segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Service with a :)

 
 
Gosto de fotografar autocarros.
Cada autocarro tem o seu percurso e em cada uma das suas paragens, embutidas na paisagem que insiste em fugir, recolhe as estórias que os seus passageiros trazem na bagagem. Talvez seja por isso... E pelas cores.
 
Por outro lado, e quem me conhece sabe disto, gosto de sorrir.
Por tudo e por nada. Com ou sem razão. Não custa nada, não paga imposto e tudo o que é feito a sorrir é feito melhor.
 
Este autocarro fazia o percurso até Port Louis com um sorriso e eu não resisti. Enjoy!
 
 
 
P.S.: Mais sobre a condução nas Maurícias no próximo episódio do momento Bridget.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Será pedir demais?

 
Querer tornar o sonho realidade
olhar nos olhos e encontrar verdade
aquele desejo no peito a arder
e o mesmo respirar
e o mesmo riso, a mesma vontade
Que é tão fácil que parece engano,
que é tão bom que assim não pode ser,
que é tão doce que apetece fugir
E nunca mais voltar
 
Será pedir demais?
 
Será para sempre assim tanto tempo?
Será coragem o meu grande alento
ou uma espera que não tem final?
E o tempo a não correr
No teu balanço, no nosso compasso
Ainda sinto as tuas mãos em mim
ainda lembro do corpo a tremer
correndo devagar naquele abraço
como se a pressa fosse uma ternura
como se amar fosse uma aventura
e o impossível outra coisa qualquer
 
 Será pedir demais?
 
Será que querer tudo é pedir demais?
Será não ter a forma de viver?
Será que o vento não é mais que ar?
Mas se não peço não vou receber
E se o faço já perde o valor
E enquanto espero já não sei querer
Quero voltar atrás
Com a alegria e com a certeza
de em tudo crer e tudo ser maior
E de o futuro estar ainda longe
e nunca mais chegar
 
Será pedir demais?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

E o melhor do mundo esteve assim:



Mais uma vez, junto ao palco, tive a felicidade de partilhar este momento de um talento extraórdinário. Sim, sou groupie de Jamie Cullum, há pelo menos 8 anos, e não podia ter mais orgulho. É impossível não o ser. Ele não dá qualquer hipótese. Enjoy, as I most certainly did!

terça-feira, 23 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Staying Alive 2013


Sim, existem músicas que têm a habilidade de nos dar vontade de fugir daqui, de entrar no carro e começar a conduzir para longe, com rumo ou sem destino certo, e sem data de regresso. Só nós, a estrada e a música. E os pensamentos vão-se perdendo na estrada, ao longo do tracejado e o vento que entra pelas janelas areja-nos a alma e deixamo-nos ir, com o ritmo frenético num volume ensurdecedor, enquanto sorvemos mais um cigarro.

Sim, existem músicas que nos tiram de nós, levando o que não é nosso, deixando-nos a sós com a nossa humanidade. E aí cantamos, berramos com a voz que nos resta, porque lá no fundo da consciência sabemos que temos de voltar, mas naquele momento o regresso parece distante ao ponto de desejarmos tratar-se de uma viagem sem regresso.

Sim, existem músicas que nos tiram o ar, o chão e dão-nos todo um mundo de possibilidades em troca, se largarmos tudo e formos com ela. E como não podemos, porque a música acaba e a coragem desvanece-se antes do encore, só nos resta recuperar o folego, encher os pulmões como se nos preparássemos para o mergulho mais longo de sempre, e voltar à terra, na esperança de que passe… Com o tempo tudo passa, certo?
Sim, existem músicas que nos enchem a alma e a de hoje é esta. Enjoy!  :)

 


quinta-feira, 20 de junho de 2013

To whom it may concern:


My foreign friends, my Oporto friends [it's almost the same ;)], my Portuguese friends, friends living abroad and Portuguese friends with a lot of friends visiting Lisbon, this may concern you.

This is The new place to stay in Lisbon when you're visiting the most beautiful city on earth!

