claro, que o meu olho de princesa conseguiu apaixonar-se pela peça mais cara de toda a loja: um vestidinho de couro género Pocahontas sem franjas. Tinha de ser meu!!!

Peguei num e dirige-me aos provadores, onde me apressei a despir o vestido que tinha para experimentar aquela obra prima. Porém, eis que não quando, o pior acontece.

Apesar do vestido não ter muita elasticidade, tinha um fecho eclair nas costas, na medida em que pressupus que tudo ia correr bem.. Errado! Adivinhem onde é que o vestido não passou!? É óbvio, não é? O mais engraçado é que nem sequer forcei.. Desisti imediatamente, com a intenção de trocar por um dois números acima. Porém, era tarde de mais.

Já me tinham contado histórias sobre o quão difícil é de remover uma peça de vestuário de pele, mas nunca tinha acreditado. E não é que com a pressa, correrias, calor, luzes dos provadores comecei a transpirar?.. E não é que a transpiração é tipo água?... E não é que, o vestido ficou preso debaixo dos braços entre as axilas e as maminhas.

Portanto, lá estava eu, no Dolce Vita Tejo, no meio de nenhures, sozinha, com um vestido entalado debaixo dos braços, em cuecas e de barriga à mostra, sem um par de calças que me permitisse sair para poder chamar alguém para me ajudar, a transpirar ainda mais e a hiperventilar, o que fazia com que o vestido se mexesse ainda menos...

MERDA!!!! SOU MESMO BRIDGET!!!!!

Pus a cabeça de fora do provador, enquanto me escondia atrás da cortina, à espera que alguém passasse e durante 30 segundos, que mais pareceram 4 horas e 58 minutos, pensei que teria mesmo de me dirigir à loja, para encontrar alguém que me socorresse. Vergonha alheia própria, aí está... Até que uma Santa Alma apareceu (muuuuuiiiito obrigada Sra. desconhecida mais simpática do mundo) e eu, mostrando apenas a minha cabecinha, pedi-lhe se me fazia o favor de me chamar uma funcionária. Ela chamou, mas a funcionária teria de aguardar que viesse alguém que a substituísse. E a Santa Alma olhou para mim, apercebeu-se do meu ar de pânico e perguntou-me: "mas precisa de ajuda?" Ao que respondi: "sim" ao mesmo tempo que saía de trás da cortina e lhe mostrava a minha triste figura.

Melhor do que me ter soltado do vestido que acabei por levar (dois tamanhos acima, não fosse o diabo tecê-las) o melhor gesto que aquela Santa Senhora fez na vida foi não se ter escangalhado a rir e rebolado no chão quando me viu. Muitttoooo obrigada mais uma vez!!!

E enquanto me dirijo à caixa penso,"não podia ser pior, que vergonha". E chego à caixa, e o cartão não passa. Moral da estória, pode sempre ser pior :)