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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

The Life Aquatic or a Life on Mars?


De um dos melhores filmes, com os melhores actores e com uma das melhores bandas sonoras de sempre, faltava o melhor poster. Não é um poster oficial, este foi criado por James Gilleard. E cada vez que olho para o Bill só me lembro de Seu Jorge a cantar o Life on Mars de David Bowie em versão portuguesa do Brasil. Fica o poster e a letra.

E como o Bill está com as cores da quadra, qual S. Nicolau dos tempos modernos, ficam também os meus votos (atrasados) de Feliz Natal!


Muitas vezes o coração
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Meu bem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars
Muitas vezes o coração
Não consegue compreender
O que a mente não faz questão
Nem tem forças pra obedecer
Quantos sonhos já destruí
E deixei escapar das mãos
Se o futuro assim permitir
Não pretendo viver em vão
Meu amor, não estamos sós
Tem um mundo a esperar por nós
No infinito do céu azul
Pode ter vida em Marte
Então, vem cá me dá a sua língua
Então vem, que eu quero abraçar você
Seu poder vem do sol
Minha medida
Meu bem, vamos viver a vida
Então vem, senão eu vou perder quem sou
Vou querer me mudar para uma life on mars

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Será pedir demais?

 
Querer tornar o sonho realidade
olhar nos olhos e encontrar verdade
aquele desejo no peito a arder
e o mesmo respirar
e o mesmo riso, a mesma vontade
Que é tão fácil que parece engano,
que é tão bom que assim não pode ser,
que é tão doce que apetece fugir
E nunca mais voltar
 
Será pedir demais?
 
Será para sempre assim tanto tempo?
Será coragem o meu grande alento
ou uma espera que não tem final?
E o tempo a não correr
No teu balanço, no nosso compasso
Ainda sinto as tuas mãos em mim
ainda lembro do corpo a tremer
correndo devagar naquele abraço
como se a pressa fosse uma ternura
como se amar fosse uma aventura
e o impossível outra coisa qualquer
 
 Será pedir demais?
 
Será que querer tudo é pedir demais?
Será não ter a forma de viver?
Será que o vento não é mais que ar?
Mas se não peço não vou receber
E se o faço já perde o valor
E enquanto espero já não sei querer
Quero voltar atrás
Com a alegria e com a certeza
de em tudo crer e tudo ser maior
E de o futuro estar ainda longe
e nunca mais chegar
 
Será pedir demais?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Crónica de uma manhã de chuva

 
 
  
     Abro os olhos, na televisão são oito da manhã
         e o teu despertador toca sem sucesso no quarto.
           Acordo, mais uma vez no sofá mas desta vez sem
         o frio habitual que o cão resolveu deixar o melhor
    amigo e fazer companhia à dona por uma vez.
         Ignoro o tocar até porque o braço é curto de mais
   para carregar no snooze e mantenho-me mais
      um pouco no quente desolado do sofá enquanto
         as dores no corpo começam a instalar-se ao ritmo
    da chuva que cai lá fora. 8:45 e já não consigo 
mais ouvir o despertador. Levanto-me, o cão
       levanta-se, entro finalmente no quarto e desligo o
             teu despertador. A cadela dá-me os bons dias a mim
                e ao cão enquanto te pergunto se posso ser a primeira
         a tomar banho e tu dizes sim mas depressa, ainda
       a dormir e maldisposto, provavelmente por causa
             de alguma coisa que te disse num dos meus ataques
                de sonambulismo de sofá que só aparecem quando me
             tentas acordar para levar para a cama. Eu até aposto
         que já nem me tentas acordar, já desististe como te
         pedi, mas sem admissão de culpa continuas a dizer
      que o fazes e que te respondo muito mal de olhos
       bem abertos, tudo para me fazeres sentir culpada
      e fazes, até porque não me lembro de nada e por
        isso, troco o bom dia pelo desculpa não vá o diabo
        tecê-las. Após a contrição, fumo o primeiro cigarro
      entro no banho inundando as ideias e tento que a
água a ferver leve o sono e os desencontros,
     enquanto os cães ladram aos vizinhos que saem
                              sempre antes de nós em direcção ao dia que já começou lá fora.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Let's travel light!






I met you whilst backpacking hopes and dreams and expectations, already without some of my losses and frustrations that I had menaged to drop off, slowly, on my way to find home... And there you were, irresistible to me, with your heavy luggage, waiting in the morning sun for someone that could dare... Then I took some of your bags with me so that the weight became easier for you to bear and, from that moment on, we were not alone anymore. And for a while we were able to ignore the weight of our lives before but now that we’re both tired, I’m beginning to understand that it takes more than a helping hand.

We have to drop some bags to carry on. We have to forget, to let go and move on. We don’t need much but ourselves to overcome this fight. So, come on, let's drop some bags, let’s travel light!





quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Das boas e más pessoas

Disclaimer: Tenho moral mas não sou moralista. Sou tolerante com os erros, mas há certas coisas que são para mim inultrapassáveis. Toda a gente erra e eu também sou gente. E apesar de existirem erros inultrapassáveis, penso que todos podem ser perdoados, basta querermos. Nem que as pessoas em questão fiquem "on probation", até termos a certeza que o erro foi sanado. O texto que se segue explica a minha perspectiva do que é ser boa pessoa. Só é melhor que as outras porque é a minha. Caso não concordem, estão no vosso direito, como eu estou no meu.