This is a tastefully refurbished on the 3rd floor of a typical, though, renewed building of the early 1900 with breathtaking view of Tagus river.

The apartment features 2 bedrooms (double beds), one living room, one dining-room, 1 large bathroom, and a fully equipped kitchen.

Amenities include sheets/towels, TV, wireless internet. The apartment has a complete bathroom with bathtub. This 85m2 modern apartment combines the old wooden floors with a modern decoration.

Very well located in a quiet street in the center of Lisbon, nearby most foreign embassies and two minutes walking to several means of transportation, main touristic attractions, several museums and the Tagus riverside, in Lisbon’s refined old town quarter of Lapa.

A few meters from the apartment one can find the best Museums (Museum of Acient Art, for example), one the most beautiful public parks, as well as the famous baroque church Basilica da Estrela. An area full of gardens, cafés, restaurants, bars.

Excellent for families or groups staying a few days in Lisbon's historic centre, where everything is walking distance.

The location is very convenient as most of the sights are within a short distance. The famous tramway old line no.28 and other bus lines are nearly at your door to take you to the town centre as well as to the railway stations that can take you further to the beaches around Lisbon, or to other nice places such as Sintra or Cascais.

Come and discover Lisbon, in a quiet, safe, and truly charming place.

 
 
 
 
 


 













 

terça-feira, 14 de maio de 2013

E pur si muove!




É o amor que nos move... é o amor que faz mover o mundo. Grande parte das nossas decisões passam pelo amor, pela sua busca incansável ou pela sua manutenção.
Por amor as pessoas mudam de país, mudam de emprego, mudam de vida, tornam-se mais bonitas, perdem horas de sono, ficam sem fome ou comem demais, sobrevivem a guerras, passam horas a olhar para o telemóvel, têm ciúmes, fazem cedências, riem sozinhas, falam sozinhas, dão pulos de alegria, vão ver filmes que nunca veriam sozinhas, provam novos sabores, ficam horas à espera, sofrem como nunca sofreram, sentem emoções como nunca sentiram, saem de casa a meio da noite para se encontrarem, percorrem quilómetros, anseiam, desejam, compram flores e presentes, jantam mais do que deviam, choram, sacrificam-se de boa vontade, sentem saudade, cantam no banho, gritam no carro, são pacientes, dançam apesar da vergonha, preterem o orgulho. Se virem bem, as grandes músicas são músicas de amor, os grandes clássicos da literatura narram estórias de amor, os filmes que mais nos tocam são filmes que relatam o amor.
E o amor não se limita ao amor romântico, estendendo-se pela nossa família, pelos nossos melhores amigos, pelos animais, pela nossa pátria, pelo nosso clube, pelo nosso mundo, ou pelo ser humano em geral e suas peculiaridades sempre magníficas. O amor pode ser encontrado onde o decidirmos procurar, num estranho até, em alguém a quem damos um cigarro e nos oferece um sorriso em troca, em alguém com quem partilhamos o elevador, ou no senhor que nos atende de forma simpática na bomba de gasolina. Num uníssono num concerto, no silêncio de uma fotografia, na estática da estrada que passa em frente aos nossos olhos incrédulos, na profundidade da nossa respiração, num abraço forte.
Por seu lado, o dinheiro não nos dá calor, a não ser quando serve para pagar a eletricidade. Pode dar-nos alívio, descanso, segurança ou servir até para pagar entretenimento, ao qual ainda assim, só daremos valor se tivermos a coragem de o partilhar. A carreira é importante mas não nos podemos esquecer que não educa nem acarinha os nossos filhos, nem trata de nós quando adoecemos, nem nos abraça quando estamos tristes. E o poder e a fama de nada servem se chegamos a casa de alma vazia.
 
