Desde sempre somos confrontados com binómios antagónicos: O Bem e o Mal, o peso e a leveza do nosso amigo Kundera, o quente e o frio, o ser e o não ser... Mas toda a minha vida o binómio que se apresentou mais complicado de resolver foi o que opõe as diversas perspectivas de a encarar: o copo meio cheio ou meio vazio. Mas será que a escolha resolverá alguma coisa? É que, no fundo e apesar do livre arbítrio, a vida será sempre o meio copo que, incansavelmente, tentamos encher...
quarta-feira, 8 de março de 2017
Às que desistiram e às que ainda estão na luta: Feliz dia da mulher!
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Do Seu (Meu / Nosso) Jorge
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Life is not just black or white..there are Fifty Shades of Grey in between
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Perspectivas - Física e Metafísica da Miopia
"Os olhos olham e por verem tão pouco procuram o que deve estar faltando e não encontram."
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Come on baby light my fire (ou a fadinha dos isqueiros)
Há semanas assim..
Mas hoje tudo mudou. Consegui contar cinco isqueiros na minha carteira, só hoje de manhã. Parece que a fadinha dos isqueiros se cansou por uns tempos de gozar com a minha cara e começou a devolvê-los, foi de férias ou foi gozar com outro. Cinco isqueiros.. Um estava no carro, outros dois, um em cada bolso de um casaco que não vestia há uns tempos, outro numa gaveta no escritório, e outro roubei lá em casa, de certeza.
A verdade é só uma: o sonho de um verdadeiro fumador não é conseguir deixar de fumar, é que fumar não mate! E se não nos levar à falência, entretanto, ainda melhor!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Talvez seja por isto que a palavra "original" me encanita...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
"É provável que coisas improváveis aconteçam"
"Se não fosse ela talvez tivesse morrido, penso nisto muitas vezes. Os joelhos tremiam-me, havia ainda qualquer coisa que me queria sair pela garganta, o coração certamente. A cruel verdade era que, se bem que não acalentasse já qualquer esperança de poder voltar a viver com a minha adorada mulher e gostasse cada vez mais do corpo que me trouxera a sua voz, por quem permanecia perdidamente apaixonado era pela primeira, a que não merecia nada."
Pedro Paixão, daqui
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Das dores de Alma
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Carta aberta aos Portugueses

Quem me conhece sabe que é verdade: gosto de ser portuguesa, tenho orgulho no meu país e defendo Portugal com tudo o que tenho contra qualquer ataque. Já tive várias discussões com quem diz que devíamos ser tomados pelos Ingleses ou pelos Espanhóis para sermos civilizados ou com quem diz que somos todos uma cambada de pobres de espírito. Não aceito isso.Não aceito que o meu país seja assim tratado.
Não é uma posição ingénua ou infantil da minha parte. Esta é a posição de quem não baixa os braços perante as adversidades, de quem não desiste do que é seu. E eu nunca vou desistir do país que é a minha casa e dos Portugueses que são meus concidadãos.
Mas na verdade, de há uns tempos para cá, tenho vindo a desiludir-me cada vez mais com Portugal e com os portugueses. E não digo isto pela crise ou pela classe política, ou pela corrupção espalhafatosa que sai impune, sem vergonha pelas ruas. Nem é disso que se trata. Não que me conforme com esse tipo de impunidade que já cansa. Mas é bem pior que isso.
O que me tem vindo a transtornar é a amoralidade, o cepticismo, o ateísmo, o não é nada comigo, o não vale a pena são todos iguais, o ressabianço, a falta de princípios, dos chicos espertos, da desresponsabilização, o esquecimento da civilidade, a iliteracia e o desinteresse geral por qualquer coisa que não afecte cada um, na sua esfera pessoal, no imediato.
Fico doente por ter de dar razão aos críticos quando dizem que os portugueses são comezinhos, atrasados e por civilizar. E por isso escrevo esta carta aberta - porque não me conformo e não desisto de nós, porque no fundo sei que temos valor e valemos a pena. Por isso aqui vai:
Não quero um Portugal que apupa o hino nacional dos outros países e que não sabe o seu hino de cor
Não quero o Portugal do "não voto porque são todos iguais e não vale a pena" ou do "hoje era dia de votar? nem sabia fui para a praia".
