Desde sempre somos confrontados com binómios antagónicos: O Bem e o Mal, o peso e a leveza do nosso amigo Kundera, o quente e o frio, o ser e o não ser... Mas toda a minha vida o binómio que se apresentou mais complicado de resolver foi o que opõe as diversas perspectivas de a encarar: o copo meio cheio ou meio vazio. Mas será que a escolha resolverá alguma coisa? É que, no fundo e apesar do livre arbítrio, a vida será sempre o meio copo que, incansavelmente, tentamos encher...
quarta-feira, 8 de março de 2017
Às que desistiram e às que ainda estão na luta: Feliz dia da mulher!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Dos homens e do casamento
Segundo a tradição, na Irlanda do século V, Santa Brígida queixou-se a S. Patrício que as mulheres esperavam demasiado tempo para serem pedidas em casamento. Para remediar a situação, S. Patrício resolveu autorizar que as mulheres pedissem os homens em casamento, mas apenas nos dias 29 de Fevereiro, ou seja, de 4 em 4 anos.
Por outro lado, se o vosso namorado nasceu para o compromisso, e acham que ainda não vos fez o pedido por falta de dinheiro, por precisar de tempo para organizar uma surpresa em grande ou por outra razão qualquer, não vejo razão para não o fazerem. A tradição não é razão suficiente para fazer esperar o casamento. Arrisquem ou esperem pelo próximo ano bissexto.
*Post dedicado aos nubentes de hoje e às corajosas de 29 de Fevereiro.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Come on baby light my fire (ou a fadinha dos isqueiros)
Há semanas assim..
Mas hoje tudo mudou. Consegui contar cinco isqueiros na minha carteira, só hoje de manhã. Parece que a fadinha dos isqueiros se cansou por uns tempos de gozar com a minha cara e começou a devolvê-los, foi de férias ou foi gozar com outro. Cinco isqueiros.. Um estava no carro, outros dois, um em cada bolso de um casaco que não vestia há uns tempos, outro numa gaveta no escritório, e outro roubei lá em casa, de certeza.
A verdade é só uma: o sonho de um verdadeiro fumador não é conseguir deixar de fumar, é que fumar não mate! E se não nos levar à falência, entretanto, ainda melhor!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Como esquecer alguém (Parte II)
domingo, 11 de dezembro de 2011
Como esquecer alguém (Parte I)
Tudo isto ajuda, evita que piore, eu sei lá.. Nunca tive jeito para esquecer quem amo e por isso sei pelo que passam agora, na incredulidade de quem não sabe como vão conseguir. Mas sei que estes conselhos me ajudaram, e tornaram o caminho mais fácil, quando foi preciso. Assim, desejo-vos toda a força do mundo, sabendo que estou à distância de um telefonema. This too shall pass é um bom mantra para entoarem mentalmente nesta maratona. Agora, só falta porem-se ao caminho.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Das dores de Alma
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Mas enquanto não começo a estudar... Mais uma fútil: Uma questão de estilo





quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Mulheres e carros ou à procura de um buraco onde me enfiar

Tudo começou num momento Bridget há uns tempos atrás, quando parada no sinal fechado, o condutor do carro vizinho começou a tentar meter conversa, o que ignorei olimpicamente, como qualquer senhora de bom tom. Porém, o senhor queria apenas avisar-me que tinha os pneus da frente bastante vazios. Agradeci a insistência, envergonhada por tê-lo ignorado durante tantos segundos. Desse momento Bridget para o momento de hoje passaram-se cerca de dois meses, mas dado que tenho de fazer uma viagem grande nos próximos tempos, resolvi encher os pneus.
No que respeita a carros, nem me costumo incluir no estereótipo de mulher que nem pôr gasolina sabe, mas obviamente que chamo a assistência se for preciso mudar um pneu. Mas sei o que é um relanti, um alternador, um disco, entre outros. Nada como ter conduzido um clássico (ou chaço para os amigos) durante 5 anos. E sempre que não sei, pergunto. Mesmo no outro dia disse ao meu namorado que o carburador estava a fazer um barulho estranho, tal como o meu carro antigo fazia. Porém, o meu carro novo é a gasóleo. Shame on me! (para as mulheres e homens que não perceberam fica a informação que os carros a gasóleo não têm carburador!)