E nem é preciso tanto para nos distrair. Passamos dias a fio ligados a máquinas como se nos faltasse o ar se não o fizessemos e esquecemo-nos que o que importa verdadeiramente nesta vida não somos nós, é o outro, o sujeito do nosso amor, o espelho que reflete a nossa alegria, para que a consigamos ver. É indespensável tentar lembrá-lo todos os dias se queremos ser capazes de o sentir, de sentir. Porque só o amor é capaz de levar a vida na direção do inesperado. If only we let it.
 
 
 
 

terça-feira, 7 de maio de 2013

The Block - Lisbon Edition




Ainda faltam os retoques finais, mas depois de muita tinta no cabelo, deslocações ao Leroy e Ikea, carregamentos escada a cima / escada a baixo de sacos com coisas e horas na loja do cidadão, it's starting to feel like home.

Tem sido uma renovação low low budget. Mas se compensarem as restrições orçamentais com muita mão de obra, dedicação e simplicidade, tudo se consegue.

Mais novidades em breve.

terça-feira, 19 de março de 2013

Crónica de uma manhã de chuva

 
 
  
     Abro os olhos, na televisão são oito da manhã
         e o teu despertador toca sem sucesso no quarto.
           Acordo, mais uma vez no sofá mas desta vez sem
         o frio habitual que o cão resolveu deixar o melhor
    amigo e fazer companhia à dona por uma vez.
         Ignoro o tocar até porque o braço é curto de mais
   para carregar no snooze e mantenho-me mais
      um pouco no quente desolado do sofá enquanto
         as dores no corpo começam a instalar-se ao ritmo
    da chuva que cai lá fora. 8:45 e já não consigo 
mais ouvir o despertador. Levanto-me, o cão
       levanta-se, entro finalmente no quarto e desligo o
             teu despertador. A cadela dá-me os bons dias a mim
                e ao cão enquanto te pergunto se posso ser a primeira
         a tomar banho e tu dizes sim mas depressa, ainda
       a dormir e maldisposto, provavelmente por causa
             de alguma coisa que te disse num dos meus ataques
                de sonambulismo de sofá que só aparecem quando me
             tentas acordar para levar para a cama. Eu até aposto
         que já nem me tentas acordar, já desististe como te
         pedi, mas sem admissão de culpa continuas a dizer
      que o fazes e que te respondo muito mal de olhos
       bem abertos, tudo para me fazeres sentir culpada
      e fazes, até porque não me lembro de nada e por
        isso, troco o bom dia pelo desculpa não vá o diabo
        tecê-las. Após a contrição, fumo o primeiro cigarro
      entro no banho inundando as ideias e tento que a
água a ferver leve o sono e os desencontros,
     enquanto os cães ladram aos vizinhos que saem
                              sempre antes de nós em direcção ao dia que já começou lá fora.

terça-feira, 12 de março de 2013

Everything you didn't do is standing right in front of you

 
Este spot da San Miguel já tem uns meses mas não consigo cansar-me dele. Tem tudos os ingredientes de um bom anúncio: boa música, mensagem positiva e boa fotografia. A acrescer a tudo o que já referi, tem também o Jamie Cullum.. I rest my case :)
 
 
 
Para além de isto, soube agora que a espera está quase a terminar! Dia 20 de Maio sai o novo CD de Jamie Cullum, que inclui esta música e o mais recente single Love for Sale, standard composto por Cole Porter, one of my favourites too. Enjoy!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Never Homeless..

 
 
Home is not the place where you store your stuff. Home is not the office, regardless the amount of time you spend within its walls. Home is not the city where you were born, or the house where you used to live.
 
 
 
Most of the times, the place we call home is not even a place!
 
 
Sometimes home is just a book, an old song or morning-coffee smell.
 
Sometimes, home is your parents, your children, your grandparents, your brothers and sisters, your cousins, uncles and aunts. Other times, home is your friends or even your pets.
 
Sometimes home is the love of your life, without whom you feel always misplaced in the world. And sometimes home is someplace else.
 
But, if you get really, really lucky, your home is in all the above. The bigger your heart is, the bigger the home.
 
And in that case, no matter where you are, no matter where you stand in life, you must know one thing for sure: you will never be homeless.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

In memoriam...


