Desde sempre somos confrontados com binómios antagónicos: O Bem e o Mal, o peso e a leveza do nosso amigo Kundera, o quente e o frio, o ser e o não ser... Mas toda a minha vida o binómio que se apresentou mais complicado de resolver foi o que opõe as diversas perspectivas de a encarar: o copo meio cheio ou meio vazio. Mas será que a escolha resolverá alguma coisa? É que, no fundo e apesar do livre arbítrio, a vida será sempre o meio copo que, incansavelmente, tentamos encher...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Best description of marriage ever
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Whatever Works - Sobre genialidade de Woody Allen
Seremos obrigados a seguir os padrões que a sociedade nos impõe, do dever ser e do ficar bem, para sermos felizes? Não, não somos, apesar de, muitas vezes, ser conveniente. Mas a maior parte das vezes, o melhor, mesmo, é tentar ser feliz, da forma que nos for possível. Se é através de uma relação homossexual, liberal, com diferença de idades e interesses antagónicos, feitios lixados ou inteligência abaixo do minimamente aceitável, através da arte, da beleza, da música, do diletantismo, da religião, ninguém tem nada a ver com isso. Devíamos descer mais vezes do alto dos nossos pedestais e colocarmo-nos no papel dos outros. E aceitar que têm o direito de ser felizes, como conseguirem ser felizes.
Life is short, enjoy it! Whatever works for you is the best way ;)
Whatever love you can get and give, whatever hapiness you can provide, every temporary measure of grace, whatever works
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Mas enquanto não começo a estudar... Mais uma fútil: Uma questão de estilo





quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Mulheres e carros ou à procura de um buraco onde me enfiar

Tudo começou num momento Bridget há uns tempos atrás, quando parada no sinal fechado, o condutor do carro vizinho começou a tentar meter conversa, o que ignorei olimpicamente, como qualquer senhora de bom tom. Porém, o senhor queria apenas avisar-me que tinha os pneus da frente bastante vazios. Agradeci a insistência, envergonhada por tê-lo ignorado durante tantos segundos. Desse momento Bridget para o momento de hoje passaram-se cerca de dois meses, mas dado que tenho de fazer uma viagem grande nos próximos tempos, resolvi encher os pneus.
No que respeita a carros, nem me costumo incluir no estereótipo de mulher que nem pôr gasolina sabe, mas obviamente que chamo a assistência se for preciso mudar um pneu. Mas sei o que é um relanti, um alternador, um disco, entre outros. Nada como ter conduzido um clássico (ou chaço para os amigos) durante 5 anos. E sempre que não sei, pergunto. Mesmo no outro dia disse ao meu namorado que o carburador estava a fazer um barulho estranho, tal como o meu carro antigo fazia. Porém, o meu carro novo é a gasóleo. Shame on me! (para as mulheres e homens que não perceberam fica a informação que os carros a gasóleo não têm carburador!)
Mas não era isto que vinha aqui contar. Ora bem, encher os pneus... Não tem nada que saber:
-
Abre-se a tampinha do depósito, onde aparece a informação sobre a pressão dos pneus [2.3 nos da frente e 2.1 nos de trás, tendo em conta que o carro vai meio cheio]: Check!
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Marcar a referida pressão na maquineta: Check!
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Tirar a tampinha do pipo (pareço uma deficiente a falar, credo) dos pneus e sujar as mãos todas porque não nos apercebemos no facto de existirem luvas fornecidas para o desempenho desta tarefa: Check!
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Pegar num dos tubos à disposição colocá-lo no pipo: Check!!
E eis que não quando, o ar não sai! Volto a olhar para a maquineta que continua impávida e serena, espeto melhor o tubo e não acontece nada!! E antes de ter tempo de poder formular qualquer raciocínio que me levasse a uma conclusão sobre o que é que se estava a passar, aproxima-se de mim, mais uma alma caridosa desta vida que me diz com muita calma: Não é esse tubo..ãh.. isso é o tubo da água... a mangueira..
Atrapalhada lá agradeci e desempenhei a tarefa de olhos no chão (à procura de um lugar para me esconder), e de cócoras em cima dos saltos e de vestido tigresse, desempenhei a tarefa o mais rápido que pude e saí dali. Não sei se a figura mais triste que fiz foi enfiar a mangueira no pipo ou foi ter ataques de riso (daqueles em que até se chora) em espasmos, no caminho de volta ao escritório, sozinha no carro.