Mas não era isto que vinha aqui contar. Ora bem, encher os pneus... Não tem nada que saber:
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Abre-se a tampinha do depósito, onde aparece a informação sobre a pressão dos pneus [2.3 nos da frente e 2.1 nos de trás, tendo em conta que o carro vai meio cheio]: Check!
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Marcar a referida pressão na maquineta: Check!
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Tirar a tampinha do pipo (pareço uma deficiente a falar, credo) dos pneus e sujar as mãos todas porque não nos apercebemos no facto de existirem luvas fornecidas para o desempenho desta tarefa: Check!
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Pegar num dos tubos à disposição colocá-lo no pipo: Check!!
E eis que não quando, o ar não sai! Volto a olhar para a maquineta que continua impávida e serena, espeto melhor o tubo e não acontece nada!! E antes de ter tempo de poder formular qualquer raciocínio que me levasse a uma conclusão sobre o que é que se estava a passar, aproxima-se de mim, mais uma alma caridosa desta vida que me diz com muita calma: Não é esse tubo..ãh.. isso é o tubo da água... a mangueira..
Atrapalhada lá agradeci e desempenhei a tarefa de olhos no chão (à procura de um lugar para me esconder), e de cócoras em cima dos saltos e de vestido tigresse, desempenhei a tarefa o mais rápido que pude e saí dali. Não sei se a figura mais triste que fiz foi enfiar a mangueira no pipo ou foi ter ataques de riso (daqueles em que até se chora) em espasmos, no caminho de volta ao escritório, sozinha no carro.
Os agradecimentos àquela alma caridosa nunca são de mais, principalmente, porque a alma caridosa era um homem, que não rolou no chão a rir enquanto me dava a informação preciosa sobre a troca dos tubos. Sim, é possível.. Saravá alminha da bomba da Galp de Queijas.
Os espasmos continuam, e ainda tenho resquícios de óleo nas mãos.. Vou-me lembrar desta durante muito tempo...
terça-feira, 30 de agosto de 2011
E Deus criou as mulheres - Tomo III: As Encalhadas
Disclaimer: Generalizações, mais uma vez (sim, eu sei) e não quero ofender ninguém, pelo menos neste caso. Conheço muitas, já fui uma delas.. Eu sei que muitas estão sozinhas por escolha e vivem muito bem assim. "Spinster" is just a word, ok?
Continuando a descrição e classificação exaustiva de todos os tipos de mulheres, segue abaixo a enciclopédia sobre mais um grande grupo de mulheres, As Encalhadas. Estando em plena wedding season, penso ser esta a época ideal para explicar aos homens os vários tipos de encalhadas e desmistificar o preconceito. E explicar às mulheres, maxime às encalhadas, o que é que andam a fazer de errado. Ou não.
As Encalhadas

So much too say, so little time... Em primeiro lugar, impõem-se informar: ser encalhada é diferente de estar solteira. Ser encalhada é uma questão de espírito, estar solteira é uma fase de transição. Homens, tenham atenção a estas mulheres porque muitas delas são verdadeiros tesouros a descobrir e vocês devem estar mortinhos para descobrir o ouro. Para as encontrarem é muito fácil: num casamento, são aquelas que nem vão tentar apanhar o bouquet dirigindo-se subtilmente para a mesa dos brigadeiros ou colocam-se estrategicamente no fim da multidão de mulheres aos saltos ao ritmo de "all the single ladies" de Beyonce. Eu também não costumo ir, é um facto.. but old habbits die hard.