Não quero o Portugal da Popota e da Casa dos Segredos, em que as crianças mandam nos pais e entram na adolescência aos 8 anos, com as exigências de roupas e playstations e pouco mais.
Não quero o Portugal das pessoas que se endividam mais do que podem para terem um topo de gama descartável em pouco tempo estejamos a falar de carros, ou de telemóveis, ou de malas e não têm comida para dar aos filhos.
Não quero um Portugal que vire a cara aos seus velhos, seus pais e avós, que são largados ao abandono, que pedem nas ruas para sobreviver, que vasculham caixotes de lixo, que morrem sem que ninguém dê por sua falta.
Não quero um Portugal em que as manifestações se sucedem nas ruas, mas a luta diária pelas melhores condições que se exigem, se perde entre um café e outro e é deixada nas mãos dos outros.
Não quero um Portugal do "tenho direito a ser feliz", quero um Portugal do "vou fazer tudo para ser feliz".
Quero o Portugal da imensidão do mar e da extensão de praias a perder de vista, pontos de partida para mundos que um dia tivemos a coragem de descobrir, do surf e da vela, da pesca que nos foi tirada.
Quero o Portugal do verde, do sol ameno, da cortiça, do cheiro a eucalipto, do barulho da água a correr, das energias renováveis e da inovação tecnológica, da agricultura, do vinho do porto.
Quero o Portugal do respeito por todos, da civilidade e hospitalidade, da entre-ajuda e solidariedade, da igualdade e das oportunidades.
Quero o Portugal do Mourinho, da Daniela Ruah, do Cristiano Ronaldo (apesar de tudo), da Rosa Mota, de Carlos Lopes, de Aristides Sousa Mendes, de Fernando Pessoa, de Luís Vaz de Camões, da Amália, da Marisa, do Eusébio, da Paula Rego, do José Saramago, do Papa João XXI, do Horta Osório.
Quero o Portugal das bandeiras nas janelas, do fado, dos arraiais, da sardinha assada, do fogo de artificio, da broa e do queijo da serra, das queijadas e travesseiros e manjericos.
Quero o Portugal dos castelos, palácios, muralhas, solares, ruínas, pelourinhos, fontes, praças e lugares que a história nos deixou para guardar.
Quero o Portugal das pessoas com opinião, que defendem o que acreditam sem vergonha dos seus ideais.
Quero o Portugal feito por nós, todos os dias, sem desistências e desesperança. Se falharmos a culpa vai ser nossa e não dos que nos precederam ou que virão depois. Quero o meu Portugal muito melhor. Mas não consigo fazer tudo sozinha.
Por isso, como dizia Pessoa: É hora Portugal! Mãos à obra!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Das Saudades que tenho do meu avô
"Nunca tinha sentido a dor da perda. Também não a senti na hora há muito anunciada por todos, mas que tardava sempre e sempre, quase como se ameaçasse não chegar nunca. Chegou, claro. Mas tardou como um grito que se solta no topo de uma montanha, percorre o vale e alcança o outro lado um tempo depois. A dor veio assim, atrasada e acerta-me agora com um murro de mão fechada. De todos, sempre fui o que disse que ainda que te fosses nunca te perderíamos. Pelo exemplo, perdurarias em todos nós, todos os dias, nos gestos pequenos de bondade, nos grandes gestos de humanidade. E assim é. Estive há dias no teu espaço, que foi e continua a ser o meu espaço, a casa onde me recebeste ainda antes de me fazer homem. Deixaram esse trabalho para ti e abraçaste-o com o coração cheio. Ainda lá estava a mesa que se abre ao meio, os bichos de África, o sofá das sestas, a colecção de moedas, arrumada em cima do guarda-fatos. E na mesa que se abre ao meio estivemos todos, os de sempre, já com mais uns quantos que conheceste mas não tiveram a sorte de viver a tua grandeza. Não lhes faltará quem lhes conte as tuas histórias. Por mais que saiba e que grite que também estiveste ali, sentado connosco, a verdade é que não estiveste, porque muitas vezes essas merdas são coisas que dizemos para apaziguar a dor, e para nos enchermos de força, mas não estiveste, o lugar estava vazio, ninguém nos beliscou até doer, não se comeu pão à refeição, não havia uma cabeleira branca nem ninguém para discutir com a avó. Continuas e continuarás a viver sempre dentro de mim, como o meu guia para a vida. Foda-se, mas devias era ter estado naquela mesa. "
Não costumo partilhar textos de outros blogs, não gosto de repetições e de desalojar a prosa do lugar a que pertence. Faço-o hoje, porque se impõe. Obrigada Arrumadinho
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Morte estúpida...