 
Eu tenho um sistema de pontos e penso que não sou a única. E as pessoas que conheço vão ganhando e perdendo pontos na minha consideração conforme as vou conhecendo melhor e de acordo com as suas acções, background, educação, situação em concreto... há muito a ter em conta. Caso eu já tenha errado da mesma forma reduzo 20% dos pontos negativos. No entanto existem certas atitudes que me fazem riscar certas pessoas da minha  lista emocional de amigos e outras que me fazem querer ser amiga de novas pessoas. As listas que se seguem, explicam melhor a minha lista de pontos:





What not to do:

  • Tratar mal um empregado de restaurante / loja só porque sim: Para mim este ponto divide as boas pessoas das más pessoas, a boa educação da má. Fazer isto à minha frente significa um total de  -1000 pontos. Depois desta subtracção, dificilmente voltarão a cair nas minhas boas graças.
  • Ser racista / xenófobo: Achar que se é melhor que outro por causa de uma coisa tão aleatória como a quantidade de melanina ou religião em que cresceram implica a perda automática de 800 pontos.   -800 pontos
  •  
  • Tratar mal os indefesos: Desde velhinhos, a sem-abrigos, a crianças, arrumadores de carro, animais é para mim intolerável. - 1000 pontos
  •  
  • Não ter a noção: Queixar-se de falta de dinheiro quando se vive uma vida de "luxo", quando se janta fora quotidianamente, se compra toda a nova colecção da Zara ou mesmo da Prada, quando se tem um topo de gama de 3 em 3 anos e a casa paga. Não é que não se possam queixar, mas evitem fazê-lo à frente de pessoas que ganham substancialmente menos. E evitem tratar mal essas mesmas pessoas só por ganharem menos, porque provavelmente apenas não tiveram a sorte de nascer numa família com dinheiro. Sim, porque a trabalhar, é muito difícil de lá chegar. -200 pontos
  •  
  • Viver para as aparências: Não sou contra as pessoas andarem bonitas, arranjadas, e com sempre com a roupa mais trendy que pode haver. Nada mesmo. É bonito de ver e dá vida a qualquer sitio. E já nem tenho o preconceito que as pessoas super arranjadas só podem ser burras porque o tempo que perdem nisso não investem em ler livros. Cresci. Mas o facto de as pessoas acharem que a imagem é o mais importante que pode haver e esquecerem-se que há um mundo de pessoas a viver no limiar da miséria, por exemplo, entristece-me. Isso sim é a futilidade. As boas pessoas fazem as boas roupas and not the other way around. - 500 pontos
  •  
  • Falta de higiene: cabelo oleoso, maus cheiros constantes, casa a cheirar a gato, etc.. - 200 pontos
  •  
  • Cobiçar a mulher / homem do próximo: Dizem que no amor e na guerra vale tudo mas não é bem assim. E quando digo cobiçar leia-se, meter-se à séria ou pelo menos tentar. Se forem meus amigos -100 pontos; se não forem meus amigos mas for amor verdadeiro -100 pontos; se forem ou não meus amigos e se for só para a porcaria - 500 pontos; se tiverem consciência da porcaria que estão a fazer/fizeram e demonstrarem algum remorso -50 pontos; se cobiçarem o meu namorado  - 100000000000000000 (rebentam com a escala e nem que sejam a Madre Teresa farão algum dia parte da minha lista de boas pessoas :D, penso que é justo).
  •  
  • Dar graxa: não se aguenta aquelas pessoas que acabam de repetir o que o professor disse só para terem alguma coisa para dizer -10 pontos
  •  
  • Tentativas Falhadas de Manipulação: não adoram quando as pessoas se acham mais inteligentes que vocês e acham que ninguém percebe o que estão a tentar fazer? não é divertido? Eu acho que sim mas só pela estupidez na tentativa e pelo fundamento (não olhar a meios para atingir os fins) -500 pontos
  •  
  • Ser egoísta / não ajudar / não partilhar: Penso que dá para perceber porquê. -300 pontos
  •  
  • Ser Salazarista: Tenho muitos amigos assim, daqueles que só de ouvir cantar Zeca Afonso começam a passar mal. Como devem imaginar, cada vez que estou com eles canto Zeca Afonso. ;) Mas pronto, o que é que se há-de fazer, eles compensam com outras coisas. - 500 pontos
  •  
  • Estar sempre de mal com a vida: característica principal de pessoa egocêntrica sem problemas a sério. Se repararem, as pessoas que já passaram ou passam por situações graves são as primeiras a sorrir e a levar a vida com ânimo. - 300 pontos

 
What to do:

  • Dar esmola: + 500 pontos

  • Adoptar uma criança: Por quem não possa ter filhos + 500 pontos; Por quem possa ter filhos +1000 pontos; Adopções de crianças com necessidades especiais + 2000 pontos.

  • Fazer voluntariado: + 200 pontos

  • Perdoar: + 200 pontos

  • Ter sobrevivido a uma história de vida difícil: Conforme a dificuldade de história pode verificar-se majoração + 1000 pontos

  • Assumir os erros: + 500 pontos

  • Tratar bem os indefesos: + 500 pontos

  • Parar nas passadeiras: + 50 pontos

  • Deixar passar pessoas à frente na caixa do supermercado, quando estas só tem uma ou duas coisas na mão: + 30 Pontos




Partilhem o vosso sistema de pontos. Estou a esquecer-me de alguma coisa?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Crónica da Almofada

Desde pequena que dorme de cabeça tapada, quer seja Inverno ou Verão. Sempre precisou de se sentir protegida do mundo que existe do lado de fora da cama. As orelhas tapadas para os bichos não entrarem e a boca também, apesar de dormir a fazer biquinho. De olhos fechados para que quem entrasse no seu quarto não soubesse se estava a dormir ou acordada, sendo que normalmente estava acordada, que as insónias sempre foram suas amigas. No entanto sempre sonhou, sempre fez planos, sempre imaginou mundos paralelos do lado de fora da cama em que pudesse ser livre e feliz. E como ainda não era crescida o suficiente para ultrapassar os obstáculos desde sempre visíveis, sonhava então com formas de o fazer, e fazia projectos. A única coisa que a interrompia eram os passos que ouvia a cada vez que encostava a cabeça na almofada, já que a cabeceira da cama estava encostada à janela. pum pum pum pum, ressoavam os passos na gravilha  do caminho enquanto ela indagava quem passeava naquela rua àquelas horas. Seria o homem do saco? Um polícia ou um ladrão? Não sabia e por isso continuava no seu casulo de cobertores e edredons em redor da sua cabeça.