Encalhada não é sinónimo de feia. Algumas delas são, certo, mas definitivamente não são sinónimos. Muitas delas, simplesmente, continuam à espera do príncipe encantado, e esquecem-se de ver que o Rei está ao lado delas. Muitas delas, são tão exigentes nos critérios que criaram nas suas cabeças, que nunca encontrarão ninguém. Muitas delas não procuram. Limitam-se a lamentar o seu triste fado de tia, num grupo de amigos fechado, onde nunca se conhece ninguém de novo, encarnando e aceitando tranquilamente que será assim para sempre.
Muitas têm um óptimo sentido de humor, são óptimas com crianças e são péssimas, mas péssimas na arte do flirt. Como não estão habituadas, nem sabem o que está a acontecer e quando se apercebem ou é tarde de mais ou ficam tão histéricas que estragam tudo. Muitas delas estão um farrapo, escondidas por baixo de gordura, sapatos rasos, franjas cortadas em casa, óculos enormes, gorros, casacos larguíssimos, aparelhos dos dentes, etc. A auto-estima é inexistente ao ponto de se convencerem que não merecem mesmo ser amadas.
Estas mulheres não têm medo de estar sozinhas, mas já estão um bocadinho fartas. Têm, sim, medo de morrer sozinhas, quando na realidade já deviam saber que todos morrem sozinhos. Têm o mesmo grupo de amigos desde sempre, normalmente constituído por casais, ou homens que só vêem nelas um amigo.
Quanto às relações, ao princípio serão descrentes passando rapidamente para uma fase muito carente de querer estar sempre com a outra pessoa. Para as conquistar terão de ir com calma, paciência e sobretudo, devem demonstrar quais são as vossas intenções de forma explicita, não vá ela achar que se trata apenas de um amigo. Estas mulheres encaram o amor como uma coisa séria, por isso tratem-as bem:
A Aluada: Quer muito um namorado, melhor, quer muito ser amada e até sai muitas vezes de casa para estar com o mesmo grupo de amigos de sempre. Não é nada feia, muitas vezes pode ser das miúdas mais giras do grupo mas nem faz ideia. Não se arranja muito. Muitos de vós já tentaram fazer-se a elas e elas simplesmente desprezaram-vos, agindo como se nada fosse, por acharem que vocês estavam só a tentar ser simpáticos. Nestes casos têm de demonstrar com clareza que estão interessados, mas sem uma atitude agressiva ou pick-up line foleira senão elas vão achar que vocês são um otários. Mas atenção, a distracção natural destas mulheres agrava-se a partir do meio da noite, porque enquanto se divertem com os amigos têm tendência a beber como um hooligan e a agir como um. Se ela já tiver neste estado, tentem outra vez na noite seguinte.
A Feia: É um caso sério para desencalhar, porque apesar de as aparências não serem tudo, há que haver o mínimo de atracção, eu percebo. E elas também percebem porque, normalmente, para sua grande infelicidade, as sacanas têm muito bom gosto. Sabem aquele miúdo, o mais giro de todos, que todas querem? É esse que ela quer também. Cria na sua cabeça todo um amor platónico, e fica a bater com a cabeça nas paredes durante uns tempos. O desencalhe das feias só depende delas: Em primeiro lugar, têm de ser boas: se perderem uns quilos e ficarem com um corpo espectacular, muitos homens conseguem abstrair-se da cara feia e apaixonar-se por vocês. Em segundo: ficarem o menos feias possível, isto é, usarem lentes em vez de óculos, vestirem-se bem, terem um corte de cabelo decente, etc. Por fim e mais importante: esqueçam os Brad Pitts da vida e invistam num homem que, mais do que ser giro, seja aquele que vos trate bem e que vos ame just the way you are.
As Sem auto-estima: The girl next door escondida debaixo de tudo o que não a favorece: óculos, roupas largas, franjas, ténis. O que interessa é que seja confortável e prático e esconda as gordurinhas. Não é que ela não se queira arranjar mas, tendo em conta que mesmo arranjada não chega nem perto das giras, magras e fashion (julga ela) prefere adoptar um estilo mais intelectual e underground. Ela é a palhaça do grupo, principalmente, quando goza consigo própria, por forma a evitar ser gozada por terceiro. O seu sentido de humor nasceu da necessidade de arrancar sorrisos, coisa que não conseguia fazer simplesmente por ser gira. Se lhe derem uma oportunidade, a auto-estima vai subir, e ela vai ganhar confiança para vos mostrar a brasa que tem escondida. Gira, inteligente e com sentido de humor.. vai parecer que vos saiu o Jackpot.