Se a vida fizesse sentido ou seguisse uma lógica qualquer passível de explicação razoável não era preciso pressa. Podíamos esbanjar os dias agastados com preocupações irrelevantes e consumidos por actividades repetitivas e banais com o objectivo ilusório de chegar a um lado qualquer. Podíamos zangar-nos uns com os outros por motivos estúpidos, dar importância ao que não interessa e levar uma vida de frugalidade vã. Podíamos viver agarrados aos nossos medos, submergidos nas nossas rotinas e adormecidos pela tecnologia.
Mas a vida segue uma lógica completamente deturpada e leva mais cedo os que fazem mais falta, sem qualquer aviso ou razão. E o tempo… Esse fica sempre aquém do necessário para podermos criar todas as memórias e viver todos os momentos que eram nossos e que nos são arrancados, juntamente com os nossos planos, para o lugar onde habitam os sonhos por sonhar.
E por isso, enquanto é tempo é preciso dar valor a todos os minutos e amar tudo, dar todos os beijos e todos os abraços. Enquanto é tempo é preciso sorrir sempre, não deixar passar nenhum pôr-do-sol, nenhum jantar, nenhum copo de vinho verde ao som de Caetano e outros que tais. É preciso não deixar nada por dizer, mergulhar em cada onda, apanhar cada reflexo e cada brisa no verão. É preciso ler, cantar, viajar e não deixar nada para amanhã, nem a reconciliação, nem aquele sorriso, nem aquele telefonema, nem aquele encontro. Enquanto é tempo é preciso fotografar, é preciso escrever, é preciso rir, dançar, dar alcunhas, tomar banhos de mangueira no terraço e passar noites ao relento na praia. É preciso acordar cedo, agarrar oportunidades, apanhar sol, andar à chuva e fumar cigarros. Enquanto é tempo, é preciso acarinhar os amigos e a família e nunca deixar palavras de afecto para amanhã.
Porque um dia o tempo acaba-se e o que fica (o que importa) são as gargalhadas, as músicas, as brincadeiras de criança, os jantares e os dias de sol. E as saudades imensas e inultrapassáveis, que ficam para nos lembrar de que não há tempo a perder.  
 
In memoriam
Francisco Barbosa, meu primo, que viveu de sorriso na cara, com essa pressa voraz de viver, de amar e de fotografar. Da última vez que o vi, a felicidade brotava-lhe dos olhos e do sorriso. Estava apaixonado. Disse-me que estava muito contente por me ver (e eu a ele)… Deu-me um abraço forte e sorriu.

É sempre assim que o vou recordar, na certeza de que ele queria que usássemos esta saudade imensa para não esquecer de dar valor ao que interessa, para aprender a viver como ele viveu, com pressa, enquanto é tempo.
 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mais um ano..

...E continuo a ser a mesma. A alma permanece inalterada, os princípios inabaláveis, a fé invicta, o sorriso persistente. Tudo o que sou mantém-se, mesmo quando não é conveniente, mesmo quando seria mais apropriado conseguir ser-se outra pessoa qualquer.
 
As rugas podem querer aparecer, a gravidade pode querer começar a instalar-se, mas quem  verdadeiramente sou, transporto comigo sempre.
 
E é nesta condição que aceito mais um ano, mais uma vela, mais um cabelo branco, na confiança de que o que conta "in the long run" é o que está por dentro. 
 





segunda-feira, 5 de novembro de 2012

We still can! (crossing my fingers and saying my prayers)

 
My fellow Americans, once again, it is not up to me.  Therefore, I am here today asking you: please, please indulge me on this one!  
 
 
Yours Truly,
 
Ms. Jones
 
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

For those in need: Bon Iver - I Can't Make You Love Me / Nick of Time



A música é perfeita e a letra maravilhosa. É sobre chegar à conclusão que não podemos obrigar ninguém a amar. É sobre a aleatoriadede, a maior partes das vezes injusta, do amor e sobre aceitar essa impossibilidade e ganhar forças para seguir em frente. For those in need.. Enjoy!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Life is not just black or white..there are Fifty Shades of Grey in between

 
Once again, I decided not to judge the book by its cover or even its reviews or outstanding numbers.
 
