quinta-feira, 26 de maio de 2011

O nosso Kit fim do mundo

Tudo começou com o boato que ouvi sobre Lisboa poder vir a sofrer um terramoto e consequente tsunami, nos próximos tempos, numa escala muito superior ao do Japão. Comecei a pensar que, se estivesse a trabalhar, possivelmente sobreviveria ao terramoto, porque o prédio é anti-sísmico. E o que é que fazia depois? Os meus cães estão em casa e não vou abandoná-los.
Sendo que o tsunami demora algum tempo a chegar (tipo meia hora- dependendo do epicentro está claro) pegaria no carro antes que as pessoas se lembrassem todas de fazer o mesmo, para ir a casa buscar os cães. E apesar de todos dizerem que moramos num sítio com uma cota elevada e que a água nunca chegará lá, comecei a obcecar com a ideia de os meus cães serem enormes e entrarem em pânico dentro de água. Ou seja, morreríamos todos afogados. E eu tenho pânico de morrer afogada. E daí surgiu a ideia de comprar coletes salva vidas para os cães. Dá sempre jeito para andar de barco ou para ir para a praia e permite-me dormir mais descansada.
E assim fizemos. Mas após os coletes comprados, decidimos preparar um kit de sobrevivência para este tipo de situações, o que recomendo a toda a gente. Porém, o meu namorado entrou num ciclo obsessivo, e ficou um mês a navegar na Internet por forma a reunir as melhores opções de sobrevivência. Conclusão: acabámos por não conseguir reunir um kit sobrevivência. Em vez disso preparámos o kit fim do mundo, com inspirações no "Book of Eli" e no "I am Legend".
Começámos por fazer a lista, a coisa mais importante a fazer antes de iniciar qualquer tarefa. A lista foi crescendo, melhorando, e agora, eis o resultado:
  • Duas mochilas impermeáveis;

    • Estojo de primeiro socorros: Ligaduras, compressas, água oxigenada, tintura de iodo, pensos, analgésicos, anti-piréticos, anti-diarreicos, antibióticos, entre outros.

    • Dois sacos cama;
    • Uma tenda (para 4 - dois humanos e dois canídeos de, aproximadamente, 40 quilos cada um);

      • Duas cordas (ou cabos como preferirem);

      • A melhor faca de mato do mundo (sim, uma faca militar espetacular, encomendada pela Internet, após a visualização de milhares de vídeos de 20 minutos no YouTube com facas a cortarem os mais diferentes objectos);

      • Comida: é a única coisa que falta por na mochila porque a dúvida permanece: enlatados ou barras energéticas? Eu voto enlatados mas diz que são pesados;

      • 2 Bolsas de água com palhinha a sair pela mochila (já cheias);

      • Duas lanternas uma de dínamo e uma de dínamo e solar!;

      • Um cantil!

      • Um carregador solar e dínamo com vários adaptadores, incluindo telemóveis e Ipods. Quanto aos telemóveis, imagino que nessa altura não haja cobertura mas ao menos poderemos ouvir o "three little birds", a que apelidamos música do fim do mundo por causa do I am Legend;

      • Duas bolsas flutuantes e impermeáveis para pôr por dentro da mochila;

      • Uma muda de roupa;

      • Coletes salva-vidas para nós;

      • Dois apitos para fazer o que a Kate fez no Titanic

      Entre outras coisas que me devo estar a esquecer.. Bottom line, temos tudo para sobreviver! E muita energia para trocar por deliciosos enlatados =)

      P.S.: Porque nessas alturas de catástrofe não costuma haver telecomunicações, combinem um ponto de encontro com os vossos amigos e familiares, para se encontrarem após 24 horas do cataclismo. Convém ser um sítio elevado e arejado, ou seja, não convém ser num edíficio, rua estreita, túnel ou debaixo de uma ponte. Tipo, parque do Monsanto é uma boa ideia.. apesar de não ser o meu local combinado.

      "Hoping for the best but expecting the worst.."

      Esta é a essência do meio copo. Concretizando,

      De pés bem assentes na terra, tendo sempre presente a Lei de Murphy, mas sempre com a cabeça na nuvem número 9 e na esperança naive de que, talvez, até haja possibilidade de as coisas correrem bem.