Os agradecimentos àquela alma caridosa nunca são de mais, principalmente, porque a alma caridosa era um homem, que não rolou no chão a rir enquanto me dava a informação preciosa sobre a troca dos tubos. Sim, é possível.. Saravá alminha da bomba da Galp de Queijas.
Os espasmos continuam, e ainda tenho resquícios de óleo nas mãos.. Vou-me lembrar desta durante muito tempo...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Men are all the same - Part I


terça-feira, 20 de setembro de 2011
Das Saudades que tenho do meu avô
"Nunca tinha sentido a dor da perda. Também não a senti na hora há muito anunciada por todos, mas que tardava sempre e sempre, quase como se ameaçasse não chegar nunca. Chegou, claro. Mas tardou como um grito que se solta no topo de uma montanha, percorre o vale e alcança o outro lado um tempo depois. A dor veio assim, atrasada e acerta-me agora com um murro de mão fechada. De todos, sempre fui o que disse que ainda que te fosses nunca te perderíamos. Pelo exemplo, perdurarias em todos nós, todos os dias, nos gestos pequenos de bondade, nos grandes gestos de humanidade. E assim é. Estive há dias no teu espaço, que foi e continua a ser o meu espaço, a casa onde me recebeste ainda antes de me fazer homem. Deixaram esse trabalho para ti e abraçaste-o com o coração cheio. Ainda lá estava a mesa que se abre ao meio, os bichos de África, o sofá das sestas, a colecção de moedas, arrumada em cima do guarda-fatos. E na mesa que se abre ao meio estivemos todos, os de sempre, já com mais uns quantos que conheceste mas não tiveram a sorte de viver a tua grandeza. Não lhes faltará quem lhes conte as tuas histórias. Por mais que saiba e que grite que também estiveste ali, sentado connosco, a verdade é que não estiveste, porque muitas vezes essas merdas são coisas que dizemos para apaziguar a dor, e para nos enchermos de força, mas não estiveste, o lugar estava vazio, ninguém nos beliscou até doer, não se comeu pão à refeição, não havia uma cabeleira branca nem ninguém para discutir com a avó. Continuas e continuarás a viver sempre dentro de mim, como o meu guia para a vida. Foda-se, mas devias era ter estado naquela mesa. "
Não costumo partilhar textos de outros blogs, não gosto de repetições e de desalojar a prosa do lugar a que pertence. Faço-o hoje, porque se impõe. Obrigada Arrumadinho
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Para lavar a vista - Quem é amiga, quem é?
Este post é para todos aqueles que dizem que o meio copo tem textos muito grandes e poucas imagens e muito que ler. Eu sei que não é tão fácil de absorver como um blog de moda mas tenham paciência... Para os resistentes à preguiça que fazem o esforço de vir cá amiúde, deixo-vos um presentinho:

quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Momento McGyver ou porque é que eu sou tão estúpida

Cheguei a casa com dois rolos de relva acabados de regar, comprados no Horto do Campo Grande imediatamente a seguir a ter saído do escritório. Mais uma vez, a minha querida Concha tinha desfeito em pedacinhos parte da relva do pateo e mais uma vez teríamos de a substituir. Como o homem estava ainda no escritório e eu até sou feminista e defendo que não há trabalho que um homem faça que uma mulher não possa fazer, resolvi por mãos à obra.
Depois de arrastar os dois rolos (porque cada um devia pesar cerca de 20 quilos) e de ter espalhado poças de lama pela casa toda, posei a carteira e peguei na National Geographic, enrolando-a na minha mão, preparada para "educá-los" mais uma vez. Por isso, entrei no pateo de revista em riste e fechei a porta de correr para ter a certeza que não fugiam quando percebessem o que os esperava.
Após a minha sessão educativa, preparada para os pôr de castigo e não os deixar entrar em casa, eis que não quando, olho para a porta que estava, completamente, fechada. Não pode ser!!! Estúpida não me lembrei que a porta não abre por fora se completamente fechada. E ali estava eu, de castigo com os dois cães, sem telemóvel, sem cigarros e com muitas horas pela frente porque o homem da casa ainda ia demorar. Só tinha comigo a merda da National Geografic, mas nem isqueiro tinha para poder fumá-la ou fazer sinais de fumo.