A nova cama também tem a cabeceira encostada à janela mas já não se ouvem passos. Mais tarde descobriu que não eram passos que ouvia quando encostava a orelha na almofada, mas a batida do seu coração a bombear de sangue o seu corpo de menina, enquanto sonhava. Hoje, quando encosta a cabeça, por mais que tente, já não consegue ouvir essa batida. O burburinho das preocupações e das contas de cabeça sobrepõe-se ao silêncio calmo dos sonhos, que continua a sonhar. Já não consegue ouvir o bombear do sangue através do bocado mais sagrado do seu corpo, ouvindo, ao invés o seu respirar em uníssono com o respirar de quem está sempre ali ao lado. Hoje em dia ouve a batida do coração que também é seu, do lado de dentro da cama e já não tem insónias. No entanto, sem se saber porquê, mesmo crescida dorme de cabeça tapada, quer seja Inverno ou Verão.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Como esquecer alguém (Parte II)

3. Fazer uma fogueira e queimar os despojos: Não dá para viver rodeada das coisas que ele deixou, dos bilhetinhos ou sms que nos escreveu, das fotografias, emolduradas na nossa alma, parede ou telemovel. Enquanto não conseguimos tirar a imagem embutida na alma, há que arrancar das paredes todas as marcar e premir a tecla delete as vezes que forem necessárias. Faça-se um magusto e salte-se a fogueira desses despojos. Eu levo isqueiro. Prometo comparecer e festejar. E depois até podemos arranjar um lugar bonito para depositar as cinzas (talvez um fossa, ou coisa do género). Queime-se tudo, rasgue-se mais. Só custa mesmo começar mas depois o alívio é maior. E com as lágrimas que caiem, caiem também os sonhos despedaçados que insistíamos em guardar... Esta medida é dura, das mais duras mas é também, a mais eficaz.




4. Emigrar: Se tiverem possibilidade de o fazer, não pensem duas vezes. Emigrar é fugir com classe porque temos sempre uma óptima desculpa, como um mestrado ou um emprego importantíssimo. "Estás a ver como não preciso de ti para nada? Estás a ver o quão independente e livre sou?" Oh yeah, é esse o sentimento. E se puderem escolher, vão para longe, sendo que longe é o suficientemente afastado para necessitarmos de um voo intercontinental para chegar lá. Conheçam novas pessoas por forma a relembrarem o que já não sabiam: há tanta gente no mundo espectacular: homens e mulheres que valem a pena conhecer e que não vão desperdiçar o nosso tempo, mas sim, dar-nos instrumentos para a vida. É claro que se for para um sitio quentinho e paradisíaco, ajuda ainda mais! E eu vou ficar ainda mais contente quando vos fizer uma visita.




(to be continued...)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Como esquecer alguém (Parte I)

Este texto já foi escrito por Miguel Esteves Cardoso e não tenho pretensões de fazer melhor. Tenho apenas ideias a acrescentar, que penso poderem ajudar those in need (vocês sabem quem são: os de coração apertado e lágrima fácil, nos últimos tempos). Como daquelas pessoas que choram por osmose, por não aguentar ver mais tristeza nos olhos de quem é meu, tenho todo o interesse em que sigam estes conselhos não solicitados.
O MEC diz com razão que se tem de esquecer devagar, não há outra forma, que isto do esquecer depressa não funciona e, normalmente, dá mau resultado. Portanto, os conselhos de amiga que aqui deixo são para se manterem no tempo, na lentidão dos dias que passam ainda mais devagar para os que sofrem de saudade e incompreensão. São para ir fazendo, sem desistência, todos os dias, durante muito tempo, até que se esqueçam porque o fazem.

Tudo isto ajuda, evita que piore, eu sei lá.. Nunca tive jeito para esquecer quem amo e por isso sei pelo que passam agora, na incredulidade de quem não sabe como vão conseguir. Mas sei que estes conselhos me ajudaram, e tornaram o caminho mais fácil, quando foi preciso. Assim, desejo-vos toda a força do mundo, sabendo que estou à distância de um telefonema. This too shall pass é um bom mantra para entoarem mentalmente nesta maratona. Agora, só falta porem-se ao caminho.

1.   Mudar a discografia: É imprescindivel! Não dá para continuar a ouvir os cds que ambos partilharam e não dá para arriscar ouvir rádio e apanhar a vossa música pelo caminho.. é logo um dia que fica todo estragado. Portanto, falem com vossos amigos e perguntem o que é que eles andam a ouvir. Experimentem música nova, mas que estejam dispostos a perder durante uns tempos. Nestas alturas, não dá para ouvir o CD preferido porque vão perder as suas músicas durante muito tempo. Já todos perdemos músicas, músicas que foram nossas e que agora já não conseguimos ouvir... Umas são recuperáveis mas outras, pela impenetrável conexão que têm com as memórias que não se querem ter, perdem-se para sempre.. E por isto, música étnica é, para mim, a melhor opção. Traz-nos o calor de lugares distantes, num ritmo animado e numa língua imperceptível.. ideal para não começarmos a fazer conexões entre a letra e a nossa vida.



2.   Cortar o cabelo: Esta é, normalmente, a primeira medida a tomar quando desejamos mudar de vida, ser diferentes do que somos e, por isso, é das coisas mais adequadas para fazer em época de sofrimento. Nesta época, não nos reconhecemos, nem reconhecemos a nossa vida, portanto uma mudança razoavelmente radical pode ser um óptimo alicerce para o desconhecimento instalado. A mudança na aparência traz consigo uma aparência de mudança, e de fora para dentro, a mudança vai acontecer. Tudo começa com um bom corte de cabelo.. Sim, tem de ser bom.. Cortes de cabelo auto-destrutivos estão proibidos nesta fase (nada de rapar ou pintar de azul). Por isso, larguem a tesoura de cozinha que já estava na vossa mão e vão-se por bonitas.




