O que eu gosto de ouvir este senhor... Enjoy!
Desde sempre somos confrontados com binómios antagónicos: O Bem e o Mal, o peso e a leveza do nosso amigo Kundera, o quente e o frio, o ser e o não ser... Mas toda a minha vida o binómio que se apresentou mais complicado de resolver foi o que opõe as diversas perspectivas de a encarar: o copo meio cheio ou meio vazio. Mas será que a escolha resolverá alguma coisa? É que, no fundo e apesar do livre arbítrio, a vida será sempre o meio copo que, incansavelmente, tentamos encher...
Entre outras coisas que me devo estar a esquecer.. Bottom line, temos tudo para sobreviver! E muita energia para trocar por deliciosos enlatados =)
P.S.: Porque nessas alturas de catástrofe não costuma haver telecomunicações, combinem um ponto de encontro com os vossos amigos e familiares, para se encontrarem após 24 horas do cataclismo. Convém ser um sítio elevado e arejado, ou seja, não convém ser num edíficio, rua estreita, túnel ou debaixo de uma ponte. Tipo, parque do Monsanto é uma boa ideia.. apesar de não ser o meu local combinado.
Esta é a essência do meio copo. Concretizando,
De pés bem assentes na terra, tendo sempre presente a Lei de Murphy, mas sempre com a cabeça na nuvem número 9 e na esperança naive de que, talvez, até haja possibilidade de as coisas correrem bem.
Sempre preparada para o pior: com um kit de sobrevivência para o caso de tsunami, na esperança de não levar com um carro flutuante em cima, já que com o colete salva-vidas não me vou afogar.
Tendo sempre um plano B. Um plano de vida a seguir, para o caso do plano em vigor não poder ser levado avante. Uma saída de emergência.
Retirando sempre o bom que vem com as coisas más, mas antecipando sempre o tudo de errado que pode acontecer inesperadamente de uma situação aparentemente tranquila e feliz.
Quero pensar que estas intermitências entre o catastrofismo e o optimismo desmesurado representam um equilíbrio, um meio copo, e não os devaneios de uma bi-polar em negação.
Vista de fora talvez seja difícil de entender mas, sinceramente, é assim que eu sou. E para mim, não faz sentido ser de outra forma.
Ontem, dia 8 de Maio de 2011, a Coca-Cola, a minha bebida preferida, celebrou os seus 125 anos. Há 125 anos atrás começou por ser vendida numa farmácia mas o seu sucesso foi maior do que alguma vez previam. A sua receita constitui o segredo mais bem guardado do mundo e a prova disso é que não há cola sequer parecida com a autêntica.
Desde de sempre, pelo menos para os da nossa geração, a Coca-Cola fez parte da nossa vida, sendo que crescemos rodeados do seu design e da sua iconografia pop que incluiu desde as celebradas pin-ups, às personagens históricas e à criação da figura mais mítica de sempre: o Pai-Natal.
Quem não se lembra dos seus anúncios e do jingle "dançar, cantar, sentir a emoção de uma Coca-Cola, sensação de viver."!
O facto de o querido Che beber Coca-Cola, ainda me faz gostar mais (se tal é possível) da única bebida que realmente me mata a sede. Se tivesse de lutar pela última Coca-Cola do deserto, podem crer que ganhava.
Fica aqui a maior homenagem que podia fazer à Coca-Cola no seu 125.º aniversário. E o meu grande bem haja ao Sr John Pemberton e à The Coca-Cola Company, que fazem parte da minha vida há tantos anos.
..Uma chávena de café, logo pela manhã.
..Nunca deixar de se ser quem se é – a não ser que se seja um completo idiota e aí recomendo vivamente que deixem. Eu sou-me sempre!.. mais ou menos moderada, dependendo das ocasiões.
..Ter cigarros em casa quando vou dormir. Quando não os tenho aparecem as insónias e lá tenho eu de ir à bomba das amoreiras.