Morte estúpida, certa e insolente que pairas sobre a vida como ameaça constante do fim indesejado, que atacas indiferenciadamente, sem saber porquê, sem qualquer fundamento ou justificação, só porque sim... Morte estúpida!
Morte estúpida que levas os nossos filhos, os nossos pais, os nossos avós, irmãos, amigos, colegas, vizinhos, um a um, numa cadência inevitável e aleatória e caótica, que nunca vai fazer sentido... Morte estúpida que nunca és merecida… E quando és não apareces... Morte estúpida!
Morte estúpida que abres fossas no peito e na alma de quem perde os que levas contigo e deixas apenas nós na garganta, e noites de choro, e insónias e dores de cabeça. E paras o tempo para os que amam e perdem, mas a vida continua e o mundo tem pressa, e todos voltam a viver como se nada estivesse a faltar, sob a incredulidade dos olhos de quem permanece sem se conseguir mover… Morte estúpida!
Morte estúpida e injusta e cruel… E depois de ti, na ausência de todos os dias seguintes, todos vivem no pânico da possibilidade da tua chegada de rompante, interrompendo a festa da vida, e ainda em choque, fazem as pazes, e amam mais, e não saem de casa sem se despedirem, porque és estúpida e malcriada e apareces sem avisar, e ainda tens a lata de dar aos que ficam a demonstração da preciosidade da vida, Morte estúpida.
Morte estúpida, usurpadora e ladra… Tu roubas os sorrisos, os bons dias, os amo-te muito, os abraços, os jantares, os dias de praia, as viagens a lugares distantes, os feitos incríveis que ficaram por fazer, as danças que ficaram por dançar, os filhos que ficaram por nascer, as mulheres que ficaram por casar… Morte estúpida, estúpida, estúpida…
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Nunca pensei..
Nunca pensei que um dia ia ser sócia do Sporting.
Nunca pensei que alguma vez pintaria as unhas de cor-de-rosa Barbie e gostasse.
Nunca pensei querer ser advogada.
Nunca pensei que um dia engomaria uma camisa.
Nunca pensei que um dia encontraria alguém que gosto tanto.
Nunca pensei que conseguiria viver, mais de três anos, abaixo dos 60 kilos.
Nunca pensei afastar-me de algumas pessoas que me fazem tanta falta.
Nunca pensei que aos 27 anos ainda seria estagiária.
Nunca pensei que ter planos para a minha vida pudesse ofender alguém.
Nunca pensei que as pessoas mudassem tanto com a idade e com a vida.
Nunca pensei ser das poucas a manter-me inalterada.
Nunca pensei fazer certas coisas que fiz e me arrependo.
Nunca pensei que ia deixar de ver a vida a preto e branco.
Nunca pensei que andaria de mota numa base periódica.
No entanto, apesar de sucessões de eventos não planeados, totalmente inesperados ou não, vou seguindo o meu caminho, alterando o meu trajecto, dando graças por todos os desvios no percurso. Mas mantendo-me igual, a mesma, euzinha, o mesmo estilo, só que com mais sapatos e roupa de "trabalho". Eu faço e refaço planos, listas de to do's, objectivos e afins, todos os dias, tentando ultrapassar os obstáculos identificados e estar preparada para todos os outros que possam aparecer.
E mais importante ainda é saber que esta é uma escolha minha, que não imponho a ninguém. Quem quer viver sem planos ou sem objectivos definidos ou rumo traçado, terá, na mesma, lugar no meu coração. Eu não tenho por hábito julgar ou ter preconceitos com qualquer forma de vida que as pessoas decidam levar, principalmente, se forem felizes assim. E a maior parte das vezes, só dou conselhos quando solicitados.