I bought the book (a friend of mine did, actually) and I started to read it voraciously, as soon as I finished dinner that day. I stopped at page 135 (more or so) in order to be able to sleep some hours before having to go to work. And for the next few days the ritual was the same until I finished it, on a Sunday morning, knowing that I would have to buy the English version of the two other books of the trilogy, since I would not be able to wait until Portuguese translation to come out.
 
Taking into account the above, you must already come to the conclusion that this will not be another bad review of Fifty Shades of Grey. So, if you were looking for one, you have some unfortunate luck because there are plenty around, just not here.
 
At this moment your judgmental thoughts are beguining to rise: "she must be some kind of frustrated soccer mum; poor girl she doesn't know any better, maybe she is not used to read, at least good books; and other prejudicial thoughts that people have when they live above ground, drenched in some kind of pseudo-intellectual superiority that make them feel special. I am not telling that everyone has to like the same books, or telling that if you don’t like this one you must be an arrogant bastard. Not at all. I just don’t agree with people who judge a book by its cover without even reading it, or have an opinion based on what must look better when I am trying to pass as an intellectual.
 
Well, having said this, please find below my impartial review of the book of the moment, as follows:
 
Fifty Shades of Grey is a book for romantics and other beings who still believe that love can, in fact, conquer all. Sounds cheese right? Maybe it is. But, although the author E. L. James may be far from wining a Noble prize, she was able to create, at least, two amazingly challenging characters to live their own love story before your eyes, with all that a love story entails.
 
Yes, it’s about sex too. And money, power and love. And all these ingredients are appealing to the public and sell like Coke in the desert. True.
 
But going back to the love part…This is a story of two completely different people that fall in love with each other and try to overcome their differences by compromising parts of themselves in the name of something more. Sounds familiar? The struggle for power in a relationship, for commitment, the doubts regarding the feelings of the other person, the trust issues, all the questions that may rise in a love relationship are there, incredibly described by the thoughts of the female character, Anastasia Steele.
 
In respect of sex and BDSM practices, it is important to mention that there aren’t so many described in the book, only a few and soft ones, like the good old spanking. Well, and taking into account the story is focused on the beginning of a relationship I think the sex scenes are of an adequate number. The difference between this book and other romances is that the love scene doesn’t stop at the kiss but continues all the way, making you enter the intimacy of that couple. Just that, nothing hardcore about it.
 
Negative points: (i) some of the expressions used by the author are expressions young people do not use for 20 years (for example: holy cow); (ii) the actions of Ms. Steele inner goddess are funny for the first and second time but after 25 times you really don’t care what her inner goddess is doing; and (iii) yes, maybe she blushes to many times throughout the book.
 
Apart from these, I believe the success of the page-turner of the year is well deserved as it embodies a realistic and modern love story that just makes you craving for more. If you are willing to overcome the above mentioned imperfections, and the stigma of being considered dumb for reading it, you have to read this book. The writing is not magnificent as Gabriel Garcia Marques’ is, but life is not just about black and white, perfection or nothing. And, in my opinion, the well-told story of Fifty Shades of Grey deserves the opportunity of considering some other colors. I don’t regret it at all. What can I say, I’m a romantic.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ainda sou do tempo em que se andava com dinheiro

 
Disclaimer: Não trabalho nem nunca trabalhei no Pingo Doce ou empresas do Grupo. Não sou filha nem parente da família Soares dos Santos ou Jerónimo Martins (infelizmente). E também não recebi nenhum cabaz nem vales de compras para vir para aqui dizer isto. Mas sou e sempre serei uma consumidora racional. Deste modo, a opinião abaixo ilustrada é completamente imparcial.
 
 
 
 
Será que sou a única da opinião que limitar o pagamento com cartões de débito/crédito a compras no valor superior a € 20 é uma óptima ideia?
 
