quinta-feira, 24 de abril de 2008

Time time time

If I had eyes in the back of my head, I would've told you that you look good as I walked away. And if you could've tried to trust the hand that fed, You would've never been hungry but you'd never really feed. More of this or less of this or is there any difference? Or are we, are we just holdin' on to things that we don't have anymore. Sometimes time doesnt heal. No, not at all. Just stands still, while we fall In or out of love again. I doubt Im gonna win you back When youve got eyes like that. They won't let me in, Always lookin' out. A lot of people spent their time just floating. We were victims together but lonely. You've got hungry eyes. they just cant look forward. Can't give them enough but we just can't start over. Building with thin nails. We're falling but holding. I don't wanna take up anymore of your time. Time time time, sometimes Time doesn't heal, no, not at all. Just stands still, while we fall In or out of love again. I doubt I'm gonna win you back When you've got eyes like that. They won't let me in. Always looking out. Always lookin'... Always lookin'... out. http://www.youtube.com/watch?v=mVmbGsEtmFI

quarta-feira, 12 de março de 2008

Lisboa no Lusco-Fusco

Lisboa é linda a todas as horas, é um facto!

À noite com as luzes, com o burburinho das conversas que se acumulam nas ruas, com os brindes de copos cheios aos dias que hão-de vir melhores, com as festas que se sucedem e se misturam, com o dia de trabalho que ficou para trás, com olhares cheios de promessas...

Ao amanhecer com o cheiro a fresco da esperança de um novo dia, com o sol que insiste na repetição de nascer todos os dias, com a calma e silêncio e a paz que precede a tormenta, com aquela luz que faz tudo parecer melhor, com o chilrear dos pássaros em forma de despertador...

Mas ao entardecer, no lusco-fusco, esse momento tão efémero e difícil de agarrar, Lisboa transforma-se na cena de um filme vencedor do Óscar de melhor fotografia e certamente de melhor banda-sonora, aquela que passa na nossa cabeça (porque tudo o que é belo tem de ter música a acompanhar para ficar ainda melhor). Lisboa nestes cinco/sete minutos ganha uma cor que não se vê em mais nenhum momento do dia. O dia de trabalho acaba, a noite ainda não começou, a luz do sol ainda se vê mas as luzes da cidade já se acenderam e o céu veste-se de cores festivas antes do fato escuro, o dress code de todas as noites.

Se apanharem este momento parem por favor! Fiquem em silêncio e respirem fundo e tentem absorver com os olhos tudo o que a cidade tem para vos mostrar. Têm cinco/sete minutos... Aproveitem-os bem!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Come Fly With me....

O dia acordou. Levantou-se na ponta dos pés e viu o mundo ainda deitado com os sonhos e encantações da noite. Subiu aos montes, deslizou pelas colinas e escorreu para a cidade apressado. Apagou os candeeiros das ruas, esganou sombras escondidas nos pátios e nas esquinas, e depois de repartir pelos humanos angústias e problemas encarregou-os de o levar até ao fim. Depois deu pela minha ausência (estava ainda no meio do sonhoa negociar uma felicidade), abriu a minha janela fechada e com todo o seu peso caiu sobre mim interrompendo as negociações.

(Kiki Dimoulá trad. do grego por Manuel Resende)

Hello Stranger... So I'm awake now and my window is already wide open... Come and get me then. I'm waiting for you to take me on a fly...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Só de Sacanagem...

Na esteira de Cândido (grande copo meio cheio a transbordar), voltei a ouvir o texto (sim... não me enganei, eu ouvi mesmo o texto) no cd da Ana Carolina com Seu Jorge e tudo fez sentido. O texto é de Elisa Lucinda, a qual desconheço mas com a qual concordo. Sobre Cândido falo mais tarde... mas suspeito que tudo se encadeia para o Melhor dos Mundos Possível!!