Nesta medida, por favor, não me chateiem. Não gostam das minhas escolhas, ambição ou mania do controlo que, ainda assim, só se aplica à minha vida e ao que gostaria de ser e fazer, têm bom remédio! Nunca pensei ter de dizer isto..
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Só se adora a Deus
Tenho muitos ódios de estimação em relação a diversas palavras da língua portuguesa. Não que os vocábulos em si me tenham feito mal algum, coitadinhos. Mas muitas vezes são banalizados de formas erradas ou extremamente irritantes por determinados grupos de pessoas, ao ponto de deixar de conseguir utilizá-los ou fazer um esforço para não revirar os olhos de cada vez que os oiço.
Para além da palavra "original", cujo ódio já expus anteriormente, tenho ódio visceral ao verbo ADORAR, especialmente porque, na maior parte das vezes, as pessoas não sabem utilizá-lo, nem o que significa.
Não sei se por é por ter feito a primária num colégio de freiras, ou por já ter sido "zelota", mas cada vez que oiço ou leio alguém que diz: Adoro-te ou Adoro-te muito ou Adoro aqueles sapatos, oiço resposta automática de um coro de criancinhas histéricas de oito anos a responder instantaneamente na minha cabeça: SÓ SE ADORA A DEUS!!!!!
Quase como reflexo condicionado de Pavlov, era isto que se respondia a quem ousasse proferir o verbo adorar relativamente a qualquer objecto da frase que não Deus, ou qualquer outro dos dois elementos da santíssima trindade (para quem não sabe: Jesus e Espírito Santo). Nem os Santos ou Virgem Maria são passíveis de adoração, mas sim de veneração, de acordo com a igreja católica.
É certo que a adoração não tem de ser necessariamente uma adoração religiosa. No entanto, a utilização leviana que é feita deste verbo, na ânsia de substituir o verbo amar que, como todos sabem, é muito feio de se dizer é completamente incorrecta, estapafurdia e sem qualquer tipo de efeito útil. Senão vejamos:
A adoração é definida no dicionário como amor extremo, excessivo, implicando actos específicos de devoção direccionados a um ser sobrenatural podendo ser um deus ou uma divindade. Ora, apesar de gostar muito de sapatos, não penso serem qualquer coisa de divino e apesar de amar o meu namorado não o acho um deus.
Assim, ao evitar dizer amo-te, substituindo-o por adoro-te está-se a dizer amo-te excessivamente, o que não faz sentido nenhum, malta.
Pode-se achar graça, gostar, gostar muito, gostar tanto, gostar mesmo, estar apaixonado e amar. E por alguma razão as pessoas utilizam a palavra adorar para substituir, indiferenciadamente, as expressões que acabei de referir, sendo que todas têm um significado completamente diferente.
Achar graça acontece quando se acaba de conhecer uma pessoa ou de ver uma coisa que desperta em nós qualquer coisa que nos impele ao flirt inadvertido e descarado, a uma paragem de 10 segundos de frente para uma montra, simplesmente porque sim, porque achamos graça.
Gostar ocorre quando, depois da graça, concluímos que as nossas suspeitas iniciais estavam correctas e aquela pessoa e/ou coisa tem de facto qualquer coisa especial que nos leva a querer conhecer ainda mais.
Gostar muito acontece depois das duas fases anteriores, quando conhecemos melhor a pessoa/coisa em questão, quando já pensamos nela quando não estamos com ela, quando já temos vivências juntos.
Gostar tanto acontece quando o gostar muito já soa a pouco, quando se gosta mais do que muito, quando começamos a ficar preocupados, se o objecto da nossa afeição nos corresponde ou não.
Gostar mesmo ocorre quando se tem a certeza que aquela pessoa/coisa é importante na nossa vida e as coisas poderão não fazer sentido sem ela. Já não há dúvidas nesta fase de ante-câmara do amor.
Estar apaixonado ocorre de um momento para o outro quando pensamos: Merda, já fomos... E o estômago começa às voltas e começamos a ficar ansiosos por não conseguirmos pensar em mais nada. Tudo é perfeito, e novo, e encantador. Falta o ar se não estivermos com o objecto da nossa paixão.