      Sempre preparada para o pior: com um kit de sobrevivência para o caso de tsunami, na esperança de não levar com um carro flutuante em cima, já que com o colete salva-vidas não me vou afogar.

      Tendo sempre um plano B. Um plano de vida a seguir, para o caso do plano em vigor não poder ser levado avante. Uma saída de emergência.

      Retirando sempre o bom que vem com as coisas más, mas antecipando sempre o tudo de errado que pode acontecer inesperadamente de uma situação aparentemente tranquila e feliz.

      Quero pensar que estas intermitências entre o catastrofismo e o optimismo desmesurado representam um equilíbrio, um meio copo, e não os devaneios de uma bi-polar em negação.

      Vista de fora talvez seja difícil de entender mas, sinceramente, é assim que eu sou. E para mim, não faz sentido ser de outra forma.

      segunda-feira, 9 de maio de 2011

      Primeiro estranha-se..

      Ontem, dia 8 de Maio de 2011, a Coca-Cola, a minha bebida preferida, celebrou os seus 125 anos. Há 125 anos atrás começou por ser vendida numa farmácia mas o seu sucesso foi maior do que alguma vez previam. A sua receita constitui o segredo mais bem guardado do mundo e a prova disso é que não há cola sequer parecida com a autêntica.

      Desde de sempre, pelo menos para os da nossa geração, a Coca-Cola fez parte da nossa vida, sendo que crescemos rodeados do seu design e da sua iconografia pop que incluiu desde as celebradas pin-ups, às personagens históricas e à criação da figura mais mítica de sempre: o Pai-Natal.

      Quem não se lembra dos seus anúncios e do jingle "dançar, cantar, sentir a emoção de uma Coca-Cola, sensação de viver."!

      O facto de o querido Che beber Coca-Cola, ainda me faz gostar mais (se tal é possível) da única bebida que realmente me mata a sede. Se tivesse de lutar pela última Coca-Cola do deserto, podem crer que ganhava.

      Fica aqui a maior homenagem que podia fazer à Coca-Cola no seu 125.º aniversário. E o meu grande bem haja ao Sr John Pemberton e à The Coca-Cola Company, que fazem parte da minha vida há tantos anos.

      segunda-feira, 2 de maio de 2011

      Imprescindível é...

      ..Uma chávena de café, logo pela manhã.

      ..Nunca deixar de se ser quem se é – a não ser que se seja um completo idiota e aí recomendo vivamente que deixem. Eu sou-me sempre!.. mais ou menos moderada, dependendo das ocasiões.

      ..Ter cigarros em casa quando vou dormir. Quando não os tenho aparecem as insónias e lá tenho eu de ir à bomba das amoreiras.

      ..Dar festas no Zé e na Concha. E beijinhos e abracinho e patinha. E chegar a casa e ser recebida todos os dias por dois seres em êxtase.

      ..Beber água. A sério, é mesmo, senão morremos.

      .. E respirar, do mais imprescindível que pode haver.

      .. E Sonhar acordada, e desejar sempre mais e melhor.

      .. que o amor seja total.. all in, sem medo e sem reservas, que de outro qualquer modo não é amor, mas um sentimento egoísta de querer estar confortável sem estar sozinho.

      .. em cada ano, o primeiro mergulho no mar, e todos os que se seguem.. e que sejam muitos.

      ..Passar no exame de agregação, à primeira se Deus quiser e o corrector ajudar.

      .. Ter a noção. Sempre fui da opinião que cada um tem a lucidez que pode aguentar, porque de outra forma cortavam os pulsos quando se olhassem ao espelho ou se ouvissem falar, ou mesmo se fossem vítimas das suas próprias atitudes. Mas mesmo não havendo lucidez é imprescindível ter noção.

      .. Dar valor às conquistas, aos dias de sol, a um gesto de carinho, a ter emprego, a um bom jantar, aos amigos que permanecem, à família que apesar de tudo é o nosso porto de abrigo, a ter descoberto aquela música, a ter encontrado aquela pessoa, e agradecer sempre, todos os dias, e ser feliz com o que tenho hoje, até ao dia em que tenha mais. E aí, dar de novo graças.