..Dar festas no Zé e na Concha. E beijinhos e abracinho e patinha. E chegar a casa e ser recebida todos os dias por dois seres em êxtase.
..Beber água. A sério, é mesmo, senão morremos.
.. E respirar, do mais imprescindível que pode haver.
.. E Sonhar acordada, e desejar sempre mais e melhor.
.. que o amor seja total.. all in, sem medo e sem reservas, que de outro qualquer modo não é amor, mas um sentimento egoísta de querer estar confortável sem estar sozinho.
.. em cada ano, o primeiro mergulho no mar, e todos os que se seguem.. e que sejam muitos.
..Passar no exame de agregação, à primeira se Deus quiser e o corrector ajudar.
.. Ter a noção. Sempre fui da opinião que cada um tem a lucidez que pode aguentar, porque de outra forma cortavam os pulsos quando se olhassem ao espelho ou se ouvissem falar, ou mesmo se fossem vítimas das suas próprias atitudes. Mas mesmo não havendo lucidez é imprescindível ter noção.
.. Dar valor às conquistas, aos dias de sol, a um gesto de carinho, a ter emprego, a um bom jantar, aos amigos que permanecem, à família que apesar de tudo é o nosso porto de abrigo, a ter descoberto aquela música, a ter encontrado aquela pessoa, e agradecer sempre, todos os dias, e ser feliz com o que tenho hoje, até ao dia em que tenha mais. E aí, dar de novo graças.
.. Aceitar com tranquilidade o que não tem solução e suplantar os obstáculos ultrapassáveis, um de cada vez.
.. Saber que vou para casa e estás à minha espera.. ou depois ficar à tua espera, não faz mal. O que interessa é saber que estamos juntos.
.. Nunca desistir do que vale verdadeiramente a pena e ter o discernimento necessário para identificar o que vale e o que não.
.. Agir sempre como se estivéssemos a ser observados e dançar sempre como se não estivesse lá ninguém.
.. Cantar.
.. Escrever sem parar.
.. O teu sorriso ao acordar.
.. Não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós.. Senão por outra razão, porque o Karma é lixado.
.. Engolir sapos.. é desagradável mas forma o carácter.
.. Aprender com os erros.
.. Respeitar todos os que se atravessam no nosso caminho.
.. Ver filmes a preto e branco e chorar com o final feliz.
.. Comer bem.
.. Apanhar sol.
.. Andar à chuva.
.. Ter saudades dos que estão longe.
.. Viajar
..
I'm sentimental So I walk in the rain
I've got some habitsEven I can't explain
Go to the cornerI end up in Spain
Why try to change me now
I sit and daydreamI've got daydreams galore
Cigarette ashes There they go on the floor
Go away weekends
Leave my keys in the door
Why try to change me now
Why can't I be more conventional
People talkPeople stare So I try
But can'y be Cuz I can't see
My strange little worldJust go passing me by
So let people wonder
Let 'em laugh Let 'em frown
You know I'll love youTill the moon's upside down
Don't you rememberI was always your clown
Why try to change me now
Don't you rememberI was always your clown
Why try to change me Why try to change me now
Mais um to do em formato de note to self para a minha Bucket List: ver todos os filmes do Paul Newman. Já vi bastantes mas nem sei os nomes... tenho de me organizar e juntar a filmografia deste senhor. O que dizer sobre este homem que deve provavelmente roçar a perfeição?..
Toda a vida foi lindo de morrer.. como é que é possível envelhecer-se tão bem a fumar o que ele fumava (malta, há esperança). Morreu por causa do mesmo precioso vicio, do qual até tinha conseguido abdicar, com a graciosidade dos 83 anos de idade.
Tinha um charme irresistível.. confesso, apesar de não ser politicamente correcto, que o facto de fumar da forma que fumava me tirava do sério.
Tinha um olhar avassalador.. na profundidade daqueles olhos podiam-se retirar duas coisas: que se estava perante um homem de uma inteligência invejável e de uma meiguice enternecedora. É impossível resistir ao ar de "homem que chora" (conforme apelidaram uns amigos meus).