Amar pode acontecer durante a paixão, apesar de esse facto só ser passível de confirmação muito depois. Só quando a intimidade bate e o quotidiano se instala se consegue aferir verdadeiramente se o amor é verdadeiro. O amor verifica-se quando apanhamos roupa suja do chão da casa de banho e a colocamos no cesto da roupa, como gesto automático, sem qualquer tipo de recriminação, sendo que a roupa não era nossa. Quando o objecto do nosso sentimento já se tornou parte da nossa família.
Adorar... Adorar só se adora a Deus!!!!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
I am such a Cliché ou Um Dia de David Nicholls

"Nos últimos quatro anos, tinha visto um sem-número de quartos assim, semeados por toda a cidade como locais de um crime, quartos onde nunca se estava a mais de dois metros de distância de um álbum da Nina Simone (...)"
"Ela também tinha aquela paixão artística de rapariga pela fotomontagem; havia fotos tiradas com flash de amigas da universidade e da família numa confusão entre o Chagalls e os Vermeers e os Kandinsky, os Che Guevaras e os Woody Allens (...)."
"Tacteando à procura de um cinzeiro , encontrou um livro ao lado da cama. A insustentável leveza do ser, com vincos na lombada (...)"
"O cabelo ruivo-acastanhado estava quase propositadamente mal cortado, cortara-o sozinha, em frente ao espelho, provavelmente (...)"
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O Meio Copo faz anos!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011
"Hoping for the best but expecting the worst.."
Esta é a essência do meio copo. Concretizando,
De pés bem assentes na terra, tendo sempre presente a Lei de Murphy, mas sempre com a cabeça na nuvem número 9 e na esperança naive de que, talvez, até haja possibilidade de as coisas correrem bem.
Sempre preparada para o pior: com um kit de sobrevivência para o caso de tsunami, na esperança de não levar com um carro flutuante em cima, já que com o colete salva-vidas não me vou afogar.
Tendo sempre um plano B. Um plano de vida a seguir, para o caso do plano em vigor não poder ser levado avante. Uma saída de emergência.
Retirando sempre o bom que vem com as coisas más, mas antecipando sempre o tudo de errado que pode acontecer inesperadamente de uma situação aparentemente tranquila e feliz.
Quero pensar que estas intermitências entre o catastrofismo e o optimismo desmesurado representam um equilíbrio, um meio copo, e não os devaneios de uma bi-polar em negação.
Vista de fora talvez seja difícil de entender mas, sinceramente, é assim que eu sou. E para mim, não faz sentido ser de outra forma.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Imprescindível é...

..Uma chávena de café, logo pela manhã.
..Nunca deixar de se ser quem se é – a não ser que se seja um completo idiota e aí recomendo vivamente que deixem. Eu sou-me sempre!.. mais ou menos moderada, dependendo das ocasiões.
..Ter cigarros em casa quando vou dormir. Quando não os tenho aparecem as insónias e lá tenho eu de ir à bomba das amoreiras.
..Dar festas no Zé e na Concha. E beijinhos e abracinho e patinha. E chegar a casa e ser recebida todos os dias por dois seres em êxtase.
..Beber água. A sério, é mesmo, senão morremos.
.. E respirar, do mais imprescindível que pode haver.
.. E Sonhar acordada, e desejar sempre mais e melhor.
.. que o amor seja total.. all in, sem medo e sem reservas, que de outro qualquer modo não é amor, mas um sentimento egoísta de querer estar confortável sem estar sozinho.
.. em cada ano, o primeiro mergulho no mar, e todos os que se seguem.. e que sejam muitos.
..Passar no exame de agregação, à primeira se Deus quiser e o corrector ajudar.
.. Ter a noção. Sempre fui da opinião que cada um tem a lucidez que pode aguentar, porque de outra forma cortavam os pulsos quando se olhassem ao espelho ou se ouvissem falar, ou mesmo se fossem vítimas das suas próprias atitudes. Mas mesmo não havendo lucidez é imprescindível ter noção.