(To be continued)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Best description of marriage ever

Enquanto entro em pânico com o grande dia que se aproxima, faço um zapping e descubro que está a dar um filme que há muito esperava. E não há nada melhor para afastar o medo irracional de o tema de apresentação oral nos fugir do cérebro na hora H, como ver um bom filme. É uma história de uma família não convencional aos olhos do mundo, por se tratar de um casal lésbico com dois filhos. Porém, a banalidade dos problemas que ultrapassam é assombrosa. E a genialidade de representar um casal lésbico sem cair em clichés também. Por momentos, não nos apercebemos da diferença (se é que a há) entre a vida de um casal homossexual e a vida de um casal heterossexual. E foi neste filme que acabei de assistir que ouvi a melhor descrição de sempre do que é o casamento. Não é que seja casada, não sou. Mas imagino exactamente assim. Porque a vida acontece e as coisas não são fáceis, há que estar preparado para a enfrentar. E para isso é indispensável que haja amizade, intimidade, e mais importante, amor. Daquele verdadeiro, invicto, rock solid love. Só assim se aguenta uma vida ao lado da mesma pessoa, independentemente da orientação sexual. Desiludam-se se acham que sem amor conseguem. Por isso a todos os que pensam um dia vir a dar esse grande passo e a todos os que já o deram, Enjoy!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mas enquanto não começo a estudar... Mais uma fútil: Uma questão de estilo

Já ouvi críticas ao meu estilo de vestir.. e quem não ouviu que atire a primeira pedra. Mas é o meu estilo, é a minha cara e dificilmente o mudarei sem sentir que estou mascarada. Pode dizer-se que é um estilo ecléctico e descontraído. Principalmente, descontraído, como eu.
Por vezes tenho uma ponta de inveja das fashionistas deste mundo. Adoraria andar sempre sem um cabelo fora do sítio, só vestir roupa da última estação, com os kits todos preparados e sem falhas, as mãos sempre perfeitas. Aprecio o facto de estarem sempre impecáveis, e isso tem de lhes ser reconhecido. É claro que nem todas acertam no bom gosto mas não se pode ter tudo. Mas falta-me tempo, dinheiro, disponibilidade mental e paciência, portanto, de vez em quando ando despenteada, sem maquilhagem, com as calças com pelo de cão.. e no entanto, sinto-me bem assim.. Mas mais que tudo, odeio o facto o de que o ar clean que tanto almejo implique tantas camadas de cosmética.
Não gosto de modas/pragas tipo pandoras, elettas de todas as cores, pulseiras do equilíbrio, dos anjos da guarda, anéis da ck, etc. Não é que sejam feios, mas irrita-me andar igual à manada só porque há a teoria de se não andarmos não somos de bem. Não me podia estar mais a marimbar para isso.
Eu gosto de básicos, prefiro lisos aos estampados, cores neutras misturadas com um toque de outra cor qualquer, mas primordialmente, neutros! Gosto da Chanel. Gosto de vestir preto, branco, bege e caqui. Gosto do estilo aviador da Amelia, e do náutico do Corto Maltese, e o colonial/safari da Pandora e de animal prints e cornucópias. Algum étnico à mistura de um hippie chic a dar para o surfista. Gosto de havaianas no verão, botas no inverno, ugg (das básicas), saltos altos compensados porque meço 1,6m, de calções e calças de ganga. Gosto de mini saias e vestidos clássicos como os da Audrie ou da Jackie. Gosto de clássicos. E misturo tudo isto num certo desalinho que me é. Tudo isto sou eu, não sei ser outra forma. Quem gosta adora, quem não gosta destesta. É a vida. Mas não vou mudar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Kind of blue ou tudo azul..

Quando se ouve alguém responder "tudo azul!" à pergunta "tudo bem?", facilmente se depreende que o azul tem um significado, no mínimo, bastante positivo. A cor do mar, do céu, do verão... o que mais poderíamos desejar...

Estranhamente, o azul dos anglófonos tem uma conotação completamente diferente, de tristeza depressão e de outono, conotação que nasceu não sei bem onde nem porquê.

Só sei que blues são tristeza e azul é alegria. Os Aglo-saxónicos de copos meio-vazios e os continentais com os copos meio-cheios têm perspectivas completamente opostas de uma mesma cor. A percepção mudará com a geografia ou com a sonoridade? A palavra "blues" não me transmite a sensação de alegria que a palavra azul me transmite. Mas ao pensar em música, até do blue consigo tirar sentimentos positivos. E Miles Davis não me soa a melancolia.

De uma forma ou de outra, independentemente da perpectiva, o Azul, cor do agora meu quarto, nunca foi, por mais estranho que possa parecer, a minha cor preferida (tal como os golfinhos nunca foram o meu animal favorito). E desde o verde ao encarnado, já gostei de muitas cores.

Mas o azul transmite-me uma sensação de paz e tranquilidade que funciona como íman, como se a própria cor chamasse por nós. É claro que existem vários tons de azul e o meu preferido é, ironicamente, aquele que alguns chamam de verde. Para saberem do que falo:

  1. vão ao google images;
  2. digitem b-o-r-a-b-o-r-a;
  3. e deliciem-se!

Todo o ecrã muda de cor. Fica tudo azul, mas daqueles azuis que ao contemplar é impossivel ficar infeliz, independentemente da continentalidade. Admito poder haver alguma tristeza... apenas por não haver teletransporte para dentro de ecrã. Enjoy!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Que galo ou simplesmente cara de :s

Disclaimer: Não venho falar de azeite, azeiteiros, cabidelas, inchachos pós-traumáticos que cantam à meia noite, jogos, Barcelos, galarós, cristas, cantares, cócórócócós, entre outras coisas que não interessam nada. Se é isso que procura, clique back. :)

Venho hoje falar de galos, daqueles grandes que acontecem, daqueles que se têm e que a Alanis apelida, erradamente, de ironia.