      .. Aceitar com tranquilidade o que não tem solução e suplantar os obstáculos ultrapassáveis, um de cada vez.

      .. Saber que vou para casa e estás à minha espera.. ou depois ficar à tua espera, não faz mal. O que interessa é saber que estamos juntos.

      .. Nunca desistir do que vale verdadeiramente a pena e ter o discernimento necessário para identificar o que vale e o que não.

      .. Agir sempre como se estivéssemos a ser observados e dançar sempre como se não estivesse lá ninguém.

      .. Cantar.

      .. Escrever sem parar.

      .. O teu sorriso ao acordar.

      .. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós.. Senão por outra razão, porque o Karma é lixado.

      .. Engolir sapos.. é desagradável mas forma o carácter.

      .. Aprender com os erros.

      .. Respeitar todos os que se atravessam no nosso caminho.

      .. Ver filmes a preto e branco e chorar com o final feliz.

      .. Comer bem.

      .. Apanhar sol.

      .. Andar à chuva.

      .. Ter saudades dos que estão longe.

      .. Viajar

      ..

      sexta-feira, 8 de abril de 2011

      Finding Earheart

      “Everyone has ocean's to fly, if they have the heart to do it. Is it reckless? Maybe. But what do dreams know of boundaries?"
      A inspiração é uma coisa engraçada.. Passam-se dias e meses em que nada me ocorre que valha a pena partilhar, e de repente, de um momento para o outro, fui desfiando das ideias um número de histórias, factos e narrações que sinto a necessidade de partilhar, de tão chocada que estou do súbito acordar da minha veia criativa. Desta vez, Amelia Earheart foi a minha musa.
      Onde é que andei a vida toda que só ontem à noite me apercebi da existência desta incontornável personagem histórica, mulher, feminista, recordista, aventureira, linda. Devo andar a ler as coisas erradas.
      Encontrei-a no zapping de ontem à noite, num filme de 2009 onde a mesma é interpretada pela Hilary Swank, juntamente com o Richard Gere e o Ewan McGregor. E fiquei em êxtase. A história de vida e a coragem desta mulher é no mínimo impressionante.
      Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de Julho de 1897) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres. Earhart foi a primeira mulher a receber a “The Distinguished Flying Cross”, condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico, sendo que foi a segunda pessoa a conseguir esse feito. Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar.
      Não querendo estragar-vos a experiência de ver o filme que tem uma fotografia fantástica, fico-me por aqui com os dados bibliográficos. Deixo-vos apenas com mais duas citações desta grande mulher que, durante a sua vida, fez juz ao seu nome e deu sempre ouvidos ao seu coração.
      “The more one does and sees and feels, the more one is able to do, and the more genuine may be one's appreciation of fundamental things like home, and love, and understanding companionship”
      "[Women] must pay for everything.... They do get more glory than men for comparable feats. But, also, women get more notoriety when they crash."

      quinta-feira, 7 de abril de 2011

      Numa noite arejada de uma quarta-feira de Abril

      Programa de Quarta-feira de crise:
      1. Estacionar o carro ao pé de casa;
      2. Ir a casa tirar os saltos e vestir umas calças de ganga;
      3. Sair de casa, descer a rua a pé e parar no Mcdonald's para comer um Happy-meal (€3);
      4. Continuar a descer a rua, acabar a coca-cola, fumar um JP special;
      5. Entrar no Bes Arte e Finança e ouvir o concerto desta senhora, que vale a pena escutar com atenção;
      6. Ir à Enoteca e dividir uma garrafa de Luís Pato Vinhas Velhas 2008 Branco com cinco amigos, na esplanada de uma noite de estio (€3);
      7. Voltar à base :)
      Total Cost: €6 Total Fun: Priceless

      segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

      Next year

      Era mesmo esta que procurava.. Agora que a encontrei, e na sequência do post anterior, resta-me partilhar convosco mais algumas resoluções de novo ano, desta vez, em formato musical. Ladies and Gentleman, Jamie Cullum!

      quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

      Manisfesto do novo ano

      Este ano vou ser mais, muito mais e bastante melhor. Vou ser tudo o que quero ser, já que não posso fazer tudo o que quero a todas as horas. E irei mais longe do que alguma vez fui e voarei mais alto.. Este ano vou viajar mais e trazer comigo mais pedaços deste mundo ainda estrangeiro de mim, mas não por muito tempo. Vou fazê-lo meu. E vou partilhar mais, prometo. E se falhar podem cobrar. Este ano vou trabalhar mais e melhor e ultrapassar os obstáculos que ainda me restam para ser plena na profissão que me escolheu. E vou ler mais, muito mais, porque o tempo foge de nós e a memória também e saber é preciso. Este ano vou cuidar mais de mim... Vou beber mais água e comer melhor e exercitar o corpo que é casa desta alma que quer viver muito e bem. Vou comer mais fruta e vegetais e fugir das batatas fritas e da Coca-Cola como se fugisse da lava de um vulcão. Este ano vou dançar e cantar mais e mais alto... Este ano vou amar-te ainda mais (como se fosse possível) e melhor (isso sei que é) e vou continuar a cuidar de ti e dos nossos, melhor do que no ano anterior. E vou ser mais arrumada e vou lavar mais vezes o carro. Este ano vou passear os cães logo de manhã cedo, antes mesmo de acordares com esse teu sorriso quente de almofada em resposta ao meu “bom-dia querido, está na hora”. Este ano vou estar mais com os amigos, tantos e tão bons e que hoje pouco vejo mas dos quais sinto tanta, mas tanta falta (se não fosse o Facebook já não os reconhecia – Salvé o Facebook!) Este ano vou poupar mais: dinheiro, energia, água, tristezas. E vou deixar de me preocupar com o que não interessa e de remoer obsessivamente nas subtilezas que capto nos sorrisos disfarçados dos outros ou nas frases encobertas de simpatia. Este ano vou dormir mais (sim querido, ainda mais) e melhor. Este ano vou ser mais feliz! E vou repetir este manifesto como mantra da minha alegria não me vá eu desviar do caminho certo.

      quarta-feira, 24 de novembro de 2010

      Vício de Vinicius: Soneto do Amor Total

      Amo-te tanto, meu amor... não cante o humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te afim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude.

      sexta-feira, 24 de setembro de 2010

      Fiona Apple & Cat People: Why Try To Change Me Now!

      I'm sentimental So I walk in the rain

      I've got some habitsEven I can't explain

      Go to the cornerI end up in Spain

      Why try to change me now

      I sit and daydreamI've got daydreams galore

      Cigarette ashes There they go on the floor

      Go away weekends

      Leave my keys in the door

      Why try to change me now

      Why can't I be more conventional

      People talkPeople stare So I try

      But can'y be Cuz I can't see

      My strange little worldJust go passing me by

      So let people wonder

      Let 'em laugh Let 'em frown

      You know I'll love youTill the moon's upside down

      Don't you rememberI was always your clown

      Why try to change me now

      Don't you rememberI was always your clown

      Why try to change me Why try to change me now

      quinta-feira, 26 de agosto de 2010

      O Homem Perfeito: Mr Paul Newman

      Mais um to do em formato de note to self para a minha Bucket List: ver todos os filmes do Paul Newman. Já vi bastantes mas nem sei os nomes... tenho de me organizar e juntar a filmografia deste senhor. O que dizer sobre este homem que deve provavelmente roçar a perfeição?..

      Toda a vida foi lindo de morrer.. como é que é possível envelhecer-se tão bem a fumar o que ele fumava (malta, há esperança). Morreu por causa do mesmo precioso vicio, do qual até tinha conseguido abdicar, com a graciosidade dos 83 anos de idade.

      Tinha um charme irresistível.. confesso, apesar de não ser politicamente correcto, que o facto de fumar da forma que fumava me tirava do sério.

      Tinha um olhar avassalador.. na profundidade daqueles olhos podiam-se retirar duas coisas: que se estava perante um homem de uma inteligência invejável e de uma meiguice enternecedora. É impossível resistir ao ar de "homem que chora" (conforme apelidaram uns amigos meus).