A Sofrega: É aquela que num primeiro date afirma aos quatro ventos que quer mesmo é casar e pergunta se estás a pensar ter filhos. Ela quer tanto, mas tanto amar e ter a família feliz e é tão honesta que não se apercebe que os homens fogem a sete pés quando se fala em alguma coisa que possa interferir com as idas à bola ou com as horas de playstation. Para estas tenho um conselho: não há nada que os homens gostem mais que uma mulher que não esteja interessada. Melhor, que esteja interessada mas sem dar muita importância. Para os homens que evitam estas mulheres só tenho uma coisa a dizer: todas as mulheres pensam em casamento e em filhos. A diferença é que estas são as únicas que vos dizem.
terça-feira, 19 de julho de 2011
E Deus criou as mulheres - Tomo II As Equilibradas

Pois é homens, elas existem! Amigas queridas (mas só as queridas) este é o vosso grupo. Este é o grupo de mulheres que admiro e parecendo que não elas são bastantes. Podem até não reparar nelas à primeira ou não virar todo o vosso pescoço e visão em túnel na sua direcção. Mas mal reparem, mal se concentrem, não vão conseguir desgrudar. E quando eu digo isto, tal não significa que estou a descrevê-las como "simpáticas" (ou na linguagem feminina "feias que nem um trovão" - gostaria saber de onde nasceu esta expressão até porque os trovões não se vêem o que se vê são os relâmpagos; se alguém souber de alguma coisa, faça o favor de me explicar.)
Mas voltando às Equilibradas. Podem crer que elas são giras, mesmo mulherões! Mas por vezes, algumas delas não são tão vistosas como podiam ser, e passam (intencionalmente ou não) despercebidas. Têm qualquer idade e um olhar que prende. Riem com os olhos e por essa razão têm rugas de expressão. Independentemente da actividade a que se dediquem, são mulheres de armas.
Estas mulheres não têm medo de estar sozinhas. Fazem amigos com facilidade e não precisam de um homem ao lado para se sentirem válidas, apesar disso não significar que não busquem o amor. Apesar de quererem casar-se, essencialmente, porque estas mulheres nasceram para ser mães, o casamento significará apenas a cereja no topo do bolo da felicidade e não um objectivo a se. Se encontrarem um homem que amem e que as ame também, o mais provável é que essa relação seja uma relação estável e duradoura.
São mulheres muito trabalhadoras e inteligentes quer no trabalho, quer na gestão da casa, quer na própria relação. Normalmente, cozinham bem, apesar de existirem várias excepções honrosas.
Quanto às relações, quando se aperceberem que têm à frente uma mulher deste tipo, e estiverem compradores, não a deixam escapar. As equilibradas gostam de ser conquistadas, mimadas e sentirem-se amadas. Se conseguirem isso elas nunca vos abandonaram. Têm ciumes, como todas as outras, mas tentem ser racionais em relação a falar sobre o assunto.
Existem fases em que estas mulheres não estão disponíveis para ter relacionamentos sérios, na medida em que ainda estão na ressaca de alguma relação dolorosa ou quando estão demasiadamente concentradas noutros projectos e não estão nem aí para vocês. Nessas alturas, não vale a pena insistir. Alguns sub-tipos são capazes de querer um "amigo" com que contar, mas dificilmente, passará daí, até elas se encantarem outra vez.