Era brilhante na sua profissão.. e ao mesmo tempo tinha a humildade incrível de se avaliar imparcialmente e reconhecer quando ficava àquem do bom. O "seu primeiro filme, Cálice Sagrado (1954) foi quase o seu último: considerou sua performance tão má que publicou um anúncio de página inteira num jornal a pedir desculpas a quem tivesse visto o filme." - in Wikipedia.
Adorava carros e corridas.. Tinha um estilo que todos pagariam para ter.. Era liberal na política.. Era solidário.. Era um bon vivant.. Tinha uma fábrica de molhos e condimentos, a Newman's Own.. Era daltónico.. Não dá para resistir.
Diz-se também por aí que tinha um mau feitio insuportável.. mas existem homens com bom feitio??
Ainda assim, para mim, Paul Newman é e será sempre o meu modelo Homem perfeito.
Como disse anteriormente: “As listas são uma ajuda essencial em tempos de caos”. Porém, mesmo em tempos de paz (atribulada), encontro grande felicidade quando faço listas, sobre tudo e sobre nada. É a forma que encontro de verter no papel, a necessidade de organização que me persegue e de desocupar a cabeça de listas de coisas que vou repetindo como mantra para não caírem no esquecimento.
Assim, e mais uma vez, venho partilhar convosco uma lista muito importante (se não a mais importante): a minha “bucket list” ou em português “a lista da bota”, na medida em que, enquanto os americanos “kick the bucket” (pontapeiam o balde) quando morrem, os portugueses “batem as botas”. Nestes termos, venho apresentar-vos a lista de coisas que quero fazer antes de morrer, cujo âmbito de aplicação não inclui as coisas que quero fazer se ganhar o Euro-milhões – essa é uma lista à parte que publicarei quando for esse o caso. Eu sei que o assunto é um bocado tétrico demais para constar de uma lista, mas há coisas que eu não quero correr o risco de serem esquecidas.
Normalmente, as três coisas que indispensáveis numa bucket list são: ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore… Normalmente, as pessoas fazem esta lista quando estão prestes a morrer, como wall of shame dos seus fracassos e arrependimentos. No, not me, eu faço esta lista agora porque, efectivamente, quero ter tempo de fazer todas estas coisas. Eis a minha lista de coisas a fazer antes de morrer (sem prejuízo de a poder ir alterando ao longo da vida):
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While I was reminiscing about the ocean and thinking about how much I miss it, I redescovered this song that I'm about to share with you. This is a message to all of those who still care. Enjoy!
ANTHEM - LEONARD COHEN The birds they sang at the break of day Start again I heard them say Don't dwell on what has passed away or what is yet to be. Ah the wars they will be fought again The holy dove She will be caught again bought and sold and bought again the dove is never free. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack in everything That's how the light gets in. We asked for signs the signs were sent: the birth betrayed the marriage spent Yeah the widowhood of every government -- signs for all to see. I can't run no more with that lawless crowd while the killers in high places say their prayers out loud. But they've summoned, they've summoned up a thundercloud and they're going to hear from me. Ring the bells that still can ring ... You can add up the parts but you won't have the sum You can strike up the march, there is no drum Every heart, every heart to love will come but like a refugee. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack, a crack in everything That's how the light gets in. Ring the bells that still can ring Forget your perfect offering There is a crack, a crack in everything That's how the light gets in. That's how the light gets in. That's how the light gets in.
Do grego poly- muitos, andros- homem, nasceu a palavrinha do dia ou da semana. Esta nova rubrica (lol) pareceu-me ser uma boa forma de me cultivar, sendo que os leitores ainda ganham por osmose. A palavra de hoje é a seguinte:
POLIANDRIA
E “sua grandessíssima Poliandra” ou “seu grandessíssimo Poligino” também poderão tornar-se uma óptima forma de insulto… ou de elogio quem sabe.