      Era brilhante na sua profissão.. e ao mesmo tempo tinha a humildade incrível de se avaliar imparcialmente e reconhecer quando ficava àquem do bom. O "seu primeiro filme, Cálice Sagrado (1954) foi quase o seu último: considerou sua performance tão má que publicou um anúncio de página inteira num jornal a pedir desculpas a quem tivesse visto o filme." - in Wikipedia.

      Adorava carros e corridas.. Tinha um estilo que todos pagariam para ter.. Era liberal na política.. Era solidário.. Era um bon vivant.. Tinha uma fábrica de molhos e condimentos, a Newman's Own.. Era daltónico.. Não dá para resistir.

      Diz-se também por aí que tinha um mau feitio insuportável.. mas existem homens com bom feitio??

      Ainda assim, para mim, Paul Newman é e será sempre o meu modelo Homem perfeito.

      quarta-feira, 11 de agosto de 2010

      My Bucket List (or things to do before I die)

      Como disse anteriormente: “As listas são uma ajuda essencial em tempos de caos”. Porém, mesmo em tempos de paz (atribulada), encontro grande felicidade quando faço listas, sobre tudo e sobre nada. É a forma que encontro de verter no papel, a necessidade de organização que me persegue e de desocupar a cabeça de listas de coisas que vou repetindo como mantra para não caírem no esquecimento.

      Assim, e mais uma vez, venho partilhar convosco uma lista muito importante (se não a mais importante): a minha “bucket list” ou em português “a lista da bota”, na medida em que, enquanto os americanos “kick the bucket” (pontapeiam o balde) quando morrem, os portugueses “batem as botas”. Nestes termos, venho apresentar-vos a lista de coisas que quero fazer antes de morrer, cujo âmbito de aplicação não inclui as coisas que quero fazer se ganhar o Euro-milhões – essa é uma lista à parte que publicarei quando for esse o caso. Eu sei que o assunto é um bocado tétrico demais para constar de uma lista, mas há coisas que eu não quero correr o risco de serem esquecidas.

      Normalmente, as três coisas que indispensáveis numa bucket list são: ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore… Normalmente, as pessoas fazem esta lista quando estão prestes a morrer, como wall of shame dos seus fracassos e arrependimentos. No, not me, eu faço esta lista agora porque, efectivamente, quero ter tempo de fazer todas estas coisas. Eis a minha lista de coisas a fazer antes de morrer (sem prejuízo de a poder ir alterando ao longo da vida):

      • Ter filhos (daqui a uns bons tempos) e ensiná-los a serem melhores seres humanos que eu;
      • Escrever um livro;
      • Plantar uma árvore;

      &

      • Dar um concerto (tive essa experiência há uns tempos enquanto guitarrista mas o que eu quero mesmo é cantar);
      • Viajar para longe contigo
      • Aprender a tocar piano;
      • Aprender a dançar tango;
      • Andar de asa delta (de preferência no Rio de Janeiro);
      • Comprar uma casa;
      • Ter uma casa junto ao mar para as férias;
      • Fazer mestrado;
      • Surfar melhor;
      • Ter um restaurante;
      • Andar de balão;
      • Fazer bungee jumping;
      • E Queda livre - com pára-quedas;
      • Conhecer o mundo (remetemos para a lista de places to go que terá de consistir uma lista à parte que se juntará como Anexo I oportunamente);
      • Ler muito mais (Lista de livros será o Anexo II);
      • Viver uns tempos no estrangeiro – de preferência Zanzibar ou paraísos afins;
      • Casar contigo;
      • Tirar o curso de Economia;
      • Mudar a vida de um desconhecido (para melhor);
      • Fazer um safari; [to be continued / completed / updated]