.. Dar valor às conquistas, aos dias de sol, a um gesto de carinho, a ter emprego, a um bom jantar, aos amigos que permanecem, à família que apesar de tudo é o nosso porto de abrigo, a ter descoberto aquela música, a ter encontrado aquela pessoa, e agradecer sempre, todos os dias, e ser feliz com o que tenho hoje, até ao dia em que tenha mais. E aí, dar de novo graças.
.. Aceitar com tranquilidade o que não tem solução e suplantar os obstáculos ultrapassáveis, um de cada vez.
.. Saber que vou para casa e estás à minha espera.. ou depois ficar à tua espera, não faz mal. O que interessa é saber que estamos juntos.
.. Nunca desistir do que vale verdadeiramente a pena e ter o discernimento necessário para identificar o que vale e o que não.
.. Agir sempre como se estivéssemos a ser observados e dançar sempre como se não estivesse lá ninguém.
.. Cantar.
.. Escrever sem parar.
.. O teu sorriso ao acordar.
.. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós.. Senão por outra razão, porque o Karma é lixado.
.. Engolir sapos.. é desagradável mas forma o carácter.
.. Aprender com os erros.
.. Respeitar todos os que se atravessam no nosso caminho.
.. Ver filmes a preto e branco e chorar com o final feliz.
.. Comer bem.
.. Apanhar sol.
.. Andar à chuva.
.. Ter saudades dos que estão longe.
.. Viajar
..
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Manisfesto do novo ano
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
My Bucket List (or things to do before I die)

Como disse anteriormente: “As listas são uma ajuda essencial em tempos de caos”. Porém, mesmo em tempos de paz (atribulada), encontro grande felicidade quando faço listas, sobre tudo e sobre nada. É a forma que encontro de verter no papel, a necessidade de organização que me persegue e de desocupar a cabeça de listas de coisas que vou repetindo como mantra para não caírem no esquecimento.
Assim, e mais uma vez, venho partilhar convosco uma lista muito importante (se não a mais importante): a minha “bucket list” ou em português “a lista da bota”, na medida em que, enquanto os americanos “kick the bucket” (pontapeiam o balde) quando morrem, os portugueses “batem as botas”. Nestes termos, venho apresentar-vos a lista de coisas que quero fazer antes de morrer, cujo âmbito de aplicação não inclui as coisas que quero fazer se ganhar o Euro-milhões – essa é uma lista à parte que publicarei quando for esse o caso. Eu sei que o assunto é um bocado tétrico demais para constar de uma lista, mas há coisas que eu não quero correr o risco de serem esquecidas.
Normalmente, as três coisas que indispensáveis numa bucket list são: ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore… Normalmente, as pessoas fazem esta lista quando estão prestes a morrer, como wall of shame dos seus fracassos e arrependimentos. No, not me, eu faço esta lista agora porque, efectivamente, quero ter tempo de fazer todas estas coisas. Eis a minha lista de coisas a fazer antes de morrer (sem prejuízo de a poder ir alterando ao longo da vida):
- Ter filhos (daqui a uns bons tempos) e ensiná-los a serem melhores seres humanos que eu;
- Escrever um livro;
- Plantar uma árvore;
&
- Dar um concerto (tive essa experiência há uns tempos enquanto guitarrista mas o que eu quero mesmo é cantar);
- Viajar para longe contigo
- Aprender a tocar piano;
- Aprender a dançar tango;
- Andar de asa delta (de preferência no Rio de Janeiro);
- Comprar uma casa;
- Ter uma casa junto ao mar para as férias;
- Fazer mestrado;
- Surfar melhor;
- Ter um restaurante;
- Andar de balão;
- Fazer bungee jumping;
- E Queda livre - com pára-quedas;
- Conhecer o mundo (remetemos para a lista de places to go que terá de consistir uma lista à parte que se juntará como Anexo I oportunamente);
- Ler muito mais (Lista de livros será o Anexo II);
- Viver uns tempos no estrangeiro – de preferência Zanzibar ou paraísos afins;
- Casar contigo;
- Tirar o curso de Economia;
- Mudar a vida de um desconhecido (para melhor);
-
Fazer um safari; [to be continued / completed / updated]