Ela é a vossa mãe e a mãe dos vossos filhos. Tratem-na bem que ela merece:
As Independentes: São as vossas melhores amigas, companheiras de vida, apaixonadas, que tanto bebem minis como vos aparecem com o vestidinho mais sexy do mercado. São conversadoras, cultas e gostam de ler. É capaz de ser o sub-tipo de mulher que mais gosta de ler e dos que tem menos tempo para o fazer. Tem um bom trabalho e é boa no que faz. Tem imensos projectos e é ambiciosa e por essa razão às vezes vos possa parecer um bocadinho insatisfeita. Mas são simpáticas por natureza e os vossos amigos adoram-na. She's one of the guys.
As Bonus Mater Familiae: Apesar de poder trabalhar fora de casa, ela é a verdadeira fada do lar. Ela cozinha melhor que a vossa mãe, costura melhor que a vossa avó e limpa melhor do que qualquer russa que possam ter conhecido. Só pensa em ter filhos e com razão. A missão mais importante da sua vida é educar e criar uma grande família. Apesar de actual, é bastante tradicional e seguir-vos à até ao fim do mundo. Organizada e poupada, ela vai fazer com que vocês andem na linha. Bastante afectuosa e sorridente, só ficando com mau feitio quando deixam tudo desarrumado, mas mesmo assim isso passa-lhe.
As Super-Alpha: Acorda às seis da manhã, vai para o ginásio, volta toma banho e põe-se linda, acorda as crianças, prepara o pequeno almoço, acorda-vos, leva as crianças à escola, vai trabalhar, à hora de almoço vai buscar as vossas camisas à engomadoria e vai ao cabeleireiro, volta para o trabalho, sai do trabalho, vai buscar as crianças, faz os trabalhos de casa com elas, dá-lhes banho, prepara o jantar, janta, arruma a cozinha, toma um banho e fica linda de morrer para se encostar a vocês no sofá e talvez mais tarde, fazer mais qualquer coisinha. Se conhecerem alguma que trabalhe fora de casa, num trabalho exigente e sem horários que consiga fazer tudo o que eu acabei de dizer, todos os dias, de todos os meses, de todos os anos, encontraram uma super-alpha. Ela é o Yeti das mulheres, é aquela que vocês todos procuram e não encontram. Porquê? Porque ninguém consegue fazer tudo sozinho. No entanto, se pegarem numa das mulheres dos dois tipos anteriores e não se importarem de dar uma mãozinha de vez em quando, aí sim, ela terá forças para ser a vossa super-mulher.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
E Deus criou a mulher...Tomo I - A Desesperada
Be afraid men, be very afraid... As desesperadas já foram anteriormente referidas no texto sobre os homens, como as que por vezes acabavam com os Nhós. Mas nem todas.. Traçar um perfil comum a todos os sub-tipos incluídos no grande grupo das desesperadas não é mesmo nada fácil... Qualquer mulher sabe identificar uma desesperada. Mas como é que eu hei-de explicá-las a um homem de forma a que este perceba?
Para começar, para mim, as desesperadas got that look in their eyes. Aquele olhar de quem anda à caça ou em busca de alguém to scavange (esta expressão só funciona em inglês). Passo a explicar:
Em termos estatísticos, por regra, as mulheres só entram em fase de desespero a partir dos 30 anos, apesar de alguns dos sub-tipos se iniciarem mais cedo na arte de caçar. Estas mulheres andam sempre arranjadíssimas, apesar de poderem ser feias. Mas quando à caça, os seus kits e postura ultrapassam as capas da Vogue.
Normalmente, encontram-se sempre a olhar em volta à procura da presa ideal, a que se adeqúe aos seus critérios. Seja a beleza, a conta bancária (por muitas apelidada de segurança), a "sensação" de se sentirem mais amadas (por outras tantas apelidada de estabilidade), logo identificada a característica, estas passam ao ataque.
Não interessa se a presa já tem a sua caçadora em casa à espera, não interessa mesmo nada. Elas não têm nada a ver com os compromissos assumidos pela presa. Portanto, começam o flirt até à exaustão, daquele muito agressivo ou completamente descarado até que a presa ceda, dê um passo em falso, deixe de resistir à tentação que possam representar por um segundo que seja.