Assim, GALO é:

  • almoçar algo que não comemos há muito, muito tempo e chegar a casa e encontrar o mesmo para o Jantar :s

  • chover no dia em que decidem vestir o vosso casaco de cabedal ou depois de terem ido lavar o carro, ou mesmo esticar o cabelo :s

  • o telemóvel cair das mãos directamente para o fosso do elevador ou sarjeta :s

  • ao fim de meia hora à procura, encontrar finalmente um lugar de estacionamento, que afinal já estava ocupado por um smart :s

  • ir assistir a um jogo de rugby e levar com a bola em cima :s

  • acordar e sair mais cedo de casa e apanhar o triplo do trânsito devido a um acidente :s

  • bater com o carro antes de ir de férias :s

  • preparar uma surpresa para o namorado e ele ficar a trabalhar até mais tarde :s

  • chegar ao cinema e ter um senhor de dois metros mesmo à frente :s

  • terem a proposta de emprego de sonho, a month to late :s

  • ganhar o Euromilhões e não reclamar o prémio :s

  • ficar doente quando estamos de férias :s

  • só chover quando chega o fim de semana :s

  • escolher sempre a fila mais demorada e resolver mudar de fila, mesmo antes de esta começar a andar :s

  • Chegar atrasado justamente no dia em que apanhamos o chefe no elevador :s

  • e tantas, mas tantas outras situações... :s

O galo é um sentimento lixado e não há nada mais lixado do que não poder fazer absolutamente nada para o evitar. Simplesmente, acontece, aleatoriamente, na nossa vida, mesmo quando mais precisamos. Respect the cock!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Diários de Motocicleta

Tal como gosto da estética da aviação do inicio do século passado, também gosto muito da estética do motociclismo (excluindo aquela dos motards das concentrações, como é óbvio). Talvez a questão seja mesmo gostar da estética do século passado, independentemente do meio de transporte, sei lá...

No entanto, apesar de gostar muito de andar de avião (à excepção do facto de não me deixarem fumar), tenho um medo completamente irracional de andar de mota. Aliás, não tenho medo de andar, a se, tenho medo de cair. Tanto que, não cheguei a experimentar andar na mota de corrida xpto que esteve estacionada à nossa porta durante mais de seis meses.

No entanto, essa mota foi trocada pela mota de sonho de qualquer viajante, uma aventureira amarela, muito mais segura, muito mais confortável e linda de morrer. Só não bate a Triumph, pelo que dizem os entendidos. Então, como prova do imenso amor que tenho pelo motoqueiro de serviço que, juntamente com a mota de sonho me comprou um capacete, obriguei-me a experimentar ser pendura em algumas trajectos das nossas férias.

Tudo começou numa noite, em que íamos à vila jantar. Caso não fosse de mota, teríamos de levar dois carros, e nos meio do pânico alicercei-me nas minha convicções ambientais intermitentes e disse que sim. Coloquei o capacete de uma forma bastante patética e subi. A viagem começava com uma descida, a pior coisa que me podem fazer e, por isso, respirei fundo e fechei os olhos e seja o que Deus quiser.

Como mantra repetia, és uma mochila, és uma mochila, como menina bem ensinada que sou. Dizem que o truque para ser um bom pendura e não provocar quedas desnecessárias é ser uma mochila, não fazer absolutamente nada, não contrariar nem reforçar as inclinações nas curvas, nada de nada, apenas e só, deixarmo-nos levar pelo condutor como se fossemos a sua mochila. Escusado será dizer qual é a minha nova alcunha. Para a minha tentativa de materialização e renúncia à mania de controlar tudo, ter os olhos fechados era totalmente imprescindível. Se não vir que vou entrar numa curva, mais facilmente perco o instinto imediato de me inclinar ou retrair.

E cortando o ar em curva e contra-curva, num abraço fechado em que quase me fundi com o condutor, mantinha a cabeça enrolada para a direita, como se fosse carapaça de uma tartaruga centenária ou mesmo um Koala on steroids. E à volta, na aceleração da recta, a caminho da bomba de gasolina onde abasteceríamos o nosso stock de Marlboro, olhei para o asfalto e a nossa sombra passava por nós, vezes e vezes sem conta, rapidamente, fugia e voltava, à medida que passávamos da luz de um candeeiro para o outro. Nesse momento, a nossa sombra era uma só. Sorri.

No dia seguinte, subimos pela costa e visitámos todas as praias, miradouros, penhascos, aldeias de beira de estrada, numa profusão de descidas íngremes e curvas fechadas e trânsito parado, tudo o que me poderia assustar. E de olhos fechados continuei, no abraço forte, confiando que me levassem a casa, sã e salva. E por fim, parámos à beira mar a comer farturas. Sorri.

Ainda estou longe de ser a pendura perfeita e de perder o medo de cair entre o asfalto e trezentos quilos de metal e acessórios, mas pelo menos já sei descer da mota e, de vez em quando, ainda consigo ver uns frames da paisagem. E sorrir.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O dia do amor