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.' Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Porquê do Feminismo (parte III)

Acreditem que não tenho prazer nenhum em ser repetitiva, muito menos em ser cansativa mas, de vez em quando, voltam a lembrar-me a razão pela qual certas coisas são precisas de ser ditas, ou escritas neste caso. Estou farta do menosprezo que o meu género recebe e das razões invocadas para esse recorrente desdém. Não me digam que somos seres inferiores / menos produtivos simplesmente pelo facto de um par de vezes na vida ficarmos de licença de parto. E que nessas alturas, os homens têm de ficar sobrecarregados com o nosso trabalho (coitadinhos, realmente eles não tiveram a culpa de nascer homens). Ora, eu que também não escolhi ser mulher, apresento aqui a minha revolta! Quantas vezes as mulheres não ficarão sobrecarregadas de trabalho, por motivos tão válidos como baixas por motivo de lesão decorrente de incursões futebolísticas ou do género. Santa Paciência... Mulheres ajudem-me!! Unam-se e protestem... as que não são masoquistas, obviamente!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Happy Friday!

Trabalhar até é bom, a sério! Como pude experimentar uns meses de desemprego posso dizer isto com a certeza que não estou a ser hipócrita ou que falo sem conhecimento de causa... eu já provei do copo meio vazio. Por outro lado, fazer parte da população activa tem os seus senãos, e também não são poucos. As horas infinitas que passamos agriolhados no mesmo sitio pode ser desesperante e quando a monotonia ataca há que ter cuidado para que o depressão de todos os dias serem iguais não venha também. E haverá solução, haverá maneira de ultrapassar com dignidade uma semana inteira de trabalho? Penso que descubri não a cura mas pelo menos um painkiller que ajuda a suportar a dor: a solução é a happy friday. Passo a explicar... Sai-se do trabalho, veste-se as calças de ganga que estão guardadas no porta bagagens e vai-se para uma tasca, a do Sr. Orlando ou outra qualquer... Pedem-se amendoins, esvaziam-se vários meios copos ou mini garrafas de um qualquer elixir da vida, vai-se à porta fumar uns cigarros, volta-se para dentro para trocar mais uns dedos de conversa e depois deste ritual exorcizante de todas as preocupações vai-se à procura de um sitio onde se coma um belo bife com batatas fritas e onde se possa fumar sentado. Portanto, este texto, para além de servir para ajudar outros sedentários que estejam sedentes de um pequeno escape, serve principalmente para agradecer as viajantes copofonicos que me têm acompanhado nas últimas semanas e que têm feito com que o meio copo de solidão se tenha tornado cada vez mais vazio.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Livre Trânsito...

Aqui vai a lista de restaurantes e bares de Lisboa onde o apartheid não nentrou em vigor! Enjoy: Snob (Rua do Século), Café de São Bento, Procópio, Lamosa (R. Salitre), Blues Cafe, Bar do Bairro (sala própria), VirGula, Coccinella (Paço de Arcos), Finalmente, Lips (Os Balões), Galito (Carnide), Pinóquio, Papo Cheio, Cervejaria Trindade, Lábios de Vinho, Mercado do Peixe, Eclipse, Doca de Santo, Gambrinus, Delfim, Capricciosa, Portugália (Cais do Sodré e Almirante Reis), Pizaria Lucca, Olivier, Buddha Bar, Solar dos Presuntos, Stop do Bairro (Campo de Ourique) Restaurante Alfândega, Santo António de Alfama, Grande Elias, A Severa, República da Cerveja (Parque das Nações), Belém Bar Café, Pátio do Lenhador (Cascais), A Tasca do Careca, Piazza di Mare, Via Graça, City Café, Ladeira, The Taste Maker, Dois ao Quadrado (Sintra), Forno Velho, Fonte da Arcada, Chimarrão (Monsanto), Pastelaria Flor das Avenidas, Marisqueira O Nunes, Orange, O Cantinho dos Caracóis, Mata-Bicho (Carcavelos), Solar Pombalino, El Corte Inglés (restaurante do 7º piso), Culto da Tasca (Sintra), Café Astória (Parede), Suave, Peixe na Linha (Parede), Rodelas, Fox Trot, Brasileira do Chiado, People (Campo Pequeno), O Funil, Old Vik Bar (Av. Roma), La Moneda, Japa, Pabe, Masstige, Caruso, Os Arcos (Paço de Arcos), Casa da Dízima (Paço de Arcos), Come Prima, Visconde da Luz (cascais), Café Inn, La Moneda, Gemelli, Faz Figura, Mah Jong, Incógnito, Bica do Sapato (espaço próprio), Cup&Cino (Entrecampos), Maria Caxuxa, Lounge, Music Box, Sacolinha (Cascais), Lux, Santa Marta, O Carteiro, City Lounge, Frágil, Cervejanário (Parque das Nações), Café Império, Jamaica (Cais do Sodré), Pancitas (Queluz), Apuradinho (Campolide), Plateau.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Ser Feliz...