Depois de derrubada a presa e a ex-caçadora afastada, é lançado um master-plan de afastamento dos amigos do homem. E é lançada a fase de aculturação. Começam a sair com amigos dela, principalmente, já casados e com filhos. Os encontros entre as famílias repetem-se e de repente, quando menos a presa espera, apesar de todas nós o prevermos, segue-se o momento Ups! Ah e tal.. a pílula não funcionou, o preservativo rompeu, etc, etc. O golpe da Barriga!
E o homem, se Nhó ou Cabrão apaixonado, vai, ajoelha-se e saca do anel como manda a tradição. O Momento de vitória para todas as desesperadas. Nem preciso explicar o que fazem os Filhos da Puta neste momento, pois não? É claro que existem homens normais, que assumem a criança mas que se recusam a casar por esse motivo. Melhor, era mesmo identificarem estas meninas antes de colocarem mais crianças no mundo sob a educação de mulheres que não olham a meios para atingir os fins. Mas pronto...
Dentro deste grande grupo das desesperadas incluíem-se os seguintes sub-tipos:
A Betta-católica: cuja única função na vida é arranjar marido para poder ter os seus piquenos e irem todos à missa aos domingos. Esta chega ao ponto de ir para a faculdade só para encontrar marido, o que não é muito trágico, na medida em que ao segundo filho, deixa de trabalhar. Este tipo de desesperadas normalmente procura alguém com "nome" mesmo que o dinheiro não abunde. Homens: se tiverem dois "éles" ou dois "tês" no nome, tenham mesmo muito cuidado.
A Sonsa: são, para mim, as piores de todas as desesperadas. Aliás, de todas as mulheres. Passam por meninas sérias, de bem. Nunca curtem ou têm one night stands porém, têm mais namorados na caderneta que o somatório de todas as mulheres independentes que conheço. De liana em liana, vão passando, até que consigam roubar o namorado a aguém e que os consigam arrastar ao altar. Têm um trabalho (pois sim, são muito independentes e tal) mas o que elas gostam mesmo é de ler revistas e blogs de moda. A inteligência e o interesse não abunda. Who cares? Mas a característica flagrante de uma sonsa, para além do sorriso amarelo e da voz melosa, é mesmo o facto de olharem de cima abaixo quando passa uma miúda gira e não resistirem a comentar qualquer coisinha.
A Pistoleira: Ora bem, a pistoleira é uma alpinista social. Não estou a falar de self made women, na medida em que não sobem à custa do seu trabalho. Estou a falar daquelas que não dão mesmo uma para a caixa, burras, burras, burras. Zona de ataque: Urban beach, Chafarix, Twins, ou outro qualquer lugar onde a faixa etária ronde os 35/40 anos. Profissão: de preferência nenhuma. MO: dirigem-se a qualquer homem de aliança ou que saibam ter namorada (porque esta é a forma que têm de saber que são "sérios" e são passíveis de compromisso. Chegam-se ao pé deles, abanam o cabelo e sorriem. Para meter conversa normalmente falam do que sabem: horóscopo e respectivas compatibilidades. Depois pedem boleia por estarem bêbadas de mais para conduzir. Logo que consigam caçar otário, arranjam maneira de ficarem de baixa ou serem despedidas para poderem desfrutar a vida de viver de sonho que é viver à conta.
A Puta: Esta é a mulher que não sabe estar sozinha, saltando de namorado em namorado, sem qualquer intervalo. Muitas vezes verifica-se até sobreposição. No início, parece a mulher dos vossos sonhos: linda de morrer, com estilo, não é um génio mas não vos faz passar vergonhas, educada, etc. E vocês apaixonam-se como nunca e decidem que é desta. Mas ela quer mais... Logo que identifica outra presa, que de acordo com os critérios dela seja melhor (mais giro, mais rico, menos exigente, mais enganável) iniciam a caça, enganam-vos, e quando a presa seguinte está assegurada (e só aí) saem da vossa vida como se nada fosse e ainda vos fazem sentir culpados.