Por certos momentos, e perante mais uma indignação popular contra a cadeia de supermercados preferida da maioria dos portugueses (sim porque, apesar de tudo, as lojas do Pingo Doce continuam cheias), pensei ser a única a adorar a ideia. Felizmente, quando cheguei a casa encontrei lá alguém que tinha exactamente a mesma opinião eu. Ufa, não estou maluca..
 
Em épocas de crise, todos temos de cortar nas gorduras, especialmente as empresas, por forma a manterem competitividade em relação à concorrência, a maior parte das vezes estrangeira (veja-se o Lidl ou as lojas chinesas, por exemplo).
 
O Pingo Doce, cadeia portuguesa, que vende produtos portugueses, produtos de marca branca de qualidade, com preços acessíveis, localização preferencial, que dá empregos com fartura, que exporta! vem mais uma vez à berlinda porque, tal como outras empresas, cortou nas gorduras.
 
Dado que relativamente aos produtores possivelmente já não haveria margem para cortes e sendo que têm plena consciência que os consumidores portugueses vivem já sobrecarregados, tiveram uma ideia de génio! Ou será que não?
 
O Pingo Doce quis cortar nas gorduras e não o fez através de despedimentos ou através do aumento exacerbado dos produtos. Tentou imputar o mínimo possível ao consumidor. Maldito seja!
 
No entanto, trazer € 20 na carteira parece ser um fardo muito pesado para o consumidor português. Eu ainda sou do tempo em que se andava com dinheiro na carteira. Aliás, mantenho-me fiel a esse princípio ainda hoje.
 
A maior parte dos financial advisers aconselham sempre, como medida para melhor poupar, andar com dinheiro na carteira e evitar a utilização dos cartões que nos impedem de ver o dinheiro a voar da nossa conta para fora. Especialmente, nas compras de supermercado. Tenho seguido essa medida de há uns tempos para cá e tem dado resultado, mesmo com as compras do mês. Por essa razão e por outras entrei em choque quando vi surgir uma onda de revolta contra essa medida.
 
Mas qual será o problema de andar com € 20 na carteira? Será o nojo de mexer em dinheiro? Preguiça de ir ao multibanco? É que ainda por cima, a maioria se não todos os Pingo Doce têm ATM dentro das lojas. Alguém se importa de me explicar?
 
E depois vêm outra vez com boicotes e promessas/ameaças: "agora é que não me vêem mais nessas superfícies, a partir de hoje só comércio tradicional". Nesses casos, desejo boa sorte porque a maior parte do comércio tradicional ou não tem multibanco ou também tem limites de valor à utilização do mesmo.
 
Resumindo, será que o povo português não percebe que o acto de andar com dinheiro na carteira podia poupar dinheiro aos próprios e ao Pingo Doce (que o poderia utilizá-lo, por exemplo, para manter os preços, investir na nossa economia, produtores, etc?) Serei a única a ver isto? Espero sinceramente que não.
 
O único problema que eu vejo nesta medida é que já não se pode ir ao Pingo Doce com os últimos € 9 do mês, aqueles que estupidamente ficaram na conta bancária e não se podem levantar. Mas para isso também há solução! Para quem tem este problema e, principalmente, para aqueles para os quais esses € 9 podem ser a diferença entre alimentar os filhos ou não, dois conselhos: levantem sempre o vosso dinheiro antes de chegar a esses montantes e não utilizem cartões.
 
Se mesmo assim, repararem tarde de mais e acabarem o mês com os ditos € 9 presos na conta bancária para gastar, podem sempre ir ao bom e velho Mc Donalds!
 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Itsy Bitsy Spider or another Bridget Moment




Deixar a capota do carro aberta durante uma tarde inteira quando se vai ao campo não é uma boa ideia. Sábado passado, deixei a capota aberta, mas fechei-a antes de anoitecer por causa da humidade. No entanto, algo bem pior aconteceu durante a tarde...