Uma vez, alguém me disse para escrever também sobre dias felizes, naquela de não dar a impressão que a minha vida se resume a um encadeamento de dias depressivos. Ao que respondi que adoraria mas estava com uma certa dificuldade em lembrar me do último dia feliz que tinha tido. (OK, não estou a melhorar muito a minha imagem de deprimida congénita... LOL). Mas não tem nada a ver... Eu penso que na vida, pelo menos na minha, é realmente difícil ter um dia inteiro de horas felizes. Eu sou mais apologista da ideia de momentos felizes, aqueles pequenos segundos ou minutos de alegria e extâse que nos preenchem de tal forma que não conseguimos pensar em mais nada a não ser como a vida afinal vale tanto a pena. Por isso mesmo, e para vos mostrar que não sou tão miserável como pareço ser, aqui ficam alguns momentos que me fazem sorrir por dentro, porque por fora é permanente.
  • Sair de casa de manhã cedo e sentir o cheiro do orvalho e da terra molhada;
  • O cheiro do mar a qualquer hora do dia;
  • O cheiro do café acabado de fazer;
  • Fumar um cigarro debaixo de chuva miúda (aquela que me molha como parva que sou);
  • Conduzir rápido mas sem pressas em direcção ao inesperado;
  • Cantar (de preferência bem);
  • Sentir um arrepio quando se ouve o uníssono num concerto;
  • O calor do sol num dia claro de Inverno;
  • Sentir o sal nos lábios e no cabelo quando acabo de sair do mar;
  • Quando se riem à gargalhada de uma piada que eu contei;
  • Um gelado do Santini (meloa, morango e noz);
  • Beber uma coca-cola quando estou morta de sede;
  • Quando num mergulho a onda me penteia o cabelo;
  • As luzes da cidade;
  • O brilho das bolas vermelhas de uma árvore de Natal;
  • A simpatia de uma pessoa desconhecida;
  • Aquele olhar;
  • Aquele beijo;
  • Aquele abraço...

Entre outras coisas a que mais tarde voltarei. Mas já viram?!... Eu até sou feliz!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

UNINSPIRED....

Uninspired, really... Is how I feel lately.
There are no more words left to say... At least at the moment.
If only I had that sunset... Maybe I would feel free again.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Jazz it up Ella!

Ultimamente, tenho ocupado muitas horas da minha desocupação a ouvir jazz. Ou é no Lux às quartas, ou no Hot às quintas, ou mesmo no meu mp3 a qualquer disa da semana. Apesar de estar a diversificar o tipo de jazz que oiço Ella continua a ser a minha preferida. Eu costumo dizer que tudo o que eu queria na vida era ter um décimo da voz da rainha do scat. Como isso não é possivel, até inventarem cirurgias plásticas às cordas vocais, resta me ouvir, que já não é pouco. Porque enquanto que há vozes que são um instrumento, há quem tenha orquestras dentro da voz. Obrigada Ella

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A insustentável leveza do ser!