E foi aí que me armei em McGyver e com o único objecto que tinha, comecei a forçar a porta, abrindo uma pequena fresta, e tornando-a maior e maior e maior, até que fosse possível caberem os meus dedinhos tortos por natureza e evadir-me daquela prisão improvisada. E de tanto forçar a revista caiu para dentro de casa, no meu último esforço e a porta abriu uma nesga suficientemente grande para poder fugir. Foram dos dez minutos mais estúpidos da minha vida e perdi toda a credibilidade, que ainda me restava perante, os meus cães, que me viram a fazer aquelas figuras. I'm such a Bridget...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Kind of blue ou tudo azul..

Quando se ouve alguém responder "tudo azul!" à pergunta "tudo bem?", facilmente se depreende que o azul tem um significado, no mínimo, bastante positivo. A cor do mar, do céu, do verão... o que mais poderíamos desejar...
Estranhamente, o azul dos anglófonos tem uma conotação completamente diferente, de tristeza depressão e de outono, conotação que nasceu não sei bem onde nem porquê.
Só sei que blues são tristeza e azul é alegria. Os Aglo-saxónicos de copos meio-vazios e os continentais com os copos meio-cheios têm perspectivas completamente opostas de uma mesma cor. A percepção mudará com a geografia ou com a sonoridade? A palavra "blues" não me transmite a sensação de alegria que a palavra azul me transmite. Mas ao pensar em música, até do blue consigo tirar sentimentos positivos. E Miles Davis não me soa a melancolia.
De uma forma ou de outra, independentemente da perpectiva, o Azul, cor do agora meu quarto, nunca foi, por mais estranho que possa parecer, a minha cor preferida (tal como os golfinhos nunca foram o meu animal favorito). E desde o verde ao encarnado, já gostei de muitas cores.
Mas o azul transmite-me uma sensação de paz e tranquilidade que funciona como íman, como se a própria cor chamasse por nós. É claro que existem vários tons de azul e o meu preferido é, ironicamente, aquele que alguns chamam de verde. Para saberem do que falo:
- vão ao google images;
- digitem b-o-r-a-b-o-r-a;
- e deliciem-se!
Todo o ecrã muda de cor. Fica tudo azul, mas daqueles azuis que ao contemplar é impossivel ficar infeliz, independentemente da continentalidade. Admito poder haver alguma tristeza... apenas por não haver teletransporte para dentro de ecrã. Enjoy!
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Morte estúpida...
Morte estúpida, certa e insolente que pairas sobre a vida como ameaça constante do fim indesejado, que atacas indiferenciadamente, sem saber porquê, sem qualquer fundamento ou justificação, só porque sim... Morte estúpida!
Morte estúpida que levas os nossos filhos, os nossos pais, os nossos avós, irmãos, amigos, colegas, vizinhos, um a um, numa cadência inevitável e aleatória e caótica, que nunca vai fazer sentido... Morte estúpida que nunca és merecida… E quando és não apareces... Morte estúpida!
Morte estúpida que abres fossas no peito e na alma de quem perde os que levas contigo e deixas apenas nós na garganta, e noites de choro, e insónias e dores de cabeça. E paras o tempo para os que amam e perdem, mas a vida continua e o mundo tem pressa, e todos voltam a viver como se nada estivesse a faltar, sob a incredulidade dos olhos de quem permanece sem se conseguir mover… Morte estúpida!
Morte estúpida e injusta e cruel… E depois de ti, na ausência de todos os dias seguintes, todos vivem no pânico da possibilidade da tua chegada de rompante, interrompendo a festa da vida, e ainda em choque, fazem as pazes, e amam mais, e não saem de casa sem se despedirem, porque és estúpida e malcriada e apareces sem avisar, e ainda tens a lata de dar aos que ficam a demonstração da preciosidade da vida, Morte estúpida.
Morte estúpida, usurpadora e ladra… Tu roubas os sorrisos, os bons dias, os amo-te muito, os abraços, os jantares, os dias de praia, as viagens a lugares distantes, os feitos incríveis que ficaram por fazer, as danças que ficaram por dançar, os filhos que ficaram por nascer, as mulheres que ficaram por casar… Morte estúpida, estúpida, estúpida…
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
E Deus criou as mulheres - Tomo III: As Encalhadas
Disclaimer: Generalizações, mais uma vez (sim, eu sei) e não quero ofender ninguém, pelo menos neste caso. Conheço muitas, já fui uma delas.. Eu sei que muitas estão sozinhas por escolha e vivem muito bem assim. "Spinster" is just a word, ok?