Hoje de manhã fui à bomba de gasolina abastecer e no momento em que estava quase a parar o carro no sítio certo (isto é, perto o suficiente da mangueira - já me aconteceu por duas vezes não conseguir chegar com aquela ao depósito), aparece calmamente, a passear ao longo do volante uma ARANHA!!! Não gosto particularmente de aranhas, se preferirem eufemismos.

O pior de tudo é que não era um daqueles aranhiços escanzelados, que dão sorte ou trazem dinheiro ou lá o que é. Nada disso. Era uma aranha daquelas gordas, aquelas com pelos e listas castanhas e pretas, do tamanho da vossa unha do polegar. Sim, desse tamanho! Pode não parecer muito assustador ver um exemplar daqueles a vários metros de distância mas a 4,5 com da nossa mão... bem, não é a melhor sensação do mundo.

E assim, saí eu disparada do carro, a tentar manter a compostura, que estou farta de fazer figuras tristes em bombas de gasolina. Peguei numa folha de papel que tinha na carteira, que retirei calmamente do carro pela porta do passageiro, e tentei que aquilo subisse para a folha e saísse do meu carro de uma vez por todas. Como é óbvio, nada disso aconteceu. É claro que ela caiu da folha de papel para lugar incerto. Pior é que o referido lugar incerto ainda era dentro do carro. Respirei fundo e pensei dar-lhe dois ou três minutos para aparecer. Fui fazer o pré-pagamento e abasteci.

Nisto, tinha um senhor dentro de um carro atrás do meu que coitado, já devia estar farto de esperar. Ainda pensei ir explicar ao senhor que tinha uma aranha dentro do carro, sabe-se lá onde, e que ainda ia demorar e por isso devia ir para outra fila. Hesitei.. Olhei mais uma vez.. Não a via em lado nenhum. Então, num rasgo de coragem, respirei fundo, entrei e liguei o carro, e entre arrepios e comichões andei 10 metros até ao sítio do ar / água e voltei a sair disparada, a sacudir-me toda não fosse ela ter apanhado boleia na minha saia ou coisa do género.

Eu tinha duas hipóteses: ou encontrava a merda da aranha ou deixava ali o carro e ia de táxi.
Então, do lado de fora do carro, mantendo uma distância de segurança, retomei as buscas. Fui descobrir a sacaninha entre o meu banco e a porta mas não tinha como a tirar, e já tinha visto que a folha de papel não dava resultado. Acendi um cigarro e olhei em volta. Encontrei umas folhas de palmeira seca. Peguei numa e empurrei-a daquele sitio debaixo do banco e ela subiu para a folha. Mantive a calma suficiente para não largar a folha e desatar a correr. Deixei-a a um metro e meio do carro, após ter desfeito a teia grossíssima que a estúpida da aranha tinha deixado ligada ao carro. Entrei no carro, e arranquei entre comichões e arrepios para mais um dia de trabalho.E fui a pensar na minha sorte e a imaginar o que teria acontecido se a sacana me tivesse aparecido enquanto conduzia na auto-estrada, ou coisa assim.

Há duas coisas verdadeiramente assustadoras nesta história toda:
1. Andei desde domingo com aquela coisa nojenta ao pé de mim;
2. Podem ter entrado muito mais aranhas enquanto deixei a capota aberta!..itsy bitsy spider...

Wish me luck!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Let's travel light!






I met you whilst backpacking hopes and dreams and expectations, already without some of my losses and frustrations that I had menaged to drop off, slowly, on my way to find home... And there you were, irresistible to me, with your heavy luggage, waiting in the morning sun for someone that could dare... Then I took some of your bags with me so that the weight became easier for you to bear and, from that moment on, we were not alone anymore. And for a while we were able to ignore the weight of our lives before but now that we’re both tired, I’m beginning to understand that it takes more than a helping hand.

We have to drop some bags to carry on. We have to forget, to let go and move on. We don’t need much but ourselves to overcome this fight. So, come on, let's drop some bags, let’s travel light!