"En nuestra vida como en la paleta de pintor sólo hay un color que dá sentido a la vida y la arte: el color del amor" Marc Chagall

Quanto à cor do amor não sei...

Mas sei que as cores que Chagall utiliza em cada devaneio pictórico me fazem sorrir e que o seu surrealismo naif me faz acreditar, mesmo que por pouco tempo.

E gosto da ideia de poder voar, de ter asas, de ser leve... mesmo que a longo prazo seja insustentável.

Porque até os pássaros têm de ter um ninho ao qual possam regressar... Porque não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe!

Between...

I'm between wanting love and giving up

Yes, suddenly, I'm thinking about it too much

The problem is all hope is fading away

And I don't know if that road isn't the best way

'Cause, if I believe I'm sure I'm going to be hurted

But if I don't I miss the chance of ever Know

What is all about...

There is no right or wrong

I just can't choose at all

It's not about not wanting to be loved

But I just can't be in love again with somebody who's not

It's easiar to live my life without the wait

That I suspect could be in vain

'Cause if I believe I sure I'm going to regret

But if I don't I'll miss the joy I've never had

Oh tell me, what it's all about

There is no right or wrong

I just can't choose at all

I am in between

I crave a thing I can't believe

And every time I hear a song

My heart doesn't know which way to go

Like in a crossroad

That doesn't appear in the map

Left or right, right or wrong

I think I'm going front

Without knowing what it's all about

There is no right or wrong

I just can't choose at all

Don't know which way to choose

But in between I'll loose

sábado, 29 de setembro de 2007

O porquê do feminismo (parte II)

Warren Jeffs, chefe de um culto religioso poligamico no Utah, foi condenado por cumplicidade numa violação na medida em que obrigou uma menor de 14 anos a casar com o seu primo direito de 19.

A vítima, actualmente com 21 anos, fez uma declaração onde postulou a igualdade entre os homens e as mulheres, apelando a que estas não deixassem subjugar a sua liberdade pessoal à vontade de um homem.

Apesar se não ter conseguido obter o filme da mesma declaração, deixo-vos aqui a notícia, em segunda mão, de modo a reiterar a necessidade de ainda actualmente ser indespensável o feminismo, agradecendo à vítima em causa por ter feito ouvir a sua voz!

“I became a feminist as an alternative to becoming a masochist.” Não foi dito pela vitima mas bem o podia ter sido. Se quiserem saber mais sobre o feminismo vão a http://www.vencidaseultrajadas.blogspot.com/

domingo, 23 de setembro de 2007

Jamie Cullum London Skies, Warehouse Version: A Música!

Ah... Há que referir que o último post não foi pura especulação, nem baseado em boatos de sites de groupies! Foi o Próprio JC que contou a história no concerto dele do cool Jazz Fest do ano passado, na cidadela de Cascais. Grande Concerto...

Jamie Cullum London Skies: Warehouse Version ou Como as divergências climatéricas afectam uma relação!

Paint a picture Clear cut and pale on a cold winters day Shapes and cool light wonder the streets like an army of strays On a cold winters day

Will you let me romanticize The beauty in our London skies You know the sunlight always shines Behind the clouds of London skies

Patient moments chill to the bone under infinite grey Vision hindered mist settling low like a ghostly ballet On a cold winter's day

Will you let me romanticize The beauty in our London skies You know the sunlight always shines Behind the clouds of London skies

Nothing is certain except everything you know can change Worship the sun but now Can you fall for the rain

Will you let me romanticize The beauty in our London skies You know the sunlight always shines Behind the clouds of London skies

Nada melhor que esta música para falar sobre as diferentes perspectivas que as pessoas têm sobre a vida.

Neste caso, JC tinha uma namorada brazileira descontente com o clima cinzento de Londres. JC, o romântico do costume pedia-lhe que reparasse no sol que brilha por trás das nuvens.