Ontem, na nossa cama vazia de ti, voltei às insónias das noites de verão, insónias que tinha deixado para trás desde que te trago comigo. E nas voltas da cama e viragens de almofada, perdi-me na saudade da tua constelação de sinais que conheço tão bem por causa das festas solicitadas quotidianamente.
Cada sinal, sarda, mancha e pigmento é marca do destino que tens vindo a traçar para ti, dos dias de praia, das ondas apanhadas, das sestas estivais. É a tua estória e ponho-me a pensar, quantas sardas me pertencem... E no mapa das tuas costas, desenho, todos os dias, as sardas que hão-de vir e os planos da nossa viagem. E quando já cansada, na dormência do braço içado por entre o edredon, me viro para o lado de lá, adormeço profundamente, como nunca havia dormido antes de ti.
E as rugas que não queres ter, não são mais do que cicatrizes de choro e de riso e de dias bem passados e também de noites sem dormir. E por mais que te compre cremes e te diga para beberes água, sabes que amo cada ruga que se crava na tua pele, porque cada uma não é mais do que cicatriz provocada por cada um dos teus 7 sorrisos.
E os cabelos e fios de barba branca que teimam em aparecer ultimamente, e que vais arrancando com a teimosia de um adolescente, representam apenas as preocupações e o trabalho e todos os obstáculos que ultrapassas, e todas as responsabilidades que carregas mas que, apesar de tudo, fazem parte de quem tu és, e de quem eu amo.
E a barriga que alegas ter e na qual só reparo quando me chamas a atenção, não é mais do que todos os jantares com amigos no restaurante do costume, ou no rodísio, ou no jesus, ou em porto brandão; não é mais do que todos os jantares e pequenos almoços que crio para ti, para depois nos aninharmos no sofá; e os vodka tónicos e bloody marys; e as compotas de todos os sabores que te dou a provar dia sim dia não; não é mais do que a falta de tempo e forças para ir ao ginásio, que eu percebo tão bem. Essa alegada barriga que ignoro não é mais do que momentos bem passados ao lado dos que te amam e a vida que corre em redor.
E é de tudo isto que sinto falta nesta noite de insónia. E é esta a minha declaração de amor num dia como outro qualquer. E na cama vazia de ti, a nossa matilha mantém-se na vigília do teu regresso a casa, para poder voltar a dormir outra vez.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Matematicando...

...Era o nome do meu livro de matemática da primeira ou segunda classe (sim, sou velha o suficiente para ainda ter andado na primária (hoje em dia, primeiro ciclo do ensino básico). Mas num determinado momento da história deve-se ter achado que dividir as pessoas por "classes" parecia mal e podia ser considerado discriminatório e mudou-se o nome. Mas não era nada disto que eu vinha falar aqui hoje.

Mas realmente, o facto de eu me lembrar do nome do meu livro de matemática de há 20 anos atrás e não me lembrar de onde guardo a maior parte das coisas deixa-me bastante frustrada. Sabem quando escolhem um sítio mesmo bom para arrumar alguma coisa e pensam "aqui não me esqueço de certeza" ou "aqui vai estar sempre à mão" ou "aqui não o vou perder" e esse sítio é tão bom, mas tão bom que quando precisam da coisa que guardaram tão bem não se lembram onde está? Acontece-me diariamente, já para não dizer, várias vezes ao dia, mas neste momento o que me preocupa mais é o carregador da máquina fotográfica, que eu estou farta de tirar fotografias com o Nokia, cujo o cabo de transferência de dados encontrei enquanto procurava o carregador. E no entanto, lembro-me da merda do nome do livro de matemática. Mas não era nada disto que eu queria dizer aqui.

Bem, talvez seja melhor começar outra vez...

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Qual é a tua palavra?

Já vi o filme e continuo a ler ao livro, aos bocadinhos, para que não acabe já, para poder saborear aos poucos os pedaços de verdadeira sabedoria que a autora transpôs para o papel. Numa passagem do livro Comer, Orar, Amar, a autora indaga sobre qual a palavra que a descreve? Qual a palavra que consegue reunir todas as suas características, que a inspira, que a fascina pela sua sonoridade? Qual é a sua palavra? E chegou à conclusão que a sua palavra era "attraversiamo", do italiano atravessamos. E a escolha não podia ser melhor.

Consequentemente, há vário meses que penso em qual será a minha palavra, qual o vocábulo que me definia há vinte anos, me define hoje, e me definirá daqui a quarenta? E lembrei-me do momento em que, com oito ou nove anos, tive de escolher um totem, nos escuteiros, composto por um animal e uma característica que tivesse a ver comigo. Na altura escolhi "Arara Persistente", arara porque não me calo e é um anagrama e persistente por que sim, porque sou.

Porém, 20 anos mais tarde, concluo que a minha palavra não é persistência, mas Perseverança (dita em português, definida em inglês). Porque, no fundo, é uma persistência com um travo de esperança, com um pedaço de "conseguiste" à mistura. É um "we shall overcame" numa só palavra, é a hortelã de beira de auto-estrada. É nela que penso quando em dificuldades, é isso que repito quando, vezes e vezes sem conta, caio uma e outra vez, da prancha e sou inundada de dúvidas sobre o que sou capaz. Perseverança!! É isso mesmo.

Perseverance: continued steady belief or efforts, withstanding discouragement or difficulty; persistence; steady persistence in a course of action, a purpose, a state,etc., especially in spite of difficulties, obstacles, or discouragement.

Qual é a tua palavra?

Não vale responder no Facebook ou na pausa do(s) cigarro(s)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Diego el Cigala

Ontem, numa noite maravilhosa de Cool Jazz Fest, tive o privilégio de presenciar, da segunda fila, a genialidade deste senhor.
Sempre achei que a banda sonora da minha vida deveria ser composta por músicas de Sting, Ella Fitzgerald, e outras melodias que nos transportam para imagens a preto e branco. E o filme devia ser filmado por Woody Allen, o grande mestre.
Porém, apesar de essa ser a realidade actual do meu filme, que tanto adoro interpretar, cheguei à conclusão que só não me enganei na cor. Descobri ontem que o Flamenco em forma de Tango é-me. Aquilo sou eu... E só com ele serei feliz, apesar de todas as letras que povoam os acordes da guitarra e os clamores da voz de Diego serem de uma tristeza tão profunda só igualável ao Ne me quite Pas. No entanto, a música é de uma alegria e de uma paixão à qual não consigo resistir. E perante este binómio, antagónico ou talvez não, chorei.
Descobri ontem que quero que a minha vida seja a Blanco y Negro, mas ao som de Diego el Cigala. E o realizador terá mesmo de ser Almodovar, que também me percebe tão bem. A pergunta que fica é a seguinte: como é que encaixo o beat do Jazz no salero do Tango e do Flamenco? Talvez tenha chorado por não saber a resposta.
Que te importa que te ame si tu no me quieres ya un amor que ya ha pasado no se debe recordar fui la ilusión de tu vida un dia muy lejano ya y represento un pasado no me puedo conformar si las cosas que uno quiere se pudieran alcanzar si me quisieras lo mismo que veinte años atrás con que tristeza miramos un amor que se nosvaaa es un pedazo del alma que te arrancan sin piedad que te importa que te ame si tu no me quieres ya un amor que ya ha pasado no se debe recordar fui la ilusión de tu vida un dia muy lejano ya y represento un pasado no me puedo conformar si las cosas que uno quiere se pudieran alcanzar si me quisieras lo mismo que veinte años atrás con que tristeza miramos un amor que se nosvaaa es un pedaaazo del alma que te arrancaaaan siiin pieeeeeeeedaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaad

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E Deus criou a mulher...Tomo I - A Desesperada

Disclaimer: Este post destina-se a ajudar os homens a compreender mais facilmente a diversidade do sexo feminino. Meninas, o que vou escrever a seguir não tem qualquer intenção de ofender ninguém em particular.. Se se sentirem injuriadas pelas generalizações que vou fazer, paciência.
Como o prometido é devido, eis aqui, em estreia mundial, a minha primeira explicação do bicho mulher. Os homens dizem que não percebem as mulheres porque somos muito complicadas, ao contrário deles, bicho simples e previsível. O problema de falta de compreensão não nasce de sermos mais complicadas, o que não me atrevo a negar e ainda bem que o somos. O problema dos homens nasce na medida em que, ao contrário daqueles - todos farinha do mesmo saco, as mulheres são todas diferentes. Entre farinha integral, com fermento, sem sal, de milho, existem n tipos de mulheres.
Para mais facilmente compreendê-las, é então preciso saber identificar de que tipo de mulher estamos a falar. Para esse efeito, segue infra a descrição dos cinco grandes grupos de mulheres. Porém, há que ter em conta que, mesmo dentro de cada grupo, existem sub-tipos bastante diferentes. Aqui vai o primeiro grande grupo:
As desesperadas

Be afraid men, be very afraid... As desesperadas já foram anteriormente referidas no texto sobre os homens, como as que por vezes acabavam com os Nhós. Mas nem todas.. Traçar um perfil comum a todos os sub-tipos incluídos no grande grupo das desesperadas não é mesmo nada fácil... Qualquer mulher sabe identificar uma desesperada. Mas como é que eu hei-de explicá-las a um homem de forma a que este perceba?

Para começar, para mim, as desesperadas got that look in their eyes. Aquele olhar de quem anda à caça ou em busca de alguém to scavange (esta expressão só funciona em inglês). Passo a explicar:

Em termos estatísticos, por regra, as mulheres só entram em fase de desespero a partir dos 30 anos, apesar de alguns dos sub-tipos se iniciarem mais cedo na arte de caçar. Estas mulheres andam sempre arranjadíssimas, apesar de poderem ser feias. Mas quando à caça, os seus kits e postura ultrapassam as capas da Vogue.

Normalmente, encontram-se sempre a olhar em volta à procura da presa ideal, a que se adeqúe aos seus critérios. Seja a beleza, a conta bancária (por muitas apelidada de segurança), a "sensação" de se sentirem mais amadas (por outras tantas apelidada de estabilidade), logo identificada a característica, estas passam ao ataque.

Não interessa se a presa já tem a sua caçadora em casa à espera, não interessa mesmo nada. Elas não têm nada a ver com os compromissos assumidos pela presa. Portanto, começam o flirt até à exaustão, daquele muito agressivo ou completamente descarado até que a presa ceda, dê um passo em falso, deixe de resistir à tentação que possam representar por um segundo que seja.

Depois de derrubada a presa e a ex-caçadora afastada, é lançado um master-plan de afastamento dos amigos do homem. E é lançada a fase de aculturação. Começam a sair com amigos dela, principalmente, já casados e com filhos. Os encontros entre as famílias repetem-se e de repente, quando menos a presa espera, apesar de todas nós o prevermos, segue-se o momento Ups! Ah e tal.. a pílula não funcionou, o preservativo rompeu, etc, etc. O golpe da Barriga!

E o homem, se Nhó ou Cabrão apaixonado, vai, ajoelha-se e saca do anel como manda a tradição. O Momento de vitória para todas as desesperadas. Nem preciso explicar o que fazem os Filhos da Puta neste momento, pois não? É claro que existem homens normais, que assumem a criança mas que se recusam a casar por esse motivo. Melhor, era mesmo identificarem estas meninas antes de colocarem mais crianças no mundo sob a educação de mulheres que não olham a meios para atingir os fins. Mas pronto...

Dentro deste grande grupo das desesperadas incluíem-se os seguintes sub-tipos:

A Betta-católica: cuja única função na vida é arranjar marido para poder ter os seus piquenos e irem todos à missa aos domingos. Esta chega ao ponto de ir para a faculdade só para encontrar marido, o que não é muito trágico, na medida em que ao segundo filho, deixa de trabalhar. Este tipo de desesperadas normalmente procura alguém com "nome" mesmo que o dinheiro não abunde. Homens: se tiverem dois "éles" ou dois "tês" no nome, tenham mesmo muito cuidado.

A Sonsa: são, para mim, as piores de todas as desesperadas. Aliás, de todas as mulheres. Passam por meninas sérias, de bem. Nunca curtem ou têm one night stands porém, têm mais namorados na caderneta que o somatório de todas as mulheres independentes que conheço. De liana em liana, vão passando, até que consigam roubar o namorado a aguém e que os consigam arrastar ao altar. Têm um trabalho (pois sim, são muito independentes e tal) mas o que elas gostam mesmo é de ler revistas e blogs de moda. A inteligência e o interesse não abunda. Who cares? Mas a característica flagrante de uma sonsa, para além do sorriso amarelo e da voz melosa, é mesmo o facto de olharem de cima abaixo quando passa uma miúda gira e não resistirem a comentar qualquer coisinha.