Continuando a descrição e classificação exaustiva de todos os tipos de mulheres, segue abaixo a enciclopédia sobre mais um grande grupo de mulheres, As Encalhadas. Estando em plena wedding season, penso ser esta a época ideal para explicar aos homens os vários tipos de encalhadas e desmistificar o preconceito. E explicar às mulheres, maxime às encalhadas, o que é que andam a fazer de errado. Ou não.
As Encalhadas

So much too say, so little time... Em primeiro lugar, impõem-se informar: ser encalhada é diferente de estar solteira. Ser encalhada é uma questão de espírito, estar solteira é uma fase de transição. Homens, tenham atenção a estas mulheres porque muitas delas são verdadeiros tesouros a descobrir e vocês devem estar mortinhos para descobrir o ouro. Para as encontrarem é muito fácil: num casamento, são aquelas que nem vão tentar apanhar o bouquet dirigindo-se subtilmente para a mesa dos brigadeiros ou colocam-se estrategicamente no fim da multidão de mulheres aos saltos ao ritmo de "all the single ladies" de Beyonce. Eu também não costumo ir, é um facto.. but old habbits die hard.
Encalhada não é sinónimo de feia. Algumas delas são, certo, mas definitivamente não são sinónimos. Muitas delas, simplesmente, continuam à espera do príncipe encantado, e esquecem-se de ver que o Rei está ao lado delas. Muitas delas, são tão exigentes nos critérios que criaram nas suas cabeças, que nunca encontrarão ninguém. Muitas delas não procuram. Limitam-se a lamentar o seu triste fado de tia, num grupo de amigos fechado, onde nunca se conhece ninguém de novo, encarnando e aceitando tranquilamente que será assim para sempre.
Muitas têm um óptimo sentido de humor, são óptimas com crianças e são péssimas, mas péssimas na arte do flirt. Como não estão habituadas, nem sabem o que está a acontecer e quando se apercebem ou é tarde de mais ou ficam tão histéricas que estragam tudo. Muitas delas estão um farrapo, escondidas por baixo de gordura, sapatos rasos, franjas cortadas em casa, óculos enormes, gorros, casacos larguíssimos, aparelhos dos dentes, etc. A auto-estima é inexistente ao ponto de se convencerem que não merecem mesmo ser amadas.
Estas mulheres não têm medo de estar sozinhas, mas já estão um bocadinho fartas. Têm, sim, medo de morrer sozinhas, quando na realidade já deviam saber que todos morrem sozinhos. Têm o mesmo grupo de amigos desde sempre, normalmente constituído por casais, ou homens que só vêem nelas um amigo.
Quanto às relações, ao princípio serão descrentes passando rapidamente para uma fase muito carente de querer estar sempre com a outra pessoa. Para as conquistar terão de ir com calma, paciência e sobretudo, devem demonstrar quais são as vossas intenções de forma explicita, não vá ela achar que se trata apenas de um amigo. Estas mulheres encaram o amor como uma coisa séria, por isso tratem-as bem:
A Aluada: Quer muito um namorado, melhor, quer muito ser amada e até sai muitas vezes de casa para estar com o mesmo grupo de amigos de sempre. Não é nada feia, muitas vezes pode ser das miúdas mais giras do grupo mas nem faz ideia. Não se arranja muito. Muitos de vós já tentaram fazer-se a elas e elas simplesmente desprezaram-vos, agindo como se nada fosse, por acharem que vocês estavam só a tentar ser simpáticos. Nestes casos têm de demonstrar com clareza que estão interessados, mas sem uma atitude agressiva ou pick-up line foleira senão elas vão achar que vocês são um otários. Mas atenção, a distracção natural destas mulheres agrava-se a partir do meio da noite, porque enquanto se divertem com os amigos têm tendência a beber como um hooligan e a agir como um. Se ela já tiver neste estado, tentem outra vez na noite seguinte.