Aqui temos o exemplo de um copo meio vazio (a miuda que estando com o JC reclama do tempo) e o copo meio cheio (o JC que acredita no amor e pede-lhe o impossivel- ver o sol através do fog londrino).

O meio copo é que divergências climatéricas e distâncias inter continentais não são boas para uma relação!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sonhar...

Será que existe algo melhor que sonhar?

Entenda-se que me refiro ao sonhar dormindo, porque o sonhar acordado, apesar de ser um bom entretenimento, traz sempre o dissabor agridoce de saber que o fazemos, precisamente, porque o nosso desejo dificilmente se cumprirá...

Mas o sonhar dormindo é o motivo que me leva a tentar dormir noite após noite.

Em primeiro, porque só somos verdadeiramente livres quando estamos a sonhar. Sem imposições, sem restrições, sem culpa e sem comando vamos navegando num mundo paralelo onde a realidade se mistura com o surrealismo formando uma mescla muitas vezes injustificável à luz do nosso consciente.

Em segundo, porque o dissabor da improbabilidade do cumprimento não nos assombra. Como não tivemos escolha, gostamos de pensar que esse sonho pode ser augúrio de algo bom que está para vir, como se se tratasse de uma espécie de premonição.

Por último, pelo acordar feliz que se segue a um sonho bom porque pelo menos por umas horas ou uns minutos fomos felizes.

Quanto aos pesadelos... Bem, esses servem para nos recordar que não podemos dormir para sempre!

domingo, 16 de setembro de 2007

Simpsoniza-te!

Isto de não ter nada que fazer tem muito que se lhe diga... Quando o dia tem horas a mais para preencher é sinal que algo está errado.

Então, para matar o tédio procuramos o que fazer com ânsias de nos sentirmos uteis ou pelo menos para não nos sentirmos aborrecidos. Nestas alturas dorme-se demais, come-se demais, joga-se solitarie spider como se nos preparassemos para o campeonato mundial dos tristes, vê-se fox life como se não houvesse amanhã. E o tédio não passa...

Por isso, aqui deixo o link http://www.simpsonizeme.com para os que como eu procuram o que fazer no longo decurso das horas do dia e também para os que apesar de quase não terem tempo gostam de sorrir de vez em quando. Basta carregar uma fotografia vossa fazendo os ajustes necessários para entrar no mundo fantástico dos simpsons com a vossa própria personagem.

Quem é que não quer um alter ego amarelo?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vanessa da Mata ft Ben Harper: Boa Sorte/ Good Luck

Para acabar com a falta de inspiração que forçou um intervalo neste blog nada melhor que esta música. Sim, porque no final de contas toda a gente precisa de meio copo de boa sorte!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Todos os dias são de partida para o lugar onde nunca me vejo chegar...

Partir, dividir em partes; quebrar; sair.

Vou-me dividir em partes... A parte do que sou no agora, que fica para trás, e a parte do que serei nos dias que se aproximam, já que nunca somos os mesmos em cada lugar. No regresso (sim, porque toda a partida implica um regresso) da soma das duas partes resultará um eu diferente que um dia também será parcela da soma de um regresso qualquer.

Vou-me quebrar... O caco de mim que não interessa vai ficar na gaveta à espera da reconstrução. E com a liberdade de estar aos pedaços parto leve em busca de peças alternativas que possam cá encaixar.

Vou sair... Porque a casa tem tempo para esperar por mim e eu não tenho tempo para ficar à espera. Vou deixar o que conheço em direcção ao inesperado porque a monotonia cansa e o trabalho doi.

Mas vou voltar... Porque tanto a partida como o regresso fazem parte do eterno retorno que é a vida (ou que devia ser). E Porque uma sem a outra deixava de fazer sentido e perder-se-ia a doçura do dia de amanhã.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

"Cigarro pensativo"

«Os olhos olham e por verem tão pouco procuram o que deve estar faltando e não encontram.»

José Saramago in Jangada de Pedra

(fotografia por Dolibaby)