A Pistoleira: Ora bem, a pistoleira é uma alpinista social. Não estou a falar de self made women, na medida em que não sobem à custa do seu trabalho. Estou a falar daquelas que não dão mesmo uma para a caixa, burras, burras, burras. Zona de ataque: Urban beach, Chafarix, Twins, ou outro qualquer lugar onde a faixa etária ronde os 35/40 anos. Profissão: de preferência nenhuma. MO: dirigem-se a qualquer homem de aliança ou que saibam ter namorada (porque esta é a forma que têm de saber que são "sérios" e são passíveis de compromisso. Chegam-se ao pé deles, abanam o cabelo e sorriem. Para meter conversa normalmente falam do que sabem: horóscopo e respectivas compatibilidades. Depois pedem boleia por estarem bêbadas de mais para conduzir. Logo que consigam caçar otário, arranjam maneira de ficarem de baixa ou serem despedidas para poderem desfrutar a vida de viver de sonho que é viver à conta.

A Puta: Esta é a mulher que não sabe estar sozinha, saltando de namorado em namorado, sem qualquer intervalo. Muitas vezes verifica-se até sobreposição. No início, parece a mulher dos vossos sonhos: linda de morrer, com estilo, não é um génio mas não vos faz passar vergonhas, educada, etc. E vocês apaixonam-se como nunca e decidem que é desta. Mas ela quer mais... Logo que identifica outra presa, que de acordo com os critérios dela seja melhor (mais giro, mais rico, menos exigente, mais enganável) iniciam a caça, enganam-vos, e quando a presa seguinte está assegurada (e só aí) saem da vossa vida como se nada fosse e ainda vos fazem sentir culpados.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

What else!?!

* DISCLAIMER: o conteúdo que se segue contém linguagem imprópria para menores de 18 ou meninas de bem

Neste momento da minha vida em que me encontro a fazer o "rerun" das primeiras temporadas do Lost, voltei a confrontar-me com um dos binómios mais importantes para a vida de qualquer mulher solteira: Homem Nhó v. Homem Cabrão. E a questão que decorre da solução que damos a este binómio também se impõe: Porque é que as mulheres preferem sempre os cabrões?
Quem alguma vez na vida me tenha indagado sobre se os homens são todos iguais ou não, teve a felicidade ou infelicidade de ouvir toda a minha construção teórica sobre o bicho-homem. Não seria uma verdadeira Bridget se não tivesse teoria sobre eles. E mesmo depois de ter já encontrado o meu Mark Darcy (apesar do meu bebé insistir que é o Daniel Cleaver) a minha teoria mantém-se. Passo a explicar:
Os homens são todos iguais. Sim, é um cliché e tal como a maior parte dos clichés, tem fundamento na verdade; eles não nascem por acaso. E ressalvo já que é uma generalização. Sim, eu sei, existem excepções. Porém, sem generalizações não se consegue conversar sobre um grupo ou conjunto de coisas.
Mas apesar de serem todos iguais, os homens dividem-se em três categorias:* o Nhó, o Cabrão e o Filho da Puta.
Ora bem.. O Nhó é aquele com o qual as mulheres se casam a partir do momento em que entram na casa do desespero (dos 30 em diante) ou antes disso, caso tenham tido O desgosto da vida com um cabrão ou filho da puta qualquer. Os Nhós numa relação gostam mais das mulheres do que elas deles. Elas preferem a estabilidade de serem amadas a terem de sofrer tudo outra vez. Eles fazem tudo por elas, adoram-nas, beijam o chão que elas pisam. São paus mandado(s). Isto porque, em regra, se sentem inferiores a elas, e por isso sentem que tiveram a sorte da vida por terem conseguido agarrar aquela mulher tão espectacular (ou não) e fazem tudo o que for preciso para manter o status quo.
Nenhuma mulher, salvo as que referi anteriormente e as nhós, prefere estes homens. A não ser que prefiram a estabilidade e o conforto ao verdadeiro amor. E normalmente são essas as ressabiadas que têm inveja das mulheres que arriscam e que, consequentemente, conseguem ser mais felizes. Mas voltando aos homens.
Passemos aos Filhos da Puta. Ora bem, os Filhos da Puta são os maiores crápulas que vocês podem conhecer. Se os conseguirem identificar (cuidado meninas, porque existem muitos Filhos da Puta disfarçados de Bonus Pater Familiae), afastam-se porque eles nem para ser amigos servem. São esses que dizem que nos amam para nos levarem para a cama e depois fingem não se lembrar sequer de nós quando se voltam a cruzar connosco. Mas entretanto, gabam-se a todos que fizeram e aconteceram. Os Filhos da Puta são os seres mais egocêntricos à face da terra. São aqueles que vos traem com meio mundo, sem qualquer ponta de escrúpulos ou remorsos ou motivo. Simplesmente, porque sim. Be afraid, be very afraid.
Por último, os Cabrões, my favourites. Segue infra o melhor exemplo do espécime em questão.
Joshua Lee Holloway, a.k.a. "Sawyer"
Just too fucking good to be true..
Os Cabrões são, no fundo, um nhó que quer fazer-se passar por filho da puta e não consegue :) São o meu género de Meio Copo, uma média desorientada de extremos antagónicos que, por alguma razão, faz sentido. O Cabrão é aquele que te diz que não quer nada sério contigo antes de te levar para a cama, e tu não acreditas e achas que vais convencê-lo a ficar e depois no fim chamas-lhe filho da puta. Mas nós queremos salvá-lo do sofrimento (sim, porque o Cabrão é sempre um traumatizado) e não resistimos a tentar dar uma de Madre Teresa de Calcutá. E perguntam os Nhós: Mas porquê??? Ao que respondo: Porque um Cabrão, quando se apaixona e te ama de verdade, é a melhor coisa do mundo. Porque ele consegue ser o Nhó que te dá festas e fala a bebé e o Filho da Puta que te sabe virar ao contrário. O pai dos teus filhos e o melhor amante. O que faz amor e o que faz sexo. Nós escolhemos os Cabrões porque, no fundo, para quê escolher quando se pode ter tudo.