      sexta-feira, 7 de maio de 2010

      Passada

      O que é que se passa com as passas?
      Sempre me indaguei sobre a existência de um lobby ou mesmo uma sociedade secreta dos produtores de passas. Qual é a deles? Eu até gosto de passas, se não for em exagero. Por exemplo, arroz de passas e pinhões é óptimo, mas no muesli?! É que a maior parte das pessoas que eu conheço padece também do mesmo problema. Sempre que quero comer cereais passo horas a separar as passas, sendo que essa tarefa, para além de ser bastante irritante, é quase sempre infrutífera, porque acabam sempre por passar duas ou três. Quem é que um dia acordou e se lembrou "hmm, uvas desidratadas com leite é que deve ser mesmo bom.."
      Existe mesmo todo um ritual à volta de uma festividade que nos obriga a comer, de seguida (que é para não custar muito), não uma, nem duas, mas doze passas a um ritmo alucinante, intercalado com a cadência das badaladas misturada com os desejos. Mas porquê?? Qual é a deles? Se eu comer uvas os desejos não se realizam? Se ao menos fossem passas de um cigarro..
      E até neste sentido a palavra passa me irrita: "dar uma passa no cigarro" é um bocadinho geração 25 de Abril (não os que nasceram por volta dessa época, os outros que já cá andavam). Mas sinceramente, qual é a alternativa? "Bafo" é um vocábulo um tanto ou quanto mitra. "Posso fumar um bocadinho do teu cigarro?" é só ridículo. Se tiverem ideias para apelidar tal acção, por favor elucidem-me. Até lá (e porque não sempre) teremos de comprar os nossos cigarros e fumá-los por inteiro e tentar não falar sobre isso.
      Passar a ferro também me irrita bastante mas ao menos essa expressão pode sempre ser substituída por engomar e a acção substituída pela engomadoria. Thank God for that!
      Mas pergunto-me: Será que existe mesmo excesso de produção de passas e devido a dificuldades de escoamento misturam-nas com tudo o que é comestível e inventam maldições para que estas tenham obrigatoriamente de ser comidas? Ou excesso de produção de uvas? E porque é que eles não fazem vinho? Agora passas? For God sake!

      quinta-feira, 22 de abril de 2010

      Xavier Rudd - Messages

      While I was reminiscing about the ocean and thinking about how much I miss it, I redescovered this song that I'm about to share with you. This is a message to all of those who still care. Enjoy!

      sexta-feira, 25 de setembro de 2009

      “There is a crack in everything, that's how the light gets in"

      ANTHEM - LEONARD COHEN The birds they sang at the break of day Start again I heard them say Don't dwell on what has passed away or what is yet to be. Ah the wars they will be fought again The holy dove She will be caught again bought and sold and bought again the dove is never free. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack in everything That's how the light gets in. We asked for signs the signs were sent: the birth betrayed the marriage spent Yeah the widowhood of every government -- signs for all to see. I can't run no more with that lawless crowd while the killers in high places say their prayers out loud. But they've summoned, they've summoned up a thundercloud and they're going to hear from me. Ring the bells that still can ring ... You can add up the parts but you won't have the sum You can strike up the march, there is no drum Every heart, every heart to love will come but like a refugee. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack, a crack in everything That's how the light gets in. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack, a crack in everything That's how the light gets in. That's how the light gets in. That's how the light gets in.

      terça-feira, 25 de agosto de 2009

      Palavra do Dia: Poliandria

      Do grego poly- muitos, andros- homem, nasceu a palavrinha do dia ou da semana. Esta nova rubrica (lol) pareceu-me ser uma boa forma de me cultivar, sendo que os leitores ainda ganham por osmose. A palavra de hoje é a seguinte:

      POLIANDRIA

      • Vertente Sociológica: condição da poliandra, estado de uma mulher que convive de forma marital com mais de um homem ao mesmo tempo.
      • Vertente Zoológica: regime social de alguns animais em que uma fêmea acasala com vários machos.
      • Vertente Botânica: condição de uma flor com muitos estames. Apesar de a palavra Poligamia ser do conhecimento geral e ser, a maior parte das vezes, associada à ideia de um homem ter várias mulheres, a palavra Poliandria e Poliginía (esta sim a que os homens defendem) faziam parte do meu desconhecimento.

      E “sua grandessíssima Poliandra” ou “seu grandessíssimo Poligino” também poderão tornar-se uma óptima forma de insulto… ou de elogio quem sabe.