A Feia: É um caso sério para desencalhar, porque apesar de as aparências não serem tudo, há que haver o mínimo de atracção, eu percebo. E elas também percebem porque, normalmente, para sua grande infelicidade, as sacanas têm muito bom gosto. Sabem aquele miúdo, o mais giro de todos, que todas querem? É esse que ela quer também. Cria na sua cabeça todo um amor platónico, e fica a bater com a cabeça nas paredes durante uns tempos. O desencalhe das feias só depende delas: Em primeiro lugar, têm de ser boas: se perderem uns quilos e ficarem com um corpo espectacular, muitos homens conseguem abstrair-se da cara feia e apaixonar-se por vocês. Em segundo: ficarem o menos feias possível, isto é, usarem lentes em vez de óculos, vestirem-se bem, terem um corte de cabelo decente, etc. Por fim e mais importante: esqueçam os Brad Pitts da vida e invistam num homem que, mais do que ser giro, seja aquele que vos trate bem e que vos ame just the way you are.
As Sem auto-estima: The girl next door escondida debaixo de tudo o que não a favorece: óculos, roupas largas, franjas, ténis. O que interessa é que seja confortável e prático e esconda as gordurinhas. Não é que ela não se queira arranjar mas, tendo em conta que mesmo arranjada não chega nem perto das giras, magras e fashion (julga ela) prefere adoptar um estilo mais intelectual e underground. Ela é a palhaça do grupo, principalmente, quando goza consigo própria, por forma a evitar ser gozada por terceiro. O seu sentido de humor nasceu da necessidade de arrancar sorrisos, coisa que não conseguia fazer simplesmente por ser gira. Se lhe derem uma oportunidade, a auto-estima vai subir, e ela vai ganhar confiança para vos mostrar a brasa que tem escondida. Gira, inteligente e com sentido de humor.. vai parecer que vos saiu o Jackpot.
A Sofrega: É aquela que num primeiro date afirma aos quatro ventos que quer mesmo é casar e pergunta se estás a pensar ter filhos. Ela quer tanto, mas tanto amar e ter a família feliz e é tão honesta que não se apercebe que os homens fogem a sete pés quando se fala em alguma coisa que possa interferir com as idas à bola ou com as horas de playstation. Para estas tenho um conselho: não há nada que os homens gostem mais que uma mulher que não esteja interessada. Melhor, que esteja interessada mas sem dar muita importância. Para os homens que evitam estas mulheres só tenho uma coisa a dizer: todas as mulheres pensam em casamento e em filhos. A diferença é que estas são as únicas que vos dizem.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Nunca pensei..
Nunca pensei que um dia ia ser sócia do Sporting.
Nunca pensei que alguma vez pintaria as unhas de cor-de-rosa Barbie e gostasse.
Nunca pensei querer ser advogada.
Nunca pensei que um dia engomaria uma camisa.
Nunca pensei que um dia encontraria alguém que gosto tanto.
Nunca pensei que conseguiria viver, mais de três anos, abaixo dos 60 kilos.
Nunca pensei afastar-me de algumas pessoas que me fazem tanta falta.
Nunca pensei que aos 27 anos ainda seria estagiária.
Nunca pensei que ter planos para a minha vida pudesse ofender alguém.
Nunca pensei que as pessoas mudassem tanto com a idade e com a vida.
Nunca pensei ser das poucas a manter-me inalterada.
Nunca pensei fazer certas coisas que fiz e me arrependo.
Nunca pensei que ia deixar de ver a vida a preto e branco.
Nunca pensei que andaria de mota numa base periódica.
No entanto, apesar de sucessões de eventos não planeados, totalmente inesperados ou não, vou seguindo o meu caminho, alterando o meu trajecto, dando graças por todos os desvios no percurso. Mas mantendo-me igual, a mesma, euzinha, o mesmo estilo, só que com mais sapatos e roupa de "trabalho". Eu faço e refaço planos, listas de to do's, objectivos e afins, todos os dias, tentando ultrapassar os obstáculos identificados e estar preparada para todos os outros que possam aparecer.
E mais importante ainda é saber que esta é uma escolha minha, que não imponho a ninguém. Quem quer viver sem planos ou sem objectivos definidos ou rumo traçado, terá, na mesma, lugar no meu coração. Eu não tenho por hábito julgar ou ter preconceitos com qualquer forma de vida que as pessoas decidam levar, principalmente, se forem felizes assim. E a maior parte das vezes, só dou conselhos quando solicitados.
Nesta medida, por favor, não me chateiem. Não gostam das minhas escolhas, ambição ou mania do controlo que, ainda assim, só se aplica à minha vida e ao que gostaria de ser e fazer, têm bom remédio! Nunca pensei ter